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Por Robson Bonin
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Haddad explica ‘derrota’ na desoneração de taxas para os combustíveis

Ministro da Fazenda defendia prazo menor prevendo que a nova diretoria da Petrobras fosse empossada em janeiro: ‘virou um inferno essa coisa das estatais’

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jan 2023, 16h30

Logo em 1º de janeiro, Lula assinou o ato normativo que prorrogou a isenção de impostos para combustíveis por 60 dias. A medida foi tratada como a primeira derrota de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, já que o tema fez parte de uma negociação do atual ministro com Paulo Guedes durante a transição dos governos. 

“O Guedes tinha anunciado para o governo de transição que ele pretendia prorrogar por 90 dias, eu defendi que fosse 30 dias”, revelou Haddad nesta terça em live do portal Brasil 247. A decisão final foi de Lula, que optou pelo caminho do meio. “Então, não ficou nem os 90 do Guedes, nem os 30 do Haddad, ficou os 60”, seguiu o ministro. 

Os diferentes prazos têm a ver com a vontade de Haddad mostrar ao mercado financeiro que o PT é capaz de seguir um projeto austero na Economia. A fama de gastador pega mal na Bolsa, que caiu mais de 3% no primeiro dia do novo governo, pelas barreiras impostas ao pacote de privatizações, que começaram com Michel Temer e foram impulsionadas por Jair Bolsonaro e, também, pela isenção de impostos aos combustíveis. 

Por outro lado, um eventual aumento da gasolina e do diesel sufocaria os preços dos alimentos, o que seria péssimo para Lula, eleito com a promessa de pôr picanha na mesa dos brasileiros. Haddad aposta, portanto, na remodelação da política de preços dos combustíveis, mas para isso, precisa que o novo presidente da Petrobras assuma de fato a estatal. 

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“Eu imaginava que o Jean Paul (Prates) tomaria posse ao longo do mês de janeiro. E aí, com a nova lei das estatais e com as novas regras todas de compliance… virou um inferno essa coisa das estatais”, reclamou Haddad. 

As novas regras na legislação das estatais permitiu que o senador Jean Paul Prates (PT-RN) fosse nomeado presidente da Petrobras e que, o responsável pelo plano de governo de Lula, Aloizio Mercadante (PT-SP) tomasse à frente no BNDES. Em articulação com o Congresso, os petistas conseguiram apoio para reduzir a quarentena prevista para integrantes de campanhas políticas assumirem a presidência de empresas públicas. Antes, eram 36 meses, agora são 30 dias.

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