EDUCAÇÃO – PESQUISA PROVA O QUE TODO MUNDO SABIA — ATÉ MESMO OS SABOTADORES DE UM SINDICATO A SERVIÇO DO PT
Os leitores que não moram em São Paulo também já ouviram falar da Apeoesp, o sindicato de professores da rede oficial do ensino de São Paulo. É aquela entidade presidida por uma senhora chamada “Bebel”, que promoveu baderna de rua quando o então governador José Serra estava deixando o Palácio dos Bandeirantes para se candidatar […]
Os leitores que não moram em São Paulo também já ouviram falar da Apeoesp, o sindicato de professores da rede oficial do ensino de São Paulo. É aquela entidade presidida por uma senhora chamada “Bebel”, que promoveu baderna de rua quando o então governador José Serra estava deixando o Palácio dos Bandeirantes para se candidatar à Presidência. A ação política foi de tal sorte descarada que a entidade foi multada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O pretexto era cobrar reajuste de salários. Mas a pauta do sindicato é bem mais ampla.
Uma das frentes de batalha da Apeoesp contra a educação em São Paulo tem como alvo o material didático preparado e distribuído pela Secretaria de Educação. Seu objetivo é unificar o conteúdo do que é ministrado nas escolas públicas, com um manual de orientação também para os professores. Os iluminados alegam que isso tira a liberdade do docente em sala de aula. Parte da imprensa dá corda para esse tipo de conversa mole. Pois bem. Leiam agora trecho de uma reportagem de hoje da Folha. Volto em seguida:
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Alunos de escolas públicas municipais de São Paulo que usam apostilas de sistemas de ensino estatais ou privados se saem melhor que os demais na Prova Brasil. Esta é a conclusão de um estudo que será apresentado hoje no seminário Sala de Aula Estruturada, organizado pela Fundação Lemann.
É o primeiro estudo empírico a identificar impacto significativo na nota dos alunos e relacionar essa melhoria ao uso de apostilas. O uso de material elaborado por sistemas de ensino tem crescido em São Paulo, e hoje 46% dos municípios do Estado utilizam o material substituindo ou complementando livros didáticos. São, em sua maioria, cidades de pequeno porte que gastam de R$ 150 a R$ 200 por aluno por ano para usar um sistema de ensino.
A principal diferença entre o livro e um sistema é que, no segundo caso, o material didático já vem estruturado, com a indicação de conteúdos a serem dados aula por aula. No caso do livro, cabe principalmente ao professor elaborar os planos de aula. Os defensores do uso de sistemas argumentam que eles trazem orientações claras para os professores sobre o planejamento das aulas. Os críticos lembram que eles não são avaliados pelo MEC (como acontece com livros didáticos) e representam um gasto extra, já que os livros são dados pelo ministério.
Ao analisar a Prova Brasil de 2007 (exame federal que avalia a qualidade da educação pública), os pesquisadores Paula Louzano, Francisco Soares e Ana Carolina Zogbi identificaram que escolas que trabalham com as apostilas tiveram médias superiores em cinco pontos na escala da Prova Brasil em português e matemática. “Se levarmos em conta que a escala é elaborada considerando que a cada ano os alunos progridem 12 pontos, estamos falando de um impacto que representa praticamente meio ano letivo”, explica Paula Louzano.
A comparação das notas considera também outras características que, sabidamente, tem grande impacto no rendimento dos alunos, como escolaridade dos pais, formação do professor ou infraestrutura da escola. É como se fossem comparados só alunos com as mesmas características em escolas de perfil semelhante para, a partir daí, identificar o impacto do uso de apostilas. Além de grupos educacionais privados, a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado também trabalham com material próprio estruturado. Esses sistemas públicos são oferecidos a outros municípios -aumentando de 18 para 73 o número de secretarias usando as apostilas de 2009 para 2010. Já nas particulares, caiu de 229 para 218.
Voltei
A ação da Apeoesp em São Paulo obedece a uma orientação político-partidária. O sindicato é um braço do PT. E isso expõe o caráter mais deletério do partido. Quando na oposição, ele sabota de maneira metódica, sistemática, organizada, qualquer tentativa de corrigir as graves distorções que ainda existem na sociedade brasileira. Uma delas se dá justamente no ensino público. Os petistas estão pouco se lixando se a proposta que combatem é boa ou ruim para os brasileiros: o que interessa é atingir o adversário. E só por isso eles promoveram isso que se vê abaixo: queimaram em praça pública o material didático distribuído nas escolas, repetindo o comportamento dos nazistas na Alemanha.








