Aço e alumínio já tarifados pelos EUA não terão sobretaxa, diz Casa Branca; entenda
Produtos que estiverem em conformidade com o USMCA, acordo comercial entre os Estados Unidos, México e Canadá, seguirão com tarifa zero

O anúncio de tarifas recíprocas a mais de 150 países feito hoje pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vai sobrepor as tarifas que já foram anunciadas. É o caso do aço e do alumínio, cujas tarifas de 25% sobre todas as importações estão em vigor desde março deste ano.
Os produtos que estiverem em conformidade com o USMCA – acordo comercial entre os Estados Unidos, México e Canadá que substituiu o Nafta – seguirão com tarifa zero, enquanto os demais produtos que não estiverem dentro das regras do acordo sofrerão uma taxa de 25%. No caso produtos de energia e potássio, a tarifa será de 10%, também válida apenas se não estiverem em conformidade com o USMCA.
Além disso, as mercadorias importadas da China que estejam abaixo dos 800 dólares, antes isentas, também serão taxadas. No caso do Brasil, as tarifas recíprocas entrarão em vigor no dia 5, e não a partir de amanhã. A Casa Branca também voltou a “aconselhar” os países a não praticarem retaliações aos Estados Unidos e se prepararem para negociar. Aqueles que optarem por retaliar os americanos poderão sofrer com aumento de tarifas.
Na tarde desta quarta-feira, 2, Trump anunciou a imposição de tarifas comerciais, confirmando o início da série de medidas que serão aplicadas contra parceiros e outras nações ao redor do mundo.
Segundo o republicano, as tarifas cobradas dos países ficam em cerca de metade do que está sendo cobrado dos americanos, mas cada caso tem suas particularidades. Para o Brasil, a taxa estabelecida é de 10% sobre os produtos importados pelos Estados Unidos. Para a China, a tarifa será de 34%, a que Trump chamou de “tarifa com desconto”, por ser menor do que a taxa imposta sobre produtos americanos no país asiático.
Ao todo, mais de 150 países estão na lista dos que sofrerão a imposição de tarifas. Entre aqueles em que as taxas são as maiores, estão países pequenos da Ásia e da África, como Vietnã, Camboja, Sri Lanka, Madagascar e Lesoto. Todos esses receberão taxas acima de 40%, que equivale a cerca de metade do que é cobrado nas importações de produtos americanos.