Presente do Santos ao papa: os momentos de descontração de Alckmin em Roma
No Vaticano, Alckmin entregou pessoalmente ao papa Leão XIV o convite oficial para que ele participe da COP30, em Belém, em novembro

O vice-presidente Geraldo Alckmin passou dois dias em Roma, entre os dias 17 e 18 de maio, em uma visita que combinou fé, diplomacia e momentos de vida comum. Na capital italiana para participar da missa inaugural do pontificado do papa Leão XIV, representando o presidente Lula, aproveitou a viagem para cumprir uma intensa e simbólica agenda espiritual.
Mesmo com o tempo apertado, conseguiu visitar três das quatro basílicas papais — San Pietro, Santa Maria Maggiore e San Paolo fuori le Mura — que fazem parte do roteiro tradicional dos peregrinos que vêm à cidade para o Jubileu de 2025. Essas basílicas possuem portas santas, que os fiéis precisam atravessar como parte da tradição jubilar. Diante do túmulo do papa Francisco, na Santa Maria Maggiore, fez uma pausa silenciosa, rezou um Pai Nosso e uma Ave Maria. “Lu ganhou de mim”, brincou, referindo-se à esposa, que completou o circuito visitando também San Giovanni in Laterano, a quarta basílica do roteiro.
No Vaticano, Alckmin entregou pessoalmente ao papa Leão XIV o convite oficial para que ele participe da COP30, em Belém, em novembro. Falaram em portunhol durante o beija-mão após a missa. O vice-presidente também confiou ao arcebispo Dom Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, uma camiseta do Santos Futebol Clube para ser repassada ao pontífice, que aceitou o presente. Alckmin ressaltou que o símbolo do Santos tem forte ligação católica, pois representa um peixe, ícone cristão.
O vice-presidente teve ainda momentos de descontração em Roma. Ao lado da família e do embaixador brasileiro na capital italiana, Renato Mosca, caminhou pelas ruas, visitou a tradicional gelateria La Romana — que existe desde 1947 — entrou para provar sorvete e encerrou o passeio com uma visita à Igreja de Sant’Andrea della Valle.
Questionado sobre o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, Alckmin foi diplomático e respondeu com naturalidade:
“Não estou preocupado com números. Existe uma busca pelas religiões. Somos o maior país católico do mundo. O importante é o diálogo. O Brasil é sincrético”, afirmou o fiel fervoroso e praticante.