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Bolsas americanas ignoram imbróglio da dívida nos EUA

Apesar dos alertas catastróficos, mercado navega em mares calmos; S&P 500 acumula alta de 1,68% e o Nasdaq, de 3,82% nos últimos sete dias

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 Maio 2023, 17h26 • Atualizado em 22 Maio 2023, 18h18
  • As principais bolsas e índices americanos negociam em alta nesta segunda-feira, 22, ignorando a indecisão em relação ao teto da dívida. Após as negociações fracassarem na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder republicano da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, se reuniram novamente nessa segunda para costurar um acordo, até então, sem solução. 

    As conversas acontecem a menos de 14 dias para vencer o prazo limite para o esvaziamento do caixa do governo federal. Concordando com a estimativa da secretária do Tesouro, Janet Yellen, projeções do Congressional Budget Office (CBO), órgão independente e não partidário que produz análises econômicas, indicam que, se o teto da dívida permanecer inalterado, existe um risco significativo de que, em algum momento durante as duas primeiras semanas de junho, o governo não será capaz de cumprir todas as suas obrigações financeiras.

    Atualmente o teto da dívida é de 31,4 trilhões de dólares, mas os gastos já chegaram a esse limite. Segundo cálculos da XP, o teto da dívida americana aumentou 250% de 2006 a 2019. A dívida dos Estados Unidos chegou ao seu limite por várias razões. Em primeiro lugar, os gastos do governo têm superado as receitas por um longo período. Isso acontece, em grande parte, devido ao crescimento dos custos de programas obrigatórios, como a Previdência Social e o Medicare, bem como os custos da dívida nacional. Em segundo lugar, crises econômicas, como a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, levaram a aumentos significativos nos gastos do governo e, consequentemente, da dívida. A política fiscal recente, incluindo cortes de impostos e aumento dos gastos, também contribuíram para o endividamento em alta.

    O Fundo Monetário Internacional considerou a situação capaz de “repercussões muito sérias” para toda a economia do mundo. Por sua vez, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, revelou que o banco já preparava uma sala de guerra para desastre que os Estados Unidos estava se autoinfligindo. Apesar dos alertas catastróficos de um possível calote, as bolsas e índices americanos continuam navegando em mares calmos. O S&P 500 acumula alta de 1,68% e o Nasdaq de 3,82% nos últimos sete dias.

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