Em 27 de março de 2010, após cinco dias de julgamento,
pai e madrasta são condenados pelo assassinato da menina Isabella
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A menina Isabella de Oliveira Nardoni, de apenas 5 anos, morre após cair do 6.º andar do prédio onde vivia seu pai, Alexandre, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Nos dias seguintes, a polícia levanta as primeiras suspeitas contra o casal, que nega envolvimento no crime. Em 2 de abril, é decretada a prisão temporária dois dois.
A polícia acredita que a morte da menina Isabella Nardoni pode ter uma testemunha-chave: o irmão, de 4 anos, por parte de pai. É possível que seja dele, e não de Isabella, a voz de criança que gritava "para, pai, para", poucos minutos antes de Isabella ter sido encontrada caída no gramado do prédio em que morava seu pai, Alexandre Nardoni.
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Duas semanas depois de Isabella Nardoni ter sido atirada da janela, seu assassino continua desconhecido. As últimas informações sobre o crime reveladas pela polícia, porém, reforçam as suspeitas sobre o envolvimento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, soltos na sexta-feira mediante habeas corpus.
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A polícia não tem mais dúvida: o "monstro" que seu pai prometeu não sossegar até encontrar estava, afinal, diante do espelho; e a mulher, que afirmou ser a criança "tudo" na sua vida, ajudou a matá-la. A polícia está convencida de que Alexandre e Anna Carolina combinaram jogar Isabella pela janela para encobrir o que supunham já ser um assassinato.
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Nova revelação complica a defesa de Alexandre e Anna Carolina. Investigadores descobriram que, na noite do crime, ele chegou ao prédio onde mora às 23h36. Ao ser inteirado, tentou mudar um dado de seu primeiro depoimento: o de que a filha havia ficado sozinha no apartamento por apenas quatro minutos - tempo exíguo demais para que um suposto invasor cometesse o crime sem deixar vestígios.
LEIA MAISA polícia de São Paulo pede a prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles são acusados de espancar, matar e atirar pela janela do apartamento deles a pequena Isabella Nardoni, de 5 anos, filha de Alexandre. A polícia justificou o pedido afirmando que o crime é hediondo e covarde e que eles podem atrapalhar as investigações e até fugir, caso permaneçam em liberdade.
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O julgamento de Anna Carolina e Alexandre levará de um a quatro anos para ocorrer. Até lá, o Ministério Público e os advogados da dupla devem travar uma longa batalha em torno da liberdade dos dois. Por enquanto, leva vantagem o MP, que conseguiu que a Justiça aceitasse a denúncia por homicídio doloso triplamente qualificado e determinasse a prisão preventiva dos, agora, réus.
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Alexandre e Anna Carolina completam 200 dias de prisão preventiva. Nesse tempo, amargaram uma sucessão de derrotas processuais, viram os filhos no máximo três vezes e foram hostilizados pelos piores entre os piores. Para saber como vivem, VEJA ouviu 28 pessoas, entre pais, amigos, advogados, parentes e funcionários das prisões onde eles se encontram.
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A notícia de que Alexandre e Anna Carolina estariam se separando foi negada pelo avô paterno de Isabella, Antonio Nardoni. "Não tem nada de verdadeiro nisso", disse a VEJA.com. De acordo com ele, a correspondência entre os dois não foi interrompida, como afirmou o jornal Correio Braziliense. "Não mudou nada, está tudo igual."
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O Superior Tribunal de Justiça negou habeas corpus a Alexandre e Anna Carolina de 5 anos, em março de 2008. O casal continuará preso em Tremembé, cidade a 140 km de São Paulo. A defesa dos Nardoni pedia a retirada da acusação de fraude processual por terem limpado o local do crime após a morte da menina.
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A Justiça marca o julgamento de Alexandre e Ana Carolina para 22 de março de 2010, às 13 horas. A data foi divulgada pelo juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Forum de Santana. De acordo com ele, todas as perícias complementares solicitadas foram realizadas.
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Quase dois anos após a morte de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá vão a júri popular. Após 5 dias de julgamento, são ambos condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. O pai pega 31 anos de prisão, e a madrasta, 26. Fora do tribunal, manifestantes comemoram ao som do Tema da Vitória
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