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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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O valor ‘exorbitante’ que o setor audiovisual injetou no PIB brasileiro

Estudo da Oxford Economics mostra que negócio gerou quase 700.000 empregos no Brasil em 2019

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 8 Maio 2023, 14h34 - Publicado em 8 Maio 2023, 11h41

Com as transformações nos hábitos de consumo trazidas pela pandemia, a indústria do audiovisual ainda está às voltas com discussões sobre quais modelos de negócio irão perdurar. O que ninguém discute, porém, é o peso desse filão para a economia mundial.

No Brasil, o setor gerou R$ 24,5 bilhões para o PIB interno e mais de 126.000 empregos em 2019. No total, os impactos diretos, indiretos e induzidos do audiovisual são significativamente maiores, com participação de R$ 55,8 bilhões no PIB e mais de 657.000 empregos gerados.

Só em impostos foram arrecadados R$ 3,4 bilhões em 2019. Considerando também impactos indiretos e induzidos, o valor arrecadado em tributos pelo setor salta para R$ 7,7 bilhões.

Os números são de um estudo encomendado pela Motion Picture Association (MPA) à Oxford Economics. A opção por usar dados de 2019 foi feita para evitar justamente as distorções trazidas pela pandemia entre os anos de 2020 e 2022. Ano típico para o setor, 2019 é base para que depois sejam também analisadas as mudanças pós-pandemia.

O trabalho da Oxford ainda revelou que a indústria audiovisual tem um efeito multiplicador no PIB do Brasil de 2,3. Isso significa que para cada R$ 10 milhões injetados na economia pelo setor em 2019 houve uma contribuição adicional no valor de R$ 13 milhões

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“Somos diretamente responsáveis por uma parcela do PIB maior do que a gerada pela fabricação de carros, caminhões e ônibus, por exemplo”, explica Andressa Pappas, diretora da MPA, que reúne seis dos maiores estúdios de cinema do mundo.

A contribuição do setor também passa pela balança comercial brasileira. Em 2019, as exportações do audiovisual registraram um superávit de R$ 901 milhões. Para efeito de comparação, o valor equivale a quase um terço de todas as exportações da indústria de transporte aéreo.

Sem falar que o Brasil está impulsionando e exportando talentos criativos para um mercado internacional em ebulição. Com a demanda crescente em todo o mundo, as exportações brasileiras de serviços audiovisuais subiram 10% entre 2019 e 2020.  

A produção de títulos originais no país também aumentou consideravelmente nos últimos anos. Estúdios e plataformas de streaming estão comprometidos em continuar investindo em produção local, assim valorizando a cultura nacional e atraindo milhões de espectadores no Brasil e ao redor do mundo.

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O sucesso das produções locais ainda deve impactar outras áreas, como a de turismo. Não faltam evidências que ilustram os efeitos que a produção audiovisual pode ter nesse setor. Um estudo já mostrou que Roraima, por exemplo, teve um aumento de 525% no interesse como destino turístico depois da exibição da novela “Império”, da Globo, que teve o estado como locação para as filmagens.

Com uma produção de conteúdo cada vez mais globalizada, cresce também a exigência por infraestrutura e capacitação. “Para tornar o ambiente mais competitivo, a exigência pela profissionalização também se torna mais significativa”, explica Andressa.

A Colômbia, para ficar em um exemplo da América do Sul, está desenvolvendo programas de capacitação de profissionais para educar e treinar uma força de trabalho mais consolidada para produções internacionais.

Em 2019, a produtividade dos funcionários do setor audiovisual do Brasil foi três vezes maior do que a média nacional. Enquanto a contribuição para o PIB por funcionário brasileiro foi de R$ 60.000 em média, a dos funcionários do audiovisual foi de R$ 193.400.

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