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Colapso e prejuízos bilionários: os efeitos da greve dos auditores da Receita Federal

Jackson Campos, diretor de relações institucionais da AGL Cargo e especialista em comércio exterior, explica os impactos da greve que já dura 4 meses

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 abr 2025, 16h30

Demora na liberação de cargas, trânsitos aduaneiros parados por dias e documentos presos nas remessas expressas. Com a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já estende com meses, todo o processo está mais demorado, burocrático e custoso, explica Jackson Campos, diretor de relações institucionais da AGL Cargo e especialista em comércio exterior. A greve que já dura mais de quatro meses gerou perdas estimadas em 14,6 bilhões de reais em arrecadação até março deste ano. Mantido o ritmo, os prejuízos podem ultrapassar 40 bilhões de reais até dezembro, diz.

 “Na maioria das vezes não há o que as empresas possam fazer, é necessário esperar a carga ser liberada ou o processo ser concluído, o que pode demorar quinze dias por conta da menor quantidade de fiscais trabalhando, que são apenas os que não aderiram à greve”, diz ele a VEJA. Campos aponta também  situação muito complicada  nos terminais de carga.  “Estão cheios e com risco de colapso. Qualquer necessidade de atuação de fiscalização da receita federal gera ao menos 15 dias ou mais de prazo para o que o processo seja concluído”, diz.

Nos últimos dias a greve ganhou escala. Os auditores realizam desde 31 de março e até 11 de abril, operação “desembaraço zero” nas aduanas de todo o país, agravando ainda mais a situação relata por Campos. Ele cita os efeitos da operação “Desembaraço Zero” de fevereiro, que suspendeu liberações por 15 dias, afetou setores estratégicos como o farmacêutico e o automotivo, resultando na retenção de mais de 75 mil remessas. O prazo de liberação, que antes era de um dia, chegou a sete, mesmo para cargas prioritárias, diz ele.

Ao desorganizar a cadeia de suprimentos das empresas, a greve pode impactar a inflação na época da Páscoa. A estimativa, segundo ele, é de aumento de até 2,1% no valor final dos produtos. “A greve, se prolongada, transformará um colapso pontual em uma crise estrutural no comércio exterior brasileiro”, diz.

 

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