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O pulo do gato da Buser para conquistar os governadores

Startup de transporte rodoviário espera ter encontrado a solução para garantir o endosso dos estados à sua atividade

Por Machado da Costa 14 jan 2021, 08h54

Não é novidade que a Buser, o aplicativo de transporte rodoviário, vem travando batalhas pelo país para conseguir continuar operando de forma legal. Muitas agências de transportes, estaduais e federal, têm gerado resistências e imposto dificuldades ao aplicativo que está revolucionando as viagens de ônibus. Mas agora os administradores da startup esperam ter encontrado a fórmula para conseguir conquistar os governadores e acabar com essa resistência: investimentos massivos em infraestrutura, em financiamento de veículos e em segurança.

Esse foi um dos pontos que garantiram o endosso do governador mineiro Romeu Zema (Novo) ao aplicativo. Nesta quarta-feira, 13, Zema, publicou um decreto que altera regras do transporte rodoviário por fretamento. A medida é vista como uma grande abertura para uma renovação no setor de transporte rodoviário, facilitando a atividade das empresas que atuam por aplicativos de viagens.

Como contrapartida, a Buser vai investir 100 milhões de reais no estado. Serão 15 milhões de reais em infraestrutura de pontos de embarque e desembarque, 25 milhões de reais em financiamentos de veículos e capital de giro para os fretadores parceiros, 20 milhões de reais em itens tecnológicos de segurança, obrigatórios para a frota de parceiros Buser, 20 milhões de reais em ações de divulgação e educação dos consumidores quanto à nova alternativa de transporte e 20 milhões de reais em descontos e gratuidades para usuários testarem e se adaptarem às tecnologias oferecidas pela Buser.

“Essa é uma maneira de retribuirmos Minas Gerais, fomentando a economia e contribuindo com a geração de emprego e renda, tão necessárias ao estado”, afirmou Marcelo Abritta, um dos fundadores da startup. “O que estamos presenciando é a adequação de Minas Gerais à nova economia e ao respeito ao direito de ir e vir dos consumidores. Se mais gente apostasse no desenvolvimento dos pequenos, certamente teríamos números de desemprego muito menores no país”, disse Marcelo Vasconcellos, o outro fundador. Curiosidade: os dois são mineiros.

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