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Bovespa passa a cair com Petrobras e realiza lucros

Por Da Redação 1 ago 2012, 11h08

Por Olivia Bulla

São Paulo – A Bovespa apagou os ganhos exibidos logo após a abertura do pregão desta e migrou para o terreno negativo, já abaixo dos 56 mil pontos, com desvalorização ao redor de 1%, no pior momento da manhã. A queda das ações de Petrobras conduz o movimento, amparada ainda pelos bancos e construtoras, com os investidores embolsando os ganhos recentes antes do desfecho das reuniões de política monetária nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, e na Europa, na quinta-feira.

Por volta das 10h50, o Ibovespa era negociado na pontuação mínima do dia, em baixa de 1,02%, aos 55.523 pontos. Mais cedo, o índice à vista chegou a operar no positivo, com alta de 0,51%, aos 56.385 pontos.

Neste horário, as ações ON e PN da Petrobras cediam 1,80% e 1,59%. Um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista chamou a atenção para o comportamento dos papéis da estatal petrolífera no mercado de aluguel de ações. Segundo ele, em um dia o montante de ações da Petrobras alugadas subiu em R$ 10 milhões.

“Geralmente, aluga-se ações para vender no mercado à vista”, diz. Para ele, esse movimento pode estar relacionado à expectativa ruim em relação ao balanço financeiro da companhia no trimestre passado, que deve apresentar o pior número trimestral desde 2002, com lucro líquido de R$ 3,24 bilhões, conforme levantamento feito pela Agência Estado.

Já o chefe da mesa de renda variável de uma corretora paulista acredita que a queda da blue chip também pode estar relacionada à saída de capital externo da Bolsa. Tanto que, às 10h55, as ações ON e PNA da Vale caíam 0,78% e 0,36%, enquanto Bradespar, que possui participação acionário da mineradora, exibia queda de 2,90% nas ações PN.

Frustração

Os profissionais consultados, que falaram sob a condição de não serem identificados, também apostam em certa realização de lucros, principalmente por parte dos investidores estrangeiros, que se antecipam a qualquer frustração com os bancos centrais norte-americano e europeu.

Eles lembram que a Bolsa estava muito perto de um canal de alta, aos 57,7 mil pontos, e, agora, devolvem parte dos ganhos acumulados entre quinta-feira da semana passada e a última segunda-feira, para voltar a ter espaço para subir, sem trazer os negócios locais para uma trajetória ascendentes. “Os BCs vão precisar ser muito convincentes para que haja uma mudança de cenário nos mercados financeiros”, comenta o chefe da mesa citado acima.

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