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Bovespa abre em alta com G-7; volatilidade é esperada

Por Da Redação 5 jun 2012, 10h12

Por Renata Pedini

São Paulo – A expectativa em torno de um resultado positivo da teleconferência de ministros de Finanças do G-7 para discutir a situação da zona do euro e dos bancos problemáticos da região devolve certo ânimo à Bovespa na abertura desta terça-feira. Por outro lado, persiste a cautela para os negócios em meio a indicadores ruins divulgados na Europa e antes de dados dos EUA. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,82%, aos 53.855,26 pontos.

No mesmo horário, em Nova York, o índice futuro S&P 500 tinha ligeira alta de 0,09% e o Nasdaq, de 0,07%. Na Europa, os sinais eram mistos, com a Bolsa de Paris em alta de 1,01% e a Bolsa de Madri, de +0,83%, enquanto a de Frankfurt caía 0,48%.

Na opinião do analista da Um Investimentos Eduardo Oliveira, os mercados mantêm esperanças de que a teleconferência do G-7 dê alguma sustentação aos negócios e reagirão ao resultado da conversa.

“Os investidores estão ansiosos por alguma ferramenta ou mecanismo que combata a crise europeia, restabelecendo a confiança de que a Espanha não terá o mesmo destino da Grécia, após a piora da situação do sistema financeiro do país”, afirma, em relatório.

O operador sênior da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro, porém, descarta alguma definição vinda da teleconferência de ministros europeus. “Nas reuniões presenciais já não há definições”, lembra, avaliando ainda que “seguem as discussões e será uma queda de braço entre quem precisa de dinheiro e quem tem dinheiro, no caso, a Alemanha”.

Para ele, embora cresçam algumas apostas sobre injeção de liquidez nos mercados por parte dos bancos centrais, especialmente após dados negativos, os investidores se dividem entre otimistas, diante do eventual socorro, e pessimistas. Com isso, os mercados seguirão apresentando volatilidade.

Mais cedo foi divulgada a informação de que a atividade no setor de serviços na zona do euro continuou em queda em maio, ao nível mais fraco em sete meses. Já as vendas no varejo despencaram em abril, mostrando queda de 1,0% ante março, bem acima da previsão de -0,2%.

Às 11h, será divulgado o resultado da atividade do setor de serviços nos Estados Unidos. “O desempenho da Bovespa também dependerá do humor em Nova York, após a abertura, e do noticiário a ser divulgado lá”, afirma um operador da mesa de renda variável de uma corretora que preferiu não ser identificado.

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