Americanas volta a afirmar que foi “vítima de uma fraude sofisticada”
A dívida da empresa soma R$ 26,3 bilhões, salto de 85% em um ano
A Americanas, que supostamente havia comemorado em 2021 o “maior lucro da história”, está agora lidando com um prejuízo acumulado impressionante de R$ 12,9 bilhões em 2022. Após o escândalo financeiro, a empresa revisou o lucro líquido de R$ 544 milhões registrado em 2021 para um prejuízo de R$ 6,237 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 16, depois que a empresa suspendeu seu balanço devido à revelação de uma fraude bilionária em suas demonstrações financeiras.
A empresa reconheceu no balanço a fraude contábil, estimada R$ 25,2 bilhões e apontou o fraco desempenho operacional e os custos financeiros elevados como as principais razões para o prejuízo. O fechamento do ano de 2022 revelou um patrimônio líquido negativo de R$ 26,7 bilhões, uma dívida líquida real de R$ 26,3 bilhões, salto de 85% em um ano, e um Ebitda negativo (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), que é a capacidade da empresa de gerar lucro operacional, de R$ 6,2 bilhões.
Embora a receita líquida consolidada tenha atingido R$ 25,8 bilhões, o resultado financeiro consolidado foi negativo, totalizando R$ 5,2 bilhões. Diante desse cenário financeiro desafiador, a Americanas está agora tomando medidas urgentes e busca um acordo com seus credores para salvar sua rede de varejo.
A Americanas voltou a reafirmar ser “vítima de uma fraude sofisticada”. Credores, analistas e investidores estão focados nos detalhes das demonstrações contábeis, que são cruciais para avaliar a viabilidade operacional da Americanas. A análise cuidadosa dos níveis de endividamento e alavancagem torna-se um ponto crítico de interesse. Enfrentando um desafio monumental, a Americanas busca reconquistar a confiança do mercado e reverter os impactos devastadores dessa fraude bilionária.





