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 29 de julho de 2009

AUTOMOBILISMO
Ferrari confirma o convite a Shumacher


"A Scuderia Ferrari Marlboro pretende confiar a Michael Shumacher o carro de Felipe Massa até que o piloto brasileiro esteja apto a pilotar novamente",  diz o comunicado divulgado hoje, pela da equipe do Cavalo Rampante.

O piloto alemão, de 40 anos, o único heptacampeão mundial de F1, aceitou o convite. "Estou pronto", disse "O Rápido". Nos próximos dias ele começará um programa treinamentos e preparação física. A volta, no carro número 3 da Ferrari, está prevista para o Grande Prêmio da Europa, no dia 23 de agosto, um circuito nas ruas de Valência, Espanha. Shumacher (na foto com Jean Todt), consultor da Ferrari, não pilota um carro de F1 desde o GP do Brasil, em outubro de 2006. Em fereiro deste ano ele sofreu um acidente de motocicleta ferindo as costas e o ombro.

Nos 16 anos de F1, Shumacher participou de 246 GPs, venceu 90, entre os quais, 71 deles dentro do cockpit de uma Ferrari. “Encontrei nesta tarde com Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo e, juntos, decidimos que eu me prepararei para assumir a vaga de Felipe. É verdade que o capítulo Fórmula 1 já estava completamente encerrado para mim depois de muito tempo, mas por razões de lealdade à equipe, não posso ignorar a situação infeliz. Como piloto estou muito ansioso para encarar o desafio”, anunciou Shumacher na sua página na internet. 



Por Antonio Ribeiro - 14:17 | Enviar Comentário


AUTOMOBILISMO
Depois de Todt, Ecclestone pondera sobre a “recuperação fantástica”


O “Barão do Paddock”, Bernie Ecclestone, todo-poderoso presidente da Formula One Management (FOM) e da Formula One Administration (FOA), dono dos direitos de transmissão da competição, disse ao jornal londrino Times, o seguinte sobre a volta de Massa às pistas: “É difícil dizer se ele vai ou não estar em condições de competir este ano. No ano que vem, não sei, mas este ano, duvido.” Leia os posts abaixo.



Por Antonio Ribeiro - 09:48 | Enviar Comentário


AUTOMOBILISMO
Uma voz sensata


Perguntado se acreditava na volta de Felipe Massa às pistas, Jean Todt (na foto com Michael Schumacher), ex-chefe de equipe da Ferrari e candidato potencial para substituir Max Mosley na presidência da FIA, usou o tradicional pragmatismo e bom-senso: “O importante é que ele retorne a vida normal.” Definitivamente, o francês não passa o carro na frente dos bois. Nem tem apego para seguir a manada.



Por Antonio Ribeiro - 07:32 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)

 28 de julho de 2009

AUTOMOBILISMO
O porta-voz


Ferrari proibe médicos húngaros de falar sobre o piloto brasileiro. A medida é para evitar problemas de "comunicação". Um deles para revelar que Massa sofreu inflamação biliar devido ao impacto no gard rail, o muro de pneus, teve que fazer na condição de anonimo. Altmann, amigo da família e diretor médico do GP Brasil, foi alçado a condição de porta-voz. Ninguém está autorizado a cantar fora do coro. "Tudo muito bem, tudo muito bom, mas realmente..."



Por Antonio Ribeiro - 15:48 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)


AUTOMOBILISMO
Massa se recupera. A cobertura jornalística ainda não.


Enquanto a maioria da imprensa internacional vem noticiando com cautela a recuperação do piloto Felipe Massa, depois do grave acidente no treino classificatório para Grande Prêmio da Hungria, nota-se, uma vez mais, o comportamento travestido de jornalismo pouco condizente com a prática da informação objetiva de parte da imprensa esportiva brasileira. A notícia condicionada à emoção, à tentativa de agradar a família do piloto e provocar comoção nacional é o atalho mais curto para o engano.

Massa se recupera sim, mas a sua volta às pistas, na atual temporada, é muito pouco provável. O afastamento definitivo da Formula 1 não está descartado. O neurocirurgião húngaro Dr. Robert Veres que participou da intervenção cirúrgica afirma que o nervo ótico do piloto foi atingido. Ainda é cedo para aferir a extensão do dano. Os médicos cogitam uma nova cirurgia, desta vez, na região ocular.

O Dr. Dino Altmann, amigo da família Massa e diretor médico do GP Brasil que chegou a Budapeste depois da cirurgia, pode divergir da avaliação de um membro da equipe médica do Hospital AEK, onde Massa está internado, mas não levá-la em conta foge dos parâmetros da medicina. Carburar falsas esperanças neste momento é tão irresponsável quanto avançar vaticínios premeditados.

