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Ramos, Flávia e Guedes terão ‘hora da verdade’ no Orçamento

Preocupados com reação do Congresso, os ministros Luiz Eduardo Ramos e Flávia Arruda vão tentar convencer o colega da Economia a ceder

Por Gustavo Maia Atualizado em 7 abr 2021, 11h49 - Publicado em 7 abr 2021, 11h37

Está marcada para as 15h uma reunião no Palácio do Planalto que é tida internamente como a hora da verdade no governo Bolsonaro com relação ao Orçamento de 2021.

Os ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), o ex e a atual responsável pela articulação política do Executivo, devem se reunir por uma hora e meia com Paulo Guedes (Economia) para tentar convencer o colega a ceder na discussão com os congressistas.

Depois da reunião da noite de terça-feira entre Ramos e os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco e Ramos, a avaliação no Planalto é que o clima no Congresso com relação ao Orçamento azedou de vez e instalou-se um impasse. Os parlamentares fincaram o pé pela manutenção das emendas provocam dor de cabeça na equipe econômica.

Os recados dirigidos à recém-empossada Flávia Arruda foram claros: a insatisfação é generalizada e pode haver retaliações ao governo em caso de mudanças no Orçamento. Em última instância, a manutenção da base aliada estaria ameaçada. Ela, aliás, cancelou a viagem que faria hoje com o presidente Jair Bolsonaro para cuidar pessoalmente da crise.

O argumento é que os governistas no Congresso precisam de recursos para fazer política, ou ninguém (nem Bolsonaro) conseguirá se reeleger no ano que vem. A reunião desta quarta tem potencial para ser uma DR daquelas. E Paulo Guedes não é exatamente conhecido por sua flexibilidade.

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