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Bolsonaro prevê dificuldades para aprovar reformas e já avisou Guedes

Presidente diz ter discutido com o ministro as mudanças tributária e administrativa: "Eu falo para ele que a melhor reforma é aquela que vai ser aprovada"

Por Victor Irajá Atualizado em 3 fev 2020, 16h38 - Publicado em 3 fev 2020, 16h12

“Não adianta termos um sonho”, encerrou o presidente Jair Bolsonaro ao tratar sobre a agenda econômica nesta segunda-feira, 3, dia que marca o início dos trabalhos do Legislativo. Em um ano curto, o Governo Federal tem uma agenda atribulada, principalmente voltada às mudanças estruturais: o ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta na aprovação das reformas tributária e administrativa, que reestrutura o funcionalismo público. Não é fácil — e Bolsonaro sabe disso. “A melhor reforma é a que vai ser aprovada”, disse ele ao participar de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, na capital paulista. “Temos discutido com ele a questão das reformas econômicas. E, obviamente, falo para ele, depois de 28 anos dentro da Câmara sem termos aprovado nada no tocante a esse assunto, eu falo para ele que a melhor reforma é aquela que vai ser aprovada”, revelou as conversas com o chefe da Economia. 

Bolsonaro sabe o que diz — para desespero de Guedes. O presidente entendeu que, apesar da boa vontade do ministro de encampar projetos robustos, ele precisará do Parlamento para aprovar as mudanças. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, apoia a agenda governista no campo da economia, mas já coloca entraves, como o curtíssimo período de trabalhos, limitados pelo início das campanhas para as eleições municipais — e os moldes para a realização das alterações. Maia apoia publicamente a reforma tributária desenhada pelo economista Bernard Appy e apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), já em estágio de conversas avançado no Congresso, em detrimento do texto pensado pela equipe econômica.

“Ontem, estive por uns longos minutos com o Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Conversamos mais um pouco sobre a reforma tributária e administrativa, que está para chegar. Ele, obviamente, tem se mostrado mais do que simpático, quer ser protagonista dessa questão”, disse o presidente na Fiesp. Mas não é bem assim. Maia até apoia e cobra o governo. Na quarta-feira, 29, o presidente da Câmara cobrou publicamente o governo pelo envio rápido da reforma administrativa. Maia disse que “não tem culpa” se o governo demora a enviar seu projeto e voltou a criticar o desenho de alterações tributárias pensado pela equipe de Paulo Guedes.

A solução encontrada pelo presidente e sua equipe foi apresentar ideias do chefe da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, e do ministro Guedes à Comissão Mista, que discutirá os projetos de reforma tributária em discussão no Congresso. É uma forma de dar protagonismo ao Legislativo e tentar minar as dificuldades de tempo e disposição das duas Casas. Será necessário aliar a vontade de Paulo Guedes às possibilidades políticas — leia-se: as necessidades de Maia.

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