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Suzano afasta plano de vender ativos estratégicos

Por André Magnabosco

São Paulo – Está praticamente descartada a alternativa cogitada pela direção da Suzano Papel e Celulose de vender fábricas de papel e participação no novo projeto de celulose em construção no Maranhão. “Nosso objetivo era a venda de ativos não estratégicos e a emissão de ações era nossa terceira alternativa. Mas, com a oferta, a venda nas áreas de papel e celulose não é mais prioridade”, afirmou o diretor financeiro Alberto Monteiro, acrescentando que a oferta de papéis resultou na captação de cerca de R$ 1,5 bilhão.

A companhia permanece interessada, porém, em se desfazer de ativos florestais e a participação na usina Amador Aguiar, ambos considerados não estratégicos. A Suzano pretende concluir essas vendas até o final do ano, mas Monteiro evitou fazer estimativas sobre as negociações.

Além de dificuldades para vender os ativos, a Suzano enfrenta barreiras para encontrar um parceiro estratégico para a Suzano Energia Renovável. Com isso, a companhia revisou de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,4 bilhão o plano de investimentos para 2013. A diferença se associa à exclusão de aportes na unidade de energia renovável.

A demora na conclusão desse acordo também obriga o adiamento do início das operações da empresa. As primeiras fábricas da Suzano Energia Renovável deveriam operar em 2013, mas esse cronograma já está descartado. Como o prazo de instalação da unidade e a compra de equipamentos é de 18 meses, uma decisão imediata possibilitaria o começo das operações somente em 2014. “Nosso foco deixa de ser o prazo, e a prioridade é termos um sócio estratégico com estrutura de capital atrativa”, disse Monteiro em encontro com jornalistas nesta quinta-feira.