O petróleo voltou a tirar o sono de líderes mundiais e investidores depois de romper novamente a barreira dos 100 dólares por barril. A escalada dos preços reflete o aumento das tensões no Oriente Médio e a sequência de ataques contra estruturas ligadas ao transporte de energia. Agências internacionais relatam que vários petroleiros foram atingidos na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, com alguns navios fotografados em chamas próximos a águas iraquianas.
O episódio também expôs um desconforto político em Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se enrolou após afirmar que a guerra estava praticamente encerrada. Um dia depois, voltou a dizer que o Irã estaria sem condições militares, sem frota naval e sem capacidade de ataque com mísseis. Apesar disso, os iranianos seguiram com ações na região, atingindo navios e instalações ligadas ao setor de petróleo, segundo relatos de agências de notícias.
Diante do risco crescente de interrupção no fornecimento, governos começaram a reagir. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou que o país vai liberar petróleo de estoques privados e também das reservas nacionais para ajudar a aliviar a pressão sobre o mercado internacional. A estratégia prevê inicialmente a liberação de 15 dias de estoques privados, seguida por cerca de um mês das reservas estratégicas do governo japonês — um movimento que mostra como a crise no Oriente Médio rapidamente se transforma em preocupação global quando o assunto é energia.








