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A conta da guerra de Trump ‘vai sobrar para todos’, diz economista; saiba o que será afetado

Economistas falaram ao programa Mercado

Por Veruska Costa Donato 8 abr 2026, 13h48 | Atualizado em 8 abr 2026, 14h49

A diplomacia ruidosa do presidente dos EUA Donald Trump voltou ao centro das atenções ao ser apontada como decisiva para uma trégua com o Irã e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. A movimentação ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido pelo próprio Trump, reforçando o estilo de negociação que mistura pressão pública e recuo tático. O episódio, além do peso geopolítico, trouxe alívio imediato aos mercados globais, que vinham reagindo com forte aversão ao risco.

Espaço para concessões

Na leitura de Caio Castro, da GT Capital, o comportamento agressivo faz parte do método. Ele avalia que o ex-presidente costuma “jogar alto para depois trazer para o centro da negociação”, criando espaço para concessões. Essa dinâmica, segundo o analista, aumenta a chance de ambas as partes declararem vitória — um ingrediente importante para a estabilidade do acordo.

Respiro essencial

Castro também destacou a reação quase imediata do mercado. Bolsas avançaram, o dólar perdeu força e commodities, especialmente o petróleo, recuaram. O movimento representou um “respiro essencial” para a semana, com investidores reduzindo a busca por proteção e voltando, ainda que com cautela, aos ativos de risco.

Vamos dividir a conta

Já Alex Agostini, da Austin Rating, alerta que o cessar-fogo não elimina os custos do conflito. Para ele, “a conta está na mesa e vamos ter que dividir com todo mundo”. O impacto inflacionário global, especialmente via energia, já contaminou expectativas e continuará pressionando economias emergentes.

Custo da guerra

Agostini lembra ainda que a economia brasileira vai desacelerando por conta da alta da taxa de juros e “isso ainda vai continuar contaminando a atividade econômica no primeiro semestre deste ano”. O IPCA que será divulgado na sexta-feira, na visão do economista, deve refletir diretamente o peso dos combustíveis, a previsão segundo Alex é que o índice pode chegar a 0,80% em março, muito maior do que a expectativa de 0,28%.

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O peso nas contas públicas

Agostini também alerta para o gasto do governo na tentativa de conter os impactos da alta do petróleo “o governo pode gastar mais de 30 bilhões de reais em subvenções ao diesel. A trégua reduz o estresse imediato, mas não apaga o custo econômico que segue sendo absorvido aos poucos”, alerta. A inflação deve subir em todas as cadeias produtivas no Brasil, e a tentativa do Planalto de neutralizar os aumentos tem um custo alto e no momento em que o país tenta controlar as despesas. É como disse “a conta sobra para todos”. 

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