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Bancos sobem a régua e miram a alta renda

Juro alto muda o jogo do crédito

Por Veruska Costa Donato 4 fev 2026, 15h52 •
  • Com a Selic em 15% e a inflação ainda apertando o orçamento, os bancos estão redesenhando suas estratégias e deixando isso bem claro nos balanços. O foco migra para o cliente de alta renda visto como mais resiliente num ambiente de dinheiro caro. A leitura é simples: a baixa renda sofreu mais com juros elevados, o que aumentou a inadimplência e reduziu o apetite das instituições para ampliar limites e assumir novos riscos.

    O caso do Santander ilustra bem esse movimento. Segundo análise de Bruno Andrade, da Veja Negócios, o banco lucrou 4,1 bilhões de reais no quarto trimestre, dentro do esperado, mas segue pressionado pela inadimplência, que subiu para 3,7%, puxada principalmente pela pessoa física de baixa renda. “É uma má experiência”, resumiu. A resposta estratégica é clara: reduzir o apetite de crédito nesse segmento para “limpar a carteira” e buscar clientes com maior patrimônio.

    A comparação com os pares ajuda a entender a lógica. O Itaú, líder na alta renda, entrega rentabilidade acima de 20% e inadimplência perto de 2%, números que o Santander quer alcançar. O Bradesco tenta se recuperar após reestruturação, enquanto até o Nubank já anunciou foco maior na alta renda. No fim das contas, não é abandono do cliente mais pobre, mas seletividade: menos crédito para quem sente mais o juro alto e mais espaço para quem atravessa esse ciclo com fôlego.

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