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Como evitar golpes do Pix no Carnaval

Aprenda como se proteger nesta folia

Por Veruska Costa Donato 11 fev 2026, 13h22 • Atualizado em 11 fev 2026, 13h43
  • A cada 24 segundos, segundo estudo da Serasa, um crime é registrado no Brasil neste período de Carnaval. A combinação de multidão, distração e pressa cria o cenário perfeito para golpistas. Não é exagero dizer que, enquanto o trio elétrico passa, alguém está sendo vítima de fraude — muitas vezes sem perceber na hora.

    O advogado especialista em Direito Empresarial Fernando Moreira explica que os criminosos exploram justamente esse ambiente de euforia. “Os principais golpes são aqueles que contam com a distração do folião para trocar o cartão, para colocar um valor superior ou até mesmo para furtos de celular durante os eventos”, afirma. Ele chama a atenção também para as chamadas engenharias sociais. “O senso de urgência… o folião no meio do bloquinho precisa pagar alguma coisa correndo e acaba fazendo um PIX com valor indevido.” É o impulso falando mais alto que a cautela.

    Pix mais seguro

    Do lado da defesa, há novidade. Moreira destaca a atualização do Mecanismo Especial de Devolução, o chamado MED 2.0. “Percebeu o golpe imediatamente? Entre no extrato e conteste a operação”, orienta. Segundo ele, a nova ferramenta obriga as instituições financeiras a disponibilizar no próprio extrato a opção de contestação do Pix, permitindo bloqueio e rastreamento do dinheiro — inclusive se ele já tiver sido transferido para outras contas. “O dinheiro será bloqueado na conta em que ele estiver”, explica. A rapidez, nesse caso, vale ouro.

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    Prevenção

    Prevenir, no entanto, continua sendo o melhor remédio. O advogado recomenda sair com um celular secundário, manter limites reduzidos para transferências e desativar o pagamento por aproximação sem senha. Outra dica é trocar a autenticação por SMS por validação via e-mail e até esconder o aplicativo do banco no aparelho. “Colocar o cartão sempre à vista, não deixar no bolso de trás”, aconselha. Parece excesso de zelo, mas é o tipo de cuidado que evita dor de cabeça — e prejuízo.

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    Procurar a polícia

    Se, ainda assim, o golpe acontecer, o caminho é agir rápido e documentar tudo. “Primeiro contestar no extrato, depois fazer o boletim de ocorrência e procurar o banco”, orienta Moreira. Prints de tela, fotos, testemunhas: tudo ajuda. Ele lembra que, em casos de movimentação atípica, a instituição financeira pode ser responsabilizada se não comprovar que adotou medidas de segurança adequadas. No meio da folia, a regra é simples: alegria, sim — descuido, não.

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