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Protesto de indígenas bloqueia entrada principal da COP30

Ato ocorre dois dias após outro episódio de tensão, quando um grupo indígena entrou à força no pavilhão da conferência

Por Ernesto Neves 14 nov 2025, 09h01 • Atualizado em 14 nov 2025, 10h10
  • Dezenas de indígenas bloquearam, na manhã desta sexta-feira, a entrada principal da COP30, em Belém (PA), obrigando delegados a utilizar um acesso lateral para continuar as negociações climáticas.

    A ação levou ao reforço da segurança e formou longas filas na área externa do complexo montado no antigo aeroporto da cidade.

    Os manifestantes reivindicam que o governo brasileiro suspenda todos os projetos de desenvolvimento na Amazônia, incluindo mineração, exploração madeireira, perfuração de petróleo e a construção de uma ferrovia para transporte de produtos agrícolas e minerais.

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    Cerca de 40 participantes exibem faixas no local, e várias crianças indígenas também integram a manifestação. A Defensoria Pública acompanha a situação e atua como mediadora com o grupo indígena.

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    A ONU enviou uma comunicação interna orientando participantes a evitarem a entrada principal. No aviso, informou que “há uma manifestação pacífica na entrada frontal da Blue Zone”, acrescentando que “não há perigo”.

    Delegados credenciados foram instruídos a entrar pelo acesso lateral, o mesmo usado para saída ao fim do dia. Quem está sem credencial deve aguardar a reabertura do portão principal. Segundo a organização, agentes de segurança estão no local para orientar o fluxo.

    O protesto ocorre dois dias após outro episódio de tensão, quando um grupo indígena entrou à força no pavilhão da conferência e entrou em confronto com seguranças.

    Depois, os participantes defenderam a ação, afirmando que buscavam evidenciar a gravidade de sua luta pela proteção da floresta.

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem destacado o papel dos povos indígenas nas negociações da COP30, apresentando-os como atores centrais nas discussões deste ano.

    Soldados da Força Nacional fazem a guarda da entrada principal da blue zone da COP30 enquanto membros do povo indígena Munduruku bloqueiam o acesso ao local
    Soldados da Força Nacional fazem a guarda da entrada principal da blue zone da COP30 enquanto membros do povo indígena Munduruku bloqueiam o acesso ao local (Mauro Pimentel/AFP)

    O episódio ocorre um dia depois da ONU ter apontado deficiências na infraestrutura e na segurança da COP30.

    Na terça-feira, um grupo de manifestantes chegou a se aproximar da área restrita do pavilhão onde são conduzidas as tratativas diplomáticas, o que motivou a crítica.

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    Em uma carta enviada na quarta-feira (12), o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, cobrou o fortalecimento das medidas de proteção e a solução imediata de problemas operacionais, como pontos de alagamento e temperaturas elevadas dentro do espaço do evento.

    Membros do movimento indígena Munduruku Ipereg Ayu aguardam do lado de fora do local da COP30 durante um protesto em Belém, Brasil, em 14 de novembro de 2025
    Membros do movimento indígena Munduruku Ipereg Ayu aguardam do lado de fora do local da COP30 durante um protesto em Belém, Brasil, em 14 de novembro de 2025 (Pablo Porciuncula/AFP)
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