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Banco do Brasil tem lucro 26% menor no 4o tri

Por Da Redação 14 fev 2012, 09h29

SÃO PAULO, 14 Fev (Reuters) – O Banco do Brasil encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de 2,972 bilhões de reais, uma queda de 25,7 por cento sobre o obtido um ano antes, impactado por aumento de despesas operacionais e provisões para perdas com crédito que minimizaram ganhos com juros e tarifas.

Em bases recorrentes, o lucro do maior banco da América Latina por ativos foi de 3,025 bilhões de reais no período, 18,3 por cento menor que o ganho de 3,704 bilhões de reais em igual etapa do ano anterior.

Apesar da queda, o resultado sem efeitos extraordinários ficou acima da expectativa média de analistas consultados pela Reuters, que previa lucro recorrente de 2,73 bilhões de reais. No ano, o lucro líquido do banco foi de 12,126 bilhões de reais, alta de 3,6 por cento sobre 2010.

Nas últimas duas semanas, os principais concorrentes do BB listados na bolsa, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil divulgaram resultados abaixo das previsões de analistas, em meio à combinação de maiores custos, crescimento da inadimplência e desaceleração do crédito.

A carteira de crédito do Banco do Brasil no país no final de 2011 era de 390,508 bilhões de reais, uma expansão de 15,6 por cento sobre um ano antes e de 4,9 por cento na comparação com setembro.

As operações com pessoas físicas, como empréstimos consignados e financiamento de veículos e imóveis, cresceram 15,4 por cento sobre dezembro de 2010, a 130,56 bilhões de reais. Enquanto isso, os empréstimos a empresas subiram 14,3 por cento, a 171,29 bilhões de reais.

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Incluindo operações no exterior, garantias prestadas e títulos e valores mobiliários privados, a carteira do Banco do Brasil fechou 2011 em 465,1 bilhões de reais, avanço anual de 19,8 por cento.

Mas as despesas com provisões para empréstimos de difícil recuperação avançaram mais rápido que o crescimento da carteira, com alta de 35 por cento entre os períodos, passando de 2,139 bilhões de reais para 2,892 bilhões de reais nos três meses encerrados em dezembro de 2011.

Enquanto isso, o índice de inadimplência da carteira do quarto trimestre, medido pelo saldo de operações vencidas há mais de 90 dias, recuou de 2,3 por cento no último quarto de 2010, para 2,1 por cento, se mantendo estável na comparação com o terceiro trimestre.

A margem financeira líquida do banco foi de 8,456 bilhões de reais no quarto trimestre, crescimento de 9,7 por cento sobre um ano antes. Apesar disso, as despesas administrativas subiram 14,8 por cento, a 6,966 bilhões de reais, e os gastos com pessoal avançaram 20,9 por cento, a 3,954 bilhões.

Já o índice de eficiência apresentou piora entre o quarto trimestre de 2010 e os três últimos meses de 2011, passando de 39 por cento para 42,9 por cento, pela aquisição do Banco Postal.

O Banco do Brasil encerrou 2011 com 981,23 bilhões de reais em ativos totais, crescimento de 21 por cento sobre 2010.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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