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Real Estate

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Grandes negócios e tendências do mercado imobiliário. Renata Firpo é publicitária, consultora imobiliária e advogada pós-graduada em Direito imobiliário

Mercado imobiliário: vale a pena investir em propriedades rurais?

Várias fazendas seguem sendo vendidas para se tornarem condomínios particulares de casas de final de semana

Por Renata Firpo
3 dez 2024, 10h20

O mercado imobiliário não é feito apenas de casas, apartamentos e imóveis comerciais.  As propriedades rurais como chácaras, sítios e fazendas também compõem o portfólio de produtos do mercado. Do ponto de vista de negócios, será que vale a pena apostar na aquisição de endereços localizados fora dos centros urbanos?

Como investimento, essa pode ser uma excelente opção para quem busca diversificar sua carteira. Ela pode gerar a curto prazo uma renda recorrente com a produção de alimentos, grãos e frutas, entre outros. A longo prazo, tem potencial para gerar dividendos com a exploração agrícola ou como locação para terceiros. Além disso, a valorização da propriedade pode ser comercializada para incorporadores que buscam áreas para desenvolvimento de condomínios de lotes residenciais ou empreendimentos hoteleiros, explorando o turismo da região.

Já ter um imóvel rural para usufruto pessoal pode gerar mais dor de cabeça do que se imagina. Por isso, é preciso pensar muito se vale a pena seguir esse caminho. A manutenção de uma área grande que não seja produtiva exige investimentos altos, além do fator da segurança, ponto que mais preocupa os proprietários de terras em zonas rurais.

A combinação desses fatores de manutenção e segurança, inclusive, foi o que levou muitos incorporadores a desenvolverem empreendimentos de campo, pois viram que fazia muito mais sentido dividir os custos de administração de uma propriedade entre vários donos. Sem ter que assumir sozinho esses valores mensais, os clientes topam pagar as taxas de condomínio em troca do direito de curtir com sua família o espaço. Por isso, várias fazendas seguem sendo vendidas para se tornarem condomínios particulares de casas de final de semana.

Acabam ficando fora do radar do mercado imobiliário apenas as propriedades com clara vocação para o agronegócio. É o caso da Fazenda Roncador, que detém o título da maior propriedade do tipo no Brasil. Ali, vivem mais de 1 000 pessoas. A fazenda fica no estado de Mato Grosso e é maior que o município de São Paulo. Localizada a mais de 900 km de Cuiabá, em uma área que engloba o Cerrado e a Floresta Amazônica, a Roncador possui 153 mil hectares, algo em torno de 1,5 bilhão de metros quadrados. Ela conta com mais de 600 km de estradas pavimentadas e até um aeroporto. Foi adquirida em 1978 por Peterson Soares Penido e hoje tem uma série de produções agrícolas e abriga cerca de cem mil cabeças de gado Nelore.

Outra fazenda gigante no país é a Nova Piratininga, localizada em São Miguel do Araguaia, em Goiás. Ela ocupa uma área de 135 mil hectares, o que equivale ao tamanho de grandes cidades como Rio de Janeiro ou Nova York. Ela foi adquirida em 2010 pelos ex donos da Neo Química. O valor divulgado na época foi de R$ 310 milhões.

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