A recuperação de Massa depende, sobretudo, de cuidados médicos. O incentivo para que os fãs do piloto rezem, organizem novenas, terços e procissões é mais adequado quando parte da família, amigos e vá lá, de religiosos. Na boca de jornalistas, a prática extrapola de forma ridícula a missão primeira do ofício: informar com objetividade. Seriedade nunca é demais no relato dos momentos trágicos.

Para que se entenda o teor das reportagens sobre Felipe Massa em Budapeste, faz-se necessário buscar as fontes da pouca informação que emerge. Esperar que a família, a Ferrari e o Dr. Altmann forneçam outra coisa que boas novas sobre Massa — e não se está dizendo aqui que elas não existam — denota desprezo pela inteligência dos telespectadores, leitores e ouvintes. Condenar a equipe médica húngara pela independência das avaliações não trará Massa de volta ao cockpit do seu bólido rosso do Cavalo Rampante.

É evidente que todos torcem pela volta de Massa à F1. A ausência do brasileiro significa muito mais do que a perda precipitada de um talentoso piloto de futuro promissor. Felipe tornou-se um dos mais admiráveis, simpáticos e queridos entre seus rivais. A lisura do seu carater em um ambiente nem sempre conhecido por gerar virtudes, estabeleceu padrão. Poucos pilotos como Massa administraram os momentos difíceis com tanta sabedoria. Foi o caso do fim da temporada de 2008. Um exemplo indelével para o seu primogênito que chega daqui a 4 meses, a melhor conquista de um homem. 

ATUALIZAÇÃO:  Médicos húngaros foram proibidos pela Ferrari de dar informações  sobre Massa aos jornalistas.



Por Antonio Ribeiro - 12:08 | Enviar Comentário | Ler Comentários (2)

 27 de julho de 2009

SARKOZY
Como se nada tivesse acontecido


Como se nada tivesse acontecido, diz a letra. O maior sucesso de Carla Bruni, primeira-dama da França, poderia ter sido o fundo musical desta segunda-feira em Paris, quando Nicolas Sarkozy, de 54 anos, saiu caminhando do hospital militar Val-de-Grâce. O presidente francês foi internado no domingo, 25 de julho, devido a um mal estar sofrido durante corrida a pé de 45 minutos nos arredores da residência La Lanterna, em Versalhes. Ele permaneceu 21 horas no hospital.

O Palácio do Elysée emitiu uma nota diagnosticando a causa do internamento presidencial como “lipotimia durante robusto esforço físico sob forte calor (30º Celsius), sem desmaio, em um contexto ligado ao acúmulo de ritmo de trabalho importante.” A versão oficial pretende que houve um ligeiro cansaço. Algo inocente, um reflexo natural que baixa a pressão arterial e diminui a irrigação sanguínea no cérebro. Situação que metade das mulheres e um quarto dos homens passam, ao menos, uma vez durante a suas existências.

Ainda segundo o comunicado oficial, uma bateria de exames não detectou problema cardiovascular. Nenhum tratamento foi prescrito, apenas recomendação de repouso. A ministra da Economia, Christine Lagarde, substituiu o Sarkozy em cerimônia no Palácio do Elysée. A visita do presidente ao Mont-Saint Michel, prevista para amanhã, foi anulada. Sarkozy deverá presidir, na quarta-feira, o última reunião ministerial antes das três semanas de férias em Cap Nègre, na Riviera francesa.

A hiperatividade crônica do presidente francês sofreu um golpe duro deixando sua imagem arranhada. O episódio poderá diminuir o ritmo do presidente durante seu mandato. Na semana passada, além de cumprir sua rotina de trabalho normal, Sarkozy jantou com presidente do Egito, no Cairo, acompanhou sua mulher em um concerto em Nova York, homenagem a Nelson Mandela, e arrumou tempo e fôlego para assistir a etapa da Volta da França, nos Alpes, que exige maior esforço dos ciclistas.

Durante a campanha presidencial, Sarkozy prometeu transformar seu médico em vedete pelas sucessivas aparições em que ele comunicaria o estado de saúde do presidente — prática rara na tradição do executivo francês. Desde então, foi publicado, no dia 3 de julho, apenas uma nota de um parágrafo dizendo que tudo estava bem com Sarkozy. O autor do boletim não foi o médico, mas a assessoria de comunicação presidência. No dia 27 de outubro de 2007, Sarkozy foi operado, secretamente, para retirar um abscesso da garganta. Revelada a cirurgia, o Palácio do Elysée fez como se nada tivesse acontecido. A confirmação da intervenção só aconteceu três meses depois. 



