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América Latina é a região com maior número de fraudes em compras online

Em comparação com a Ásia, o número é 222% maior, segundo pesquisa da Stripe; só no Brasil, foram 1,9 milhões de tentativas de fraude em 2021

Por Renan Monteiro
Atualizado em 19 jul 2022, 11h35 - Publicado em 19 jul 2022, 09h17

Nos últimos anos, a popularização do e-commerce na América Latina está acompanhada do alto nível de fraudes em compras online. O número de falcatruas chega a ser 97% maior nos países latinos, ao comparar com a América do Norte, e 222% maior em relação ao total registrado por países da Ásia e Pacífico. A pesquisa é da plataforma global de infraestrutura financeira para empresas, Stripe, considerando o consolidado entre 2019 e 2022.

Em números absolutos, ao considerar o Indicador de Tentativas de Fraude Serasa Experian, em 2019 foram mais de 1,8 milhão de ataques no Brasil ou aproximadamente uma tentativa de golpe a cada 8,6 segundos. Já no acumulado de 2021, foram 1,9 milhões de tentativas de fraudes, aumento de 5%. Em paralelo, o e-commerce brasileiro está em expansão acelerada, impulsionada pela pandemia.  Em 2021 foram 161 bilhões de reais faturados em 2021, segundo a Neotrust, empresa de análise de dados do setor. Já no segundo trimestre de 2022, foram 38,4 bilhões de reais faturados. Em percentuais os aumentos foram, respectivamente, de 26,9% e 4,3% em relação ao mesmo período anterior.

A partir de entrevistas com 2.500 líderes de negócios nos Estados Unidos, Europa e Ásia-Pacífico, segundo o relatório, há quatro principais tendências para evitar fraudes no setor de compras online. A primeira é adorar um protocolo de segurança já testado no mercado, como o 3D secure, onde há a necessidade de uma verificação enviada aos consumidores via SMS antes de efetuar o pagamento. Confirmação de identidade e verificação em duas etapas na conta do usuário, também são outros procedimentos apontados como relevantes. “Os fraudadores não desaceleram junto com a economia, por isso é vital que as empresas otimizem o valor de cada real recebido, afastando o maior número possível de fraudes sem bloquear os bons clientes”, menciona em nota Will Megson, gerente de produto do Stripe Radar. 

Em uma abordagem indireta e menos intervencionista com os consumidores, o relatório aponta a necessidade de utilizar uma base de dados comportamentais, biométricos e de contato dos clientes. Quanto mais completa a base de dados, mais as empresas podem aumentar os níveis de precisão e velocidade na detecção de fraudes. Também uma colaboração maior entre bancos emissores (que calculam o risco de fraude em cada transação) e redes de e-commerce (que acumulam uma grande quantidade de dados dos clientes) ajudaria a diminuir as fraudes. 

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