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Com Arábia Saudita e Coreia, são 6 os países com barreiras à carne do Brasil

China, África do Sul e Japão suspenderam a importação do produto brasileiro e o Egito restringiu compra do Paraná devido a caso atípico de vaca louca

Por Da Redação 18 dez 2012, 10h22

Um caso atípico de mal de vaca louca – registrado em 2010, mas só revelado agora pelo governo – pode gerar sérios impactos nas exportações brasileiras. Nas últimas 24 horas, a Arábia Saudita e a Coreia do Sul se juntaram aos países que anunciaram suspensção às importações de carne brasileira, segundo informou o Ministério da Agricultura e o Itamaraty. Na semana passada, Japão, China, África do Sul e Egito haviam suspendido as compras. O Egito anunciou um embargo parcial, apenas a carnes provenientes do Paraná, onde foi registrado o caso. O Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo e os embargos geram preocupação no setor agropecuário. As vendas à Arábia Saudita correspondem a 3% do total exportado pelo Brasil.

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As suspensões ocorrem por conta do caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como mal da vaca louca. O governo brasileiro garante que o país não teve registro da doença em sua forma clássica e no último dia 7 de dezembro, a Organização Mundial de Saúde Animal manteve a classificação como de risco “insignificante” para a EEB, confirmando que o Brasil está livre da doença. “Essa classificação tem sido seguida por importantes países e blocos consumidores”, afirmou o frigorífico Minerva nesta terça-feira, em nota ao mercado, esclarecendo que as vendas para a Arábia Saudita representaram aproximadamente 2,5 por cento do faturamento bruto da companhia no acumulado do ano.

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Na segunda-feira, o Egito informou a suspensão das compras de carne do Paraná. O Egito, diferentemente de Japão, África do Sul e China, é um grande importador, aparecendo entre os cinco maiores clientes dos frigoríficos brasileiros. Mas como a restrição egípcia vale apenas para carne paranaense, a medida deve limitar os impactos sobre as vendas neste caso.

De janeiro a outubro, a Arábia Saudita importou 31,3 mil toneladas de carne do Brasil, de um total exportado pelo país de 1,02 milhão de toneladas. Em receita, as compras sauditas representaram 143,5 milhões de dólares.

“É um volume que a gente pode dizer ainda pouco expressivo, mas faz fronteira com países que são muito importantes como Irã, Egito, então talvez possa estar criando esse efeito cascata, dominó”, disse o analista Alex Lopes da Silva, da consultoria em agronegócios Scot, ao comentar o embargo saudita.

Paraná – Uma vaca de 13 anos mantida para fins de procriação morreu no Paraná de outras causas em 2010 e nunca desenvolveu a doença. Mas um teste realizado no animal acusou um resultado positivo para o agente causador da doença, uma proteína chamada príon, que pode ocorrer espontaneamente em bovinos mais velhos. Nesta condição, os animais são classificados como tendo “EEB atípica”.

No caso do embargo egípcio, a Minerva, empresa exportadora de carne bovina do Brasil, avalia que a decisão não afeta os negócios da empresa. “A Minerva não possui planta no estado no Paraná e, portanto, não é impactada pela medida adotada pelo governo egípcio”, disse a companhia.

(com Reuters)

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