Vida Digital
Grã-Bretanha
Quase um quinto das crianças sofre com cyberbullying
Garotas são as mais afetadas, revela pesquisa de universidade britânica
(Thinkstock)
Estudo realizado por cientistas da Universidade de Anglia Ruskin, na Grã-Bretanha, concluiu que o cyberbullying atinge 17% das crianças e jovens com idades entre 11 e 19 anos no paÃs. Foram ouvidos 500 voluntários para o levantamento.Â
Das 247 garotas questionadas pela equipe de acadêmicos, 60 (24%) disseram ter sido vÃtimas de cyberbullying. Entre os meninos, 27 (10%) revelaram sofrer do mesmo abuso. Do total de entrevistados, 66% admitiram ter sentido o problema na pele ou testemunhado alguém próximo sendo agredido via internet.  Â
Entre as vÃtimas do cyberbullying, um terço dos jovens disse que o cyberbullying afeta a autoconfiança. Metade afirma que os episódios de violência comprometem sua saúde mental e emocional.
As ofensas, que muitas vezes têm tom de brincadeira, atrapalham o desenvolvimento das crianças e implicam diretamente no rendimento escolar. Entre os jovens que confessaram sofrer cyberbullying, 29% dizem ter evitado ir ao colégio por causa das agressões e 39% destacaram problemas no processo de socialização fora da escola.Â
O que mais assusta pais e educadores é a baixa estatÃstica de alunos que pedem ajuda para enfrentar a situação. Menos da metade disse que buscaria apoio na famÃlia ou com professores em caso de cyberbullying.Â
"Enquanto muitas interações on-line são neutras ou positivas, a internet acaba oferecendo novas ferramentas para a intimidação", diz Steven Walker, lÃder do estudo. "Muitos dos questionados não admitem estar sofrendo bullying na internet e outros encaram a prática como uma simples 'brincadeira ofensiva", ressalta o acadêmico.
Walker alerta para a intensificação do problema nas mÃdias sociais, ambientes prediletos de crianças e jovens. "É preciso que agências do governo abordem o assunto devidamente para que o cyberbullying não piore no paÃs."
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