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Paulo Guedes precisa rever importância das pequenas empresas

Proposta do ministro é risco para futuro da economia brasileira e ignora dados da realidade

Por Manoel Schlindwein 28 Maio 2020, 18h32

Ajudar os grandes e esquecer dos pequenos, como defendeu o ministro da Economia Paulo Guedes na famigerada reunião ministerial de 22 de abril é, para dizer o mínimo, miopia.

Em sua visão (ou falta de), não é producente investir em micro, pequenas e médias empresas na crise decorrente da pandemia da covid-19, pois elas “dão prejuízo”. O certo, na visão do ministro, é priorizar o apoio às grandes empresas, as quais, segundo ele, “podem gerar lucros para o governo”.

“Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”, afirmou o ministro na reunião dos palavrões, reforçando sua visão liberal. Ou seja: ao que tudo indica, Paulo Guedes quer repetir a desastrada estratégia do governo de Dilma Rousseff, de apoio aos conglomerados empresariais chamados de “campeões nacionais”, que deu no que deu.

Ocorre que as empresas de pequeno porte representam nada menos do que 94% do total de indústrias do Brasil. Ao todo, existem no país 458 mil micro, pequenas e médias empresas no país, contra apenas 5.364 grandes. Além disso, elas geram 5,5 milhões de empregos do total de 9,4 milhões gerados pela indústria – 20% a mais do que as grandes empresas.

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