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BC vê maior crescimento na 2.a metade de 2012

Por Da Redação 22 dez 2011, 11h34

Por Adriana Fernandes Carlos Hamilton

Brasília – O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton, disse hoje que o crescimento da economia brasileira no segundo semestre de 2012 será maior do que no primeiro semestre. Segundo ele, essa avaliação foi destacada pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Hamilton disse ainda que a atividade econômica ganhará impulso ao longo do próximo ano, com uma expansão moderada do crédito e “alguma moderação nos fatores de produção (capital e trabalho)”. Ele destacou que o cenário do BC leva em consideração o cumprimento da meta de superávit primário das contas do setor público. “A inflação em 12 meses recuou (ao consumidor e no atacado). Isso nos antecipa menos pressões inerciais”, disse. O diretor fez questão de ressaltar que os efeitos das ações de política monetária recentemente implementadas são “defasados e cumulativos”, disse.

O diretor ressaltou ainda que desde o último Relatório persistiu o descompasso, embora decrescente, entre ritmos de expansão da oferta e da demanda.

Ele acrescentou ainda há riscos decrescentes à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta, de 4,5%.

O diretor reafirmou que a inflação acumulada em 12 meses alcançou o “pico” no último trimestre começa a recuar nesse trimestre, se deslocando na direção da trajetória das metas.

“Ao mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, ajustes moderados no nível da taxa básica são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012”, repetiu o diretor a frase da ata do Copom. (Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues)

Hamilton, destacou ainda que os resultados mostram recuperação “grande” das contas fiscais nos últimos dois anos.”Há esforço grande de contenção das despesas públicas”, avaliou. Segundo ele, o superávit primário de 3,3% do PIB em 12 meses reforça a visão de que está em curso processo de consolidação fiscal. “A perspectiva é de continuidades”.

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