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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Paulo Guedes sucumbiu e bolsa já acordou caindo antes mesmo de abrir

VEJA Mercado: ministro pede licença para gastar e fundo de ações de empresas brasileiras despenca no pré-market americano

Por Josette Goulart Atualizado em 21 out 2021, 10h21 - Publicado em 21 out 2021, 08h52

VEJA Mercado | Abertura | 21 de outubro.

O ministro da economia, Paulo Guedes, sucumbiu e falou ontem à noite no que ele mesmo chamou de “licença para gastar”. Fora do teto de gastos, diga-se em língua do mercado. Guedes disse que vai precisar de uns 30 bilhões de reais fora do teto para financiar a parte extra do auxílio que permite chegar ao valor mínimo de 400 reais por família. O mercado financeiro que ficou ontem no zero a zero depois que o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que não iria fazer estripulias no Orçamento e que o ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que não seria usado crédito extraordinário. Ambos deixaram dúvidas. Coube a Guedes contar a novidade e esclarecer que quem manda é o chefe. O problema é que já tem gente querendo que mais de  30 bilhões de reais fiquem fora do teto.

O mercado financeiro americano já dava o sinal  de como a bolsa brasileira iria reagir. O ETF chamado MSCI Brazil Capped, um fundo que replica índices de ADRs de empresas brasileiras, caía mais de 3% logo no início da manhã no pré-market americano. O Ibovespa futuro que caiu 1,8% já ontem à noite depois das falas de Guedes, caem 2% nesta manhã, antes da abertura do pregão à vista. O dólar chegou a bater 5,67 reais assim que começou a operar. 

E o mercado à vista respondeu como se esperava. O Ibovespa abriu em queda de 1,5% e às 10h15 chegou a registrar queda de 2%, fazendo o índice cair abaixo dos 110 mil pontos.

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