Por Antonio Ribeiro - 11:27 | Enviar Comentário

 22 de julho de 2009

IMPRENSA
Recordar é viver...


… é expressão recorrente na coluna de Elio Gaspari, napolitano, criado na Lapa carioca, um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros, autor de um tour de force exemplar. Capo lavoro, master piece, obra prima imprescindível para entender a história contemporânea do país. Os quatro volumes sobre a ditadura “Envergonhada”, “Escancarada”, “Encurralada”, “Derrotada” e militar do 31 de março de 1964.

Corre o ano de 1989, bicentenário da Revolução Francesa. Durante as comemorações em Paris, acontece reunião do G7, o grupo dos países mais ricos do planeta. O saudoso jornalista Paulo Francis chega atrasado para o almoço no novíssimo bairro La Defense. Ele lança um exemplar da revista VEJA na mesa. “Eu queria ter escrito”, diz, puxa a cadeira, senta-se e espera reação dos presentes.

O autor do Diário da Corte, lendária crônica publicada aos sábados no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, referia-se à memorável reportagem Guilhotinas Caladas, de Gaspari — na época, Diretor Adjunto de VEJA. Você pode ler aqui a edição 1085, do dia 28 de junho de 1989. A Revolução Francesa — “que transformou a malta em povo” — é frequente analogia na prosa do colunista (com seu Mac, na foto de Antonio Milena). É o caso da versão desta quarta-feira, 22 de julho, em O Globo e na Folha de São Paulo. Leia abaixo:

O chavalier Temer e seus 7 mosqueteiros

Por Elio Gaspari

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, acompanhado de sete mosqueteiros, usufruiu uma boca-livre de cinco dias em Paris.

Havia um feriado por lá, mas, por cá, a Casa onde trabalham tinha serviço e votava a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Os doutores foram comemorar o aniversário da Revolução Francesa e hospedaram-se no Hotel Lutetia, uma boa casa, equidistante de dois marcos da cidade: a Conciergerie e a Praça da Concórdia. Numa ficava a cana dos condenados. Na outra, a lâmina de Sanson. A namorada de Luís XV, Madame Du Barry, passou de uma à outra. Ela fugira para Londres depois da Queda da Bastilha, mas decidiu retornar à França.

Degolaram-na em 1793.

O mistério que levou a Du Barry a regressar é da mesma família da compulsão que levou Temer e seus sete mosqueteiros a entrar na bocalivre. Pediram discrição à embaixada e disseram que viajavam a convite de um Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional. Verdade, mas o repórter Antonio Ribeiro revelou que, segundo esse mesmo instituto, o paganini ficou por conta da indústria aeronáutica francesa, pois a fábrica Dassault quer vender 36 caças Rafale à FAB, numa conta de R$ 4 bilhões. (Convite para ir a Paris, é fácil arrumar. O que falta é patrocinador.) A Câmara absolvera o deputado-castelão e o Senado tornou-se um apêndice da delegacia de roubos e furtos, mas os oito doutores, como a Du Barry, acharam que dava.

Há um problema de percepção na cúpula do Parlamento nacional.

Eles são incapazes de entender que certas coisas não podem ser feitas.

Eis o que disse Michel Temer à repórter Lúcia Jardim: “Não vejo isso como uma tentativa de sedução, até porque, se fosse, seria muito fraca.” (Conta a lenda que o professor Henry Kissinger disse a uma senhora que toda mulher tem um preço e ela respondeu: “Isso é um insulto. 

Eu, nem por um milhão de dólares.” “Pois veja que já estamos discutindo preço”, respondeu Kissinger.) “Se fosse a Câmara que tivesse pagado nossa viagem, aí sim, eu tenho certeza de que fariam um escândalo em cima disso.” (Resta saber por que os franceses pagaram. Se os deputados pudessem justificar o motivo da viagem, a Câmara, ou o governo francês, deveriam pagá-la. Do contrário, não deviam aceitá-la.) “Acho que só não haveria questionamento se nós tivéssemos vindo a pé”.

(Para continuar no tom de Temer, há uma enorme torcida para que os oito resolvam ir a pé até Paris. Deveriam anunciar o ponto do litoral de onde partiria a comitiva, para que a galera pudesse se despedir deles.) Viajaram com o deputado Michel Temer: Cândido Vacarezza (SP), líder do PT na Câmara; Carlos Zarattini (PT-SP), vice-líder do PT na Câmara; Ibsen Pinheiro (PMDB-RS); José Anibal (SP), Líder do PSDB na Câmara; Maria Lucia Cardoso (PSDBMG), vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara; Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional; Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM na Câmara.

