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Máquina de Vendas consegue liberação de R$ 28,8 mi para arcar com dívidas

Dona da Ricardo Eletro demitiu 3,7 mil funcionários no último mês; montante que retorna aos cofres do grupo será utilizado para pagar dívidas trabalhistas

Por Felipe Mendes Atualizado em 8 set 2020, 12h55 - Publicado em 8 set 2020, 12h08

A Máquina de Vendas, controladora da rede varejista Ricardo Eletro, conseguiu a liberação de 28,8 milhões de reais depositados como garantia em processo de execução fiscal na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O montante será destinado para que a companhia possa fazer frente ao pagamento de dívidas trabalhistas. Desde o início de agosto, quando entrou com o pedido de recuperação judicial, a rede encerrou mais de 300 operações físicas, culminando no desligamento de aproximadamente 3.700 funcionários. O pedido de liberação apresentado pelo conglomerado varejista foi integralmente acolhido pela Justiça. Segundo a empresa, a prioridade será pagar competências referentes ao FGTS para viabilizar que cerca de 1.200 ex-funcionários tenham acesso ao benefício de seguro desemprego.

No processo de recuperação judicial da Máquina de Vendas — representada pelo advogado Bruno Kurzweil de Oliveira, sócio do escritório Thomaz Bastos, Waisberg e Kurzweil Advogados –, também foi deferido o desbloqueio de cartões, anteriormente determinado no processo de execução fiscal. O juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi reconheceu que a redução de faturamento vista pelo grupo tornou o bloqueio dos pagamentos com cartões uma “verdadeira sentença de morte da atividade empresarial”, impedindo que a companhia tenha a chance de reestruturar seu endividamento e se recompor com credores. A firma passará por um processo de reestruturação em que apostará majoritariamente no comércio elêtronico.

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