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China investirá US$ 250 bi na América Latina em 10 anos

Presidente Xi Jinping quer ampliar influência do país na região, que hoje ainda tem laços muito fortes com os EUA

Por Da Redação 8 jan 2015, 12h01

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou nesta quinta-feira que o país investirá 250 bilhões de dólares na América Latina nos próximos dez anos em uma tentativa de aumentar sua influência na região, cujos laços são muito fortes com os Estados Unidos. Líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), formado por 33 países da região exceto Estados Unidos e o Canadá, reuniram-se pela primeira vez em Pequim nesta quinta para um fórum de dois dias. Ele enfatizou o potencial de crescimento futuro nas relações entre a China e a Celac, cuja economia responde por um oitavo da economia global.

Na quarta-feira, Jinping já havia se reunido com o presidente venezuelano, Nicolas Maduro. Segundo o dirigente de Caracas, foi prometido um investimento chinês da ordem de 20 bilhões de dólares no país latino.

“Esse encontro dará ao mundo um sinal positivo sobre o aprofundamento da cooperação entre China e América Latina e terá um impacto importante e de amplo alcance sobre a promoção da cooperação do sul com o sul e prosperidade para o mundo.” Ele citou áreas em que China e América Latina já estão cooperando, como os setores de energia, construção de infraestrutura, agricultura, indústria e inovação tecnológica.

Em conversa o vice-presidente da China, Li Yuanchao, no sábado, a presidente Dilma Rousseff cobrou a promessa de que a China comprará mais produtos manufaturados brasileiros. A presidente brasileira também reiterou na ocasião a urgência na conclusão da compra de 60 jatos da Embraer e sugeriu a abertura do caminho para a venda de milho transgênico brasileiro ao gigante asiático.

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Para o analista político Deng Yuwen, a China está interessada nos recursos e nos mercados da América Latina. “Obviamente a China tem intenção de competir com os Estados Unidos por uma maior esfera de influência na região”, disse Deng. “Mas se essa estratégia enfraquecerá a influência dos EUA agora é difícil de avaliar”. Segunda maior economia do mundo, a China compra petróleo da Venezuela, cobre do Peru e Chile e soja da Argentina e do Brasil.

O comércio entre a China e a região cresceu de 10 bilhões de dólares em 2000 para 257 bilhões de dólares em 2013, impulsionado em grande parte pela demanda chinesa por commodities, como petróleo e soja. O líder chinês declarou ainda que a expectativa é que o comércio bilateral (importações e exportações) entre China e América Latina aumente para 500 bilhões de dólares em dez anos.

Ainda que a desaceleração do crescimento na China deva abrandar a demanda por tais produtos, Jinping disse que a América Latina e o Caribe se beneficiarão fortemente de previsões de que a China importará 10 trilhões de dólares de várias regiões em todo o mundo ao longo dos próximos cinco anos.

(Com agência Reuters)

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