Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

ANP recomendará novo leilão do pré-sal apenas em 2016

Para a diretora-geral da entidade, Magda Chambriard, é preciso dar tempo para que o mercado se prepare para atender a forte demanda nos próximos anos

Por Da Redação 2 Maio 2014, 19h33

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recomendará ao governo federal que um novo leilão de área petrolífera no pré-sal brasileiro só ocorra no segundo semestre de 2016, e que uma licitação de blocos tradicionais, no pós-sal, seja feita somente em 2015. A informação é da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, que considera que é preciso dar ao mercado um tempo, após três leilões no ano passado, que incluíram a mega reserva de Libra, no pré-sal.

Segundo Magda, a indústria de equipamentos para o setor, especialmente, precisa de uma pausa nas licitações para conseguir atender demandas da exploração de áreas que estão em desenvolvimento. “Já será difícil atender essa demanda toda e imagina se colocamos mais um leilão de pré-sal na praça?”, questionou. “Acho que a recomendação é fazer um outro (no pré-sal) mais para o fim de 2016”, acrescentou.

Leia também:

Petrobras é campeã mundial – de queda em ações na bolsa

O outro esqueleto da Petrobras em Pasadena

Mau, não. Péssimo negócio

Demanda – A necessidade de dar tempo para que fornecedores se preparem para atender a forte demanda dos próximos anos é também o motivo da recomendação para que não seja realizada outra rodada este ano dentro do modelo de concessão no pós-sal. Magda disse que a recomendação da ANP será feita em breve ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá decidir sobre o assunto. Ela não detalhou uma data.

“A nossa recomendação é para isso. Fazer no ano que vem fora do pré-sal e outra de pré-sal só no fim de 2016. Essa é a nossa posição, mas não significa que o CNPE não possa ter outra opinião.”

Continua após a publicidade

Como exemplo da grande demanda que a indústria de equipamentos terá, a diretora-geral da ANP citou cálculos que apontam que a capacidade de produção somente em sete áreas – algumas já em operação, como Lula e Sapinhoá – é de mais de 750 milhões de barris de petróleo ao longo da vida útil dos campos. Esse volume demandaria ao menos 40 novas plataformas nos próximos anos.

Leia ainda:

Petrobras fecha contrato de US$ 300 milhões com Maersk

Com pré-sal, produção da Petrobras sobe em março

Cenário – No ano passado, o governo federal realizou três rodadas depois de um período de cinco anos sem licitações, incluindo a área de Libra, com volumes recuperáveis estimados pela ANP entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris. Além de reserva de Libra, considerada a maior do Brasil, a ANP realizou uma rodada tradicional com áreas em novas fronteiras e bacias marítimas maduras e um certame focado em gás, buscando desenvolver a exploração de gás não convencional.

“Temos que dar uma parada para olhar, analisar, estudar e ver também a capacidade de resposta da indústria”, afirmou Magda, ao ressaltar que a rodada de novembro de 2013 deveria ter sido realizada em 2014, mas foi antecipada. “Então, pra nós, a rodada de 2014 foi realizada no fim do ano passado.”

A realização de uma rodada no ano que vem fora da região do pré-sal é considerada como uma possibilidade razoável. Recentemente, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, declarou que um novo certame este ano seria difícil, mas que uma nova rodada aconteceria no ano que vem.

(com agência Reuters)

Continua após a publicidade

Publicidade