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Agência Moody’s rebaixa a nota de dois bancos franceses

Crédit Agricole e Société Générale sofrem com crise do euro e dívida da Grécia

Por Da Redação 14 set 2011, 04h48

A agência de classificação de riscos Moody’s anunciou nesta quarta-feira o rebaixamento da nota dos bancos franceses Crédit Agricole e Société Générale, o primeiro por sua exposição à dívida grega e o segundo pelo dispositivo de ajuda pública ao sistema financeiro.

Por outro lado, a Moody’s não alterou a nota do BNP Paribas, outro grande banco francês para o qual também se temia uma degradação devido aos riscos de uma reestruturação da dívida grega, embora a agência tenha precisado que seguirá mantendo-o sob controle para um eventual rebaixamento.

No caso do Crédit Agricole, a qualificação passou de ‘Aa1’ para ‘Aa2’, e a agência advertiu que a entidade segue em revisão perante uma possível nova deterioração pela persistente fragilidade dos mercados de financiamento dos bancos. Para o Société Générale, a classificação caiu de ‘Aa2’ para ‘Aa3’, ainda que a Moody’s tenha estimado que a capitalização atual do banco lhe ofereça um colchão adequado para suportar sua exposição às dívidas grega, portuguesa e irlandesa.

O BNP Paribas anunciou hoje uma série de medidas para reforçar seu capital, em particular assinalando o objetivo de dispor a partir de 1º de janeiro de 2013 de 9% de fundos próprios com relação a seus créditos.

Em sua primeira reação, o governador do Banco da França, Christian Noyer, insistiu na solidez dos bancos franceses e minimizou a mudança da nota produzida pela Moody’s, assinalando que já era esperada. “Os bancos franceses conservam uma nota excelente e estão no mesmo nível dos grandes bancos europeus”, ressaltou Noyer, que acrescentou que não se faz necessária uma intervenção e que uma nacionalização não teria nenhum sentido.

A decisão da Moody’s acontece horas antes de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro grego, George Papandreou, manterem uma conversa por telefone sobre a crise da dívida da Grécia e as consequências para o sistema bancário.

(com Agência EFE)

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