Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Ação é para câmbio operar ‘apropriadamente”, avisa BC

Por Da Redação
23 Maio 2012, 13h29

Por Ricardo Leopoldo, enviado especial

Curitiba – A decisão do Banco Central de fazer leilões de swap cambial envolvendo até US$ 4 bilhões indica que a autoridade monetária percebeu excesso de volatilidade no mercado do dólar. A informação é do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo.

O BC tem feito intervenções no câmbio, que tiveram início na última sexta-feira e se repetiram na manhã desta quarta-feira, quando a moeda dos Estados Unidos alcançou patamar de R$ 2,10.

“O BC age para que o mercado opere apropriadamente. O BC identificou que o mercado não operava de forma adequada e agiu para que isso ocorra”, afirmou Carlos Hamilton a jornalistas, após detalhar em entrevista o Boletim Regional Trimestral de abril.

Ele ressalvou, porém, que o BC não tem compromisso com qualquer taxa do dólar em relação ao real. “O câmbio repercute (neste momento) a piora da aversão a risco internacional.”

Continua após a publicidade

A escalada da moeda norte-americana também não preocupa. Perguntado pela Agência Estado se a mudança do patamar do dólar ante o real, de R$ 1,75 em 6 de março, até esta quarta-feira, quando chegou a bater R$ 2,10, Carlos Hamilton mostrou-se tranquilo. “Há momentos em que o câmbio sobe e depois desce”, disse, completando que “é importante lembrar que o câmbio é flutuante”.

O diretor endossou a fala nesta semana do presidente do BC, Alexandre Tombini, de que o repasse do dólar alto para a inflação tem diminuído, observando “que varia de acordo com as condições da economia”. Tombini havia informado que esse repasse está ao redor de 3% no curto prazo e de 8% no horizonte mais longo.

Previsão para o PIB

O diretor reiterou que a previsão do BC para o Produto Interno Bruto (PIB) é de alta de 3,5% este ano. “Quando anunciarmos o relatório trimestral de junho teremos refeito nossas estimativas sobre o nível de atividade. Qualquer mudança na projeção do PIB será comunicada. O nosso número de alta de 3,5% não foi alterado.”

Continua após a publicidade

Na terça-feira, contudo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou uma estimativa oficial de crescimento do PIB de 4% em 2012, de 5,5% em 2013 e de 6% em 2014.

Hamilton destacou que o BC está certo de que o nível de atividade está em expansão e continuará sua trajetória de aceleração ao longo do ano. Ele não fez comentários qualitativos sobre o desempenho da economia no primeiro trimestre.

Inadimplência

O tom otimista valeu ainda para inadimplência. Carlos Hamilton citou que o BC trabalha com a expectativa de queda da inadimplência ao longo deste ano. Segundo ele, a economia brasileira apresenta condições favoráveis que vão colaborar para essa redução, especialmente a situação positiva do mercado de trabalho, inflação sob controle e convergindo à meta neste ano, melhor distribuição de renda, com expansão do PIB ao longo dos anos.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.