Nessa comitiva há deputados que não gostariam de ser confundidos com a nobreza decadente e degolada.

Também ficou na Conciergerie, e foi para a lâmina, o companheiro Danton, que tinha um fraco por seduções.



Por Antonio Ribeiro - 07:43 | Enviar Comentário | Ler Comentários (4)

 21 de julho de 2009

O MELHOR DE PARIS
Berthillon, a sorveteria que fecha no verão.


Nem na margem esquerda nem no lado direito do rio Sena. Este blog é escrito no coração de Paris. Em um aterro com contornos de um paralelogramo. A diagonal mais longa mede 700 metros e a linha que divide a figura, no sentido transversal, a rua des Deux Ponts, tem 250 metros. Nesta espécie de vilarejo onde quase todos se conhecem pelo nome de batismo, vivem em torno de 2.000 habitantes, os ludovicos. O lugar é uma ilha fluvial chamada Saint Louis. Já foi Ilha das Vacas antes do século XVIII quando servia de pastagem. Mais recentemente, devido ao seu famoso “produto regional”, ganhou o apelido de “Ilha do Sorvete”.

Os críticos gastronômicos consideram que os crèmes glacées (sorvetes a base de leite e gema de ovo) e os sorbets (base de frutas e água) insulares não perdem em sabor para nenhum outro fabricado no planeta. Isto se não forem, segundo os mais aficionados, os melhores do mundo. A fama se deve a uma empresa familiar, dessas que a patroa, no caso, a filha herdeira Muriel, cuida do caixa e o irmão Lionel, do fogão. A sorveteria Berthillon é uma instituição, um magneto de visitantes da Ile Saint-Louis. Sua fachada tem um rabicho permanente, a fila que dobra a esquina, ela é ainda maior nas vésperas do reveillon.

Conta uma historinha oral, narrada pelos ilhéus nos bistrôs, que nos tempos de penúria alimentar na União Soviética, fotógrafos da antiga agência Tass, vinham aqui fazer imagens. Elas tinham por objetivo mostrar nos jornais oficiais da mãe das ditaduras comunistas durante a Guerra Fria, que na capital da França, a população também enfrentava longas esperas para comida. A anedota seduziu o comerciante do melhor caviar de Paris, a Maison Petrossian. Ele resolveu adotá-la em causa própria. Bem menos convincente. Embora faltasse até ovos de galinha, as ovas de esturjão nunca sumiram das prateleiras moscovitas. Tal qual a lagosta no Haiti, país conhecido pelos otimistas como a sucursal terrestre do inferno.

O segredo dos sorvetes é o mesmo que rege o sucesso da culinária francesa. Ou seja, o conhecimento apurado e acumulado durante séculos para tratar alimentos conspicuamente selecionados. Monsieur Bernard, o patriarca da família e antigo confeiteiro, degusta produtos os mais variados e depois, se tranca horas no “laboratório” da sorveteria para converter tudo em delícia gelada. “Este ano tive uma queda pela combinação de pêssego com menta”, conta ele a Veja.com. Foi uma dentada em uma castanha seguida de um gole de café no boteco da esquina que o octogenário sorveteiro buscou inspiração para um dos seus sorvetes mais famosos. Uma bola da iguaria no corneto patissier custa 2,5 euros.

Além do soverte que deixa as papilas gustativas eriçadas, a Berthillon tem uma originalidade de deixar os cabelos em pé. A sorveteria fecha no verão! “Os parisienses saem de férias, nossa família também” diz Muriel. Mas isso não quer dizer que as prateleiras irão ficar vazias. A Berthillon tem mais de 100 revendedores em Paris. Só na “Ilha do Sorvete” eles são cinco. Neste verão, tem novidade tupiniquim, o sorvete de acerola cuja polpa é fornecida por uma vizinha da ilha e que tem que dela, um explêndido panorama. A empresária Martina Barth d'Avila, proprietária da Eurobras, importadora de produtos alimentícios brasileiros, entre eles, o pão de queijo com ervas finas da Provence e, de comer de joelhos.

Glacier Berthillon

29-31 rue Saint Louis en l'Ile

75004  Paris



Por Antonio Ribeiro - 07:35 | Enviar Comentário | Ler Comentários (5)

 19 de julho de 2009

DIPLOMACIA
Dois pintos no lixo


“Se entendem tão bem como dois pintos no lixo”, assim o tradutor de francês de