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A expectativa do mercado sobre os próximos passos do Fed

Após pausa em junho, retomada no aumento de juros é estimada por 98,6%, contudo, aumenta a expectativa para o término do ciclo de aperto monetário

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2023, 12h19 • Atualizado em 24 jul 2023, 14h51
  • Após a ‘pausa estratégica’ de junho, mantendo as taxas de juros no intervalo entre 5% a 5,25%, o banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), deve retomar o ciclo de elevações. Existe uma alta expectativa de um novo aumento na reunião desta quarta-feira, 26, com 98,6% do mercado prevendo que o Fed seguirá o caminho sinalizado na última ata, ou seja, de elevar um pouco mais o aperto monetário. No entanto, cresce a expectativa que o Fed tire o pé do acelerador e finalize o ciclo de altas nesta reunião após melhoria nos dados de inflação e mercado de trabalho.

    Na última ata, o Fed sinaliza que novas elevações nos juros são prováveis, mas em um ritmo mais lento e menor. O documento prevê mais dois aumentos no ano, que não devem acontecer consecutivamente. Ou seja, é esperado um tempo maior entre eles para avaliar os efeitos tardios da taxa de juros. Mas esses dois aumentos agora estão sendo colocados em dúvida. 

    A inflação anual segue acima de 2%, embora tenha caído de 4% para 3% no acumulado de 12 meses, um declínio considerável do pico de mais de 9% em junho de 2022.  Por isso, na opinião do coordenador econômico da Genial Investimentos, Yihao Lin, cresceram as especulações sobre o término do ciclo de elevação das taxas de juros na reunião desta semana. “O mercado passou a precificar que o atual ciclo deve ser encerrado com uma alta residual de 0,25 ponto percentual de modo que, a taxa de juros nos EUA deverá atingir entre 5,25% e 5,50% ao final de 2023, permanecendo neste patamar por um período prolongado, até que a taxa de inflação alcance a meta de 2,0%”, diz.

    Porém, o Fed ainda sinaliza preocupações e a maior delas é com o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor  (CPI), que exclui preços voláteis como custos de alimentos e energia, que continuam resilientes, subindo para 4,8% em junho. O Fed se encontra agora em um dilema entre ancorar a inflação para a meta e pesar a mão para o aperto não gerar uma crise de crédito junto a desemprego elevado. O presidente do Fed, Jerome Powell, enfrenta questionamentos sobre sua política monetária, que pode levar ao aumento do desemprego em uma economia em que 60% do PIB é representado pelo consumo. A última ata destaca ainda que o sistema bancário dos EUA é sólido, mas condições de crédito mais restritas podem afetar a economia.

    Apesar dos ricos de continuar o aperto monetário, a inflação no preço dos serviços ainda não atingiu o patamar desejado pelo Fed. Um dos fatores-chave que influenciam os custos dos serviços são os custos salariais, que seguem pressionando a inflação. O rastreador de crescimento salarial do Fed evidencia uma desaceleração do crescimento salarial, porém ainda marcando uma taxa anual de 5,6% em junho.

    Esses dados mistos seguem dividindo a opinião do banco e do mercado. Para 2024, há uma discrepância notável entre o Fed e os mercados. Quase todos no Fed preveem as taxas acima de 4% em dezembro de 2024, enquanto os futuros de juros sugerem que serão menores que 4%.

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