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Burger King é vendido a fundo brasileiro por US$ 4 bi

A negociação com a 3G – controlada pelos brasileiros que são donos da AB-Inbev – já durava três meses, conforme adiantou Veja.com

Por Da Redação 2 set 2010, 12h56

Um dos principais focos dos operadores será avaliar como a rede de fast food poderá mudar sua estratégia para melhorar o desempenho fraco

O Burger King, segunda maior rede de fast food dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira que será vendido à brasileira 3G Capital ao preço de 24 dólares por ação. O valor total do negócio, incluindo ações e dívida, é de cerca de 4 bilhões de dólares e deverá ser concluído antes do fim deste ano. Conforme antecipou o site de VEJA, a negociação já durava três meses.

O 3G é um fundo de private equity (especializado em comprar participações em empresas) controlado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, donos da AB-Inbev – maior fabricante de cervejas do mundo, que comercializa as marcas Budweiser e Stella Artois – e acionistas da AmBev.

Em 2008, o trio de empresários adquiriu, por meio da 3G, uma grande participação na CSX, empresa americana do setor ferroviário. A gestora, de acordo com o jornal britânico Financial Times, também possui ativos da Coca-Cola e da Kraft Foods. Sua carteira de investimentos é avaliada em 1 bilhão de dólares.

Bancos deverão financiar em torno de 2,8 bilhões de dólares do valor total do acordo. A 3G e seus financiadores são operadores de negócios que veem o Burger King como um investimento de longo prazo, segundo uma pessoa próxima ao assunto. Um dos principais focos dos operadores será avaliar como a rede de fast food poderá mudar sua estratégia para melhorar o desempenho fraco, de acordo com a mesma fonte.

O acordo representa um prêmio de 46% sobre o preço da ação do Burger King antes da notícia do acordo surgir na quarta-feira, afirmaram as empresas. A rede de fast food vem enfrentando dificuldades nos últimos anos, tanto por causa da recessão quanto por conta concorrência com o McDonald’s, seu maior rival. Em 2002, um grupo liderado por TPG Capital, Bain Capital e Goldman Sachs Capital Partners comprou a rede do Diageo. Em 2006, a empresa voltou a ter capital aberto, embora o consórcio ainda mantenha um controle de 31%.

A compra da Burger King está alinhada com a estratégia adotada por Lemann, Telles e Sicupira em todas as suas negociações: aquisições de empresas que possuem marcas globais e comercializam produtos com ‘tíquete médio baixo’ (de baixo valor agregado), as quais passam, num segundo momento, por uma reformulação total.

A rede Burger King tem capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) desde 2006. Em 2002, foi comprado da Diageo pelo grupo de private equities TPG, Goldman Sachs Capital Partners e Bain Capital. Depois da oferta de ações, o grupo ainda detém um terço do capital da rede. Às 11h49 (horário de Brasília), as ações do Burger King negociadas em Nova York avançavam mais de 24%, para 23,41 dólares, depois de terem subido perto de 15% na véspera.

(Com Agência Estado e Reuters)

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