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O que os sócios da NotreDame devem pedir para selar negócio com a Hapvida

Investidores americanos e administradores esperam conseguir 'adoçar' a oferta feita pela concorrente

Por Machado da Costa 13 jan 2021, 09h38

O maior acionista individual do Grupo NotreDame Intermédica (GDNI), a Bain Capital, deverá sair do negócio após a fusão da administradora de benefícios na área da saúde com a Hapvida. O negócio ainda não está fechado — alguns valores precisarão ser reajustados após a forte valorização das ações —, mas é visto como provável por pessoas que estão participando das negociações.

A Bain, que investe no GDNI por meio do fundo Alkes II, prefere não trabalhar com empresas que possuem um acionista controlador, o que acontecerá em eventual fusão. Como 53% do capital da nova companhia ficará nas mãos da Hapvida, os sócios majoritários dessa empresa, a família Pinheiro terá ganha influência sobre o conglomerado. Assim, os sócios americanos querem uma porta de saída para deixarem o negócio depois de fundir as companhias. Claro, ninguém está triste com a situação, uma vez que ganharão muito dinheiro com a fusão.

Entre outros pontos que deverão ser alvo de discussão, estão as stock options (opções de ações) que os administradores do GDNI deverão receber por aceitar que a empresa seja, na prática, incorporada pela Hapvida. Segundo uma fonte, para garantir o aperto de mãos, a Hapvida receberá o pedido para adoçar um pouco mais a proposta. Há o desejo de elevar o volume de ações que poderão ir para os administradores do GDNI em até 1% da nova companhia. Somadas, as empresas chegaram a valer quase 130 bilhões de reais no início desta semana. Em outras palavras, 1,3 bilhão de reais seria açúcar mais do que suficiente.

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