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Banco da Espanha prevê queda de 0,4% do PIB no 3º tri

Nesta terça-feira, o retorno ao investidor dos títulos da Espanha subiram, com mercados aliviados após o rebaixamento de crédito pela Moody's

O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha registrou uma queda estimada de 0,4% no terceiro trimestre do ano (entre julho e setembro), anunciou nesta terça-feira o Banco da Espanha em seu boletim econômico mensal. “A informação conjuntural disponível, ainda incompleta, indica que o PIB retrocedeu a uma taxa intertrimestral de 0,4%, similar a do segundo trimestre”, afirma o Banco Central do país.

Se confirmados – os dados oficiais provisórios para o terceiro trimestre serão conhecidos no dia 30 de outubro, isso significará que a recessão espanhola, que deixou um em cada quatro trabalhadores sem emprego, se encaminha para seu segundo ano.

A Espanha, quarta economia da zona do euro, voltou a cair em recessão no fim de 2011 e registrou, no primeiro trimestre de 2012, uma redução do PIB de 0,3%. No segundo trimestre, a queda foi de 0,4%. O país aplica um programa de austeridade para economizar 150 bilhões de euros entre 2012 e 2014, além de reduzir o déficit público.

Contudo, os mercados temem que a Espanha não consiga financiamento e pressionam por um pedido de resgate, em resposta a uma oferta de apoio do Banco Central Europeu (BCE).

Títulos públicos – Nesta terça-feira, os yields (retorno ao investidor) dos títulos da Espanha subiram depois que a Moody’s rebaixou os ratings de crédito de cinco das regiões espanholas, incluindo a economicamente importante, mas envividada, Catalunha.

O rebaixamento das regiões ampliou o nervosismo do mercado sobre a Espanha, que já estava alto uma vez que o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy evita buscar um resgate, o que possibilitaria o suporte do BCE aos títulos do país.

Rajoy afirmou na sexta-feira, após uma cúpula da União Europeia, que ainda não havia decidido se buscará ou não ajuda. Os títulos de 10 anos da Espanha subiram 0,05 ponto percentual, para 5,57%, afastando-se da mínima de seis meses de 5,297% na sexta-feira, depois que a Moody’s manteve um rating do país um degrau acima do status de “junk”.

Os yields de dois anos voltaram a ficar acima da marca de 3% que havia sido rompida pela primeira vez em mais de um mês na semana passada.

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(Com agências France-Presse e Reuters)