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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Consumidor é maior prejudicado com imposto zero de armas, diz Taurus

Setor não foi consultado pelo governo antes de tomar medida.

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 9 dez 2020, 19h31 - Publicado em 10 dez 2020, 10h32

O setor de armas no geral e o consumidor em específico são os mais prejudicados com a resolução da Camex publicada hoje que zerou a alíquota para importação de revólveres e pistolas, adverte o presidente da Taurus, Salesio Nuhs.

A medida desestimula o empresário local e não atrai o investidor estrangeiro, resume o empresário da multinacional preferida do mercado norte-americano. Na prática, 60.000 empregos serão perdidos, na cadeia que envolve lojistas, assistência técnica, instrutores de tiro, e o consumidor brasileiro precisará esperar até 10 meses para adquirir uma arma Taurus, que será produzida nos Estados Unidos, explica Nuhs.

A flexibilização de porte e posse de armas foi bandeira de campanha de Jair Bolsonaro, mas curiosamente o setor não foi consultado para discutir detalhes da revisão da alíquota, lembra Nuhs. No intervalo de menos de um ano a Taurus recebeu quase 300 milhões de reais de apoio público para a instalação de fábricas e geração de emprego no estrangeiro.

No final do ano passado, o estado da Geórgia, nos EUA, decidiu aplicar 42 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica na região. Agora é a vez da Índia, que injeta 23 milhões de dólares para abrigar uma unidade da empresa – e, especialmente, ter acesso à tecnologia.

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