Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Indústria farmacêutica insatisfeita com regras de logística da Anvisa

Setor diz que norma sobre transporte de medicamentos pode elevar preços

Por Mariana Muniz Atualizado em 21 nov 2019, 18h57 - Publicado em 19 nov 2019, 18h12

A indústria farmacêutica brasileira, que representa um mercado de R$ 120 bilhões, não está satisfeita com novas regras e mudanças estabelecidas pela Anvisa.

O setor reclama sobretudo da RDC 304/2019 – que regulamenta o transporte, determina a temperatura máxima para a logística e exige o controle na armazenagem e no deslocamento.

Representantes do Sindusfarma dizem que as novas regras podem provocar aumentos de preços no país.

O assunto foi debatido nesta terça-feira no Fórum da Cadeia Fria, realizado no Cinesystem Morumbi Town, em São Paulo.

ATUALIZAÇÃO, 21/11/2019 – O Sindusfarma enviou ao Radar a seguinte nota: “Ao contrário do que afirma a notícia, a indústria farmacêutica aprova a Resolução RDC 304/2019 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por entender que as novas normas aumentam a segurança dos pacientes, melhoram os padrões de qualidade de transporte e armazenagem de medicamentos, garantem maior controle da cadeia logística e se harmonizam com os requisitos internacionais. Esse posicionamento foi formalmente apresentado à plateia do Fórum de Cadeia Fria do qual o Sindusfarma participou.

Também é incorreta a informação de que “as novas regras podem provocar aumentos de preços no país”. O que foi dito no Fórum é que a adequação à referida RDC exigirá investimentos por parte das empresas e poderá elevar os custos de suas operações logísticas.

Como se recorda, os preços de medicamentos no Brasil são controlados e autorizados pelo governo uma única vez por ano, com base numa fórmula rígida, que não leva em consideração esse tipo de aumento de custos. Por esta razão, a indústria farmacêutica não pode repassar eventuais aumentos de custo para o preço final de seus produtos, o que acaba por afetar a rentabilidade das empresas.

Finalmente, uma terceira correção à notícia: o faturamento da indústria farmacêutica no Brasil foi de R$ 62,5 bilhões em 2018 e deve crescer cerca de 9% este ano.”

Continua após a publicidade
Publicidade