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‘Cidade Verde’, Maringá sobe ao topo dos Indicadores Sociais entre as grandes cidades

O município paranaense colhe frutos de décadas de planejamento e investimentos sociais, enquanto ajusta suas políticas para lidar com os desafios do crescimento

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 nov 2025, 06h00

Maringá já se habituou a ocupar posições de destaque nas avaliações de qualidade de vida. Conhecida como “Cidade Verde” pela arborização exemplar e pelo urbanismo planejado, volta e meia surge no debate público como referência em serviços públicos, mobilidade e organização urbana. Não surpreende, portanto, que entre os Censos de 2010 e 2022 tenha registrado a maior taxa de crescimento populacional entre as principais cidades do Paraná. Enquanto a capital, Curitiba, praticamente não avançou, com alta de 1% no período, Maringá cresceu 15% e se aproximou dos 410 000 habitantes. A atratividade se explica, em grande parte, por seus Indicadores Sociais, como mostra o ranking As Melhores Cidades do Brasil, elaborado pela Austin Rating com exclusividade para VEJA NEGÓCIOS.

No grupo de municípios com mais de 200 000 habitantes, Maringá aparece em 1º lugar na categoria que inclui qualidade de vida, educação, habitação, infraestrutura e responsabilidade social. O desempenho educacional é especialmente expressivo: a cidade ocupa a 7ª posição entre as grandes manchas urbanas do país. “Maringá tinha muitas deficiências na área social e de educação”, diz o prefeito Silvio Barros (PP), que governou o município de 2005 a 2012 e voltou ao cargo neste ano. “Hoje, avançamos de forma consistente.” Há duas décadas, a nota do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) era inferior a 5. Hoje, os alunos nos primeiros anos do ensino fundamental atingem média de 7,2. A proporção de um professor para cada 13,6 alunos — acima da média nacional — reforça a prioridade dada ao setor. A universalização do acesso também é notável: o percentual de crianças e adolescentes de 4 a 14 anos matriculados na escola está próximo de 100%.

Para a secretária de Educação, Adriana Palmieri, o salto decorre principalmente da formação continuada dos professores, com foco em alfabetização, letramento e fluência leitora, e de ações destinadas a recuperar aprendizagens. “As escolas trabalham permanentemente com projetos de leitura, contação de histórias e atendimento individualizado, garantindo que nenhum aluno fique para trás”, diz Adriana. Os efeitos são visíveis: entre jovens recém-saídos da educação básica, a taxa de analfabetismo é de apenas 0,45%. Marion Rossi Mattera, professora há dez anos na rede municipal, resume o espírito da política educacional local: “Avançamos porque colocamos o estudante no centro do processo e fortalecemos a autonomia, a criatividade e a certeza de que ele é capaz de aprender”.

Aprazível: a qualidade de vida atraiu moradores para a cidade
Aprazível: a qualidade de vida atraiu moradores para a cidade (Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/.)
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Mas uma cidade que avança também precisa lidar com novos desafios. O ensino profissionalizante ainda tem alcance restrito: apenas 14% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão matriculados nessa modalidade. O aumento da população em situação de rua, estimada em 1 000 pessoas, exige respostas mais amplas e articuladas. “É uma demanda crescente e complexa”, afirma o prefeito. Outro desafio reflete uma tendência nacional: o envelhecimento da população. “Ampliamos academias para a terceira idade e a telemedicina será essencial para ampliar o atendimento em saúde”, diz Barros.

Maringá construiu sua reputação enfrentando desigualdades históricas com políticas públicas bem estruturadas. O próximo passo é adaptar-se às mudanças demográficas e sociais que moldam o país. A trajetória recente mostra que a cidade tem condições de fazer isso — desde que continue apostando em planejamento, educação e gestão eficiente.

Publicado em VEJA, novembro de 2025, edição VEJA Negócios nº 20

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