Brasil precisa se comunicar mais com o mundo, diz FII Institute
A opinião é de Richard Attias, CEO do Future Investment Initiative (FII) Institute

Existe uma falta de comunicação sobre quem é o Brasil para o mundo. Apesar da evolução do país ao longo das últimas décadas, o investidor estrangeiro não uma visão clara a respeito do que vem sendo feito no país em termos de oportunidades de investimento. A opinião é de Richard Attias, CEO do Future Investment Initiative (FII) Institute, organização apoiada pelo fundo soberano da Arábia Saudita (FIP) e idealizada pela família real saudita para buscar oportunidade de investimentos globalmente.
Attias é um dos principais responsáveis FII Priority na América Latina, conferência de investimentos sediada no Brasil e que ocorre nesta semana, com participação de investidores internacionais, presidente de grandes companhias e líderes políticos, em especial da Arábia Saudita.
“É preciso aproveitar o espaço de grandes eventos como G20 e a COP 30 em 2025 para apresentar o que vem sendo feito no Brasil e o que o país tem a oferecer para grandes porta-vozes globais”, disse Attias a VEJA. “Há falta de entendimento global sobre o que a América Latina e o Brasil têm a oferecer atualmente e o sul global precisa ser melhor representado.”
Attias menciona que alguns setores são os mais relevantes para o investimento no Brasil e devem atrair a atenção internacional, como nos segmentos de mineração, recursos naturais, infraestrutura, energia renovável, alimentos, agricultura, agronegócio e serviços financeiros. “O que os estrangeiros querem é entender qual a visão estratégica do país, as prioridades, a governança, como o sistema funciona e quais projetos existem hoje no curto e médio prazo que possam trazer importante retorno.”
Ele também citou que o investidor estrangeiro, por muitas vezes, tem uma visão turva a respeito da América Latina, diante de fatores como a volatilidade da moeda e os receios quanto à estabilidade do sistema político. “Por isso se faz necessário criar espaços para que os líderes nacionais, CEOs e governantes possam explicar e expor quem eles são, o que fazem e onde querem chegar.”