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‘A tempestade perfeita’ no agro

Produtores rurais em alerta com custos e fertilizantes

Por Veruska Costa Donato 9 mar 2026, 17h58 • Atualizado em 9 mar 2026, 18h29
  • A guerra no Oriente Médio já acende sinal amarelo no agronegócio brasileiro. Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou nota alertando para impactos diretos no setor, especialmente no custo dos insumos e do combustível. As importações, embora pequenas — cerca de US$ 11,9 milhões por ano — têm peso estratégico para o agro: 79% são fertilizantes, principalmente ureia. A entidade defende o aumento da mistura de biodiesel ao diesel de 15% para 17% para minimizar o impacto da alta mundial do petróleo. Uma alta de preços do diesel impacta o frete e, diretamente, a lavoura, já que o maquinário usa o combustível.

    Para os economistas ouvidos hoje no programa Mercado (Veja +), o pedido não é exagero. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, avalia que a manifestação da entidade já sinaliza problemas futuros que começam a se justificar no mercado, afetando não apenas combustíveis, mas diferentes setores da economia. Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, resume o momento como uma “tempestade perfeita”: o agro enfrenta queda nos preços de commodities como milho, arroz e açúcar, enquanto os insumos continuam caros, com fertilizantes ainda pressionados desde 2022. Segundo ele, o aumento do custo de transporte em algumas rotas chegou a ser dez vezes maior, cenário que se soma ao avanço do endividamento e aos pedidos de recuperação judicial no setor, um quadro que pode continuar em 2026 mesmo com safras robustas.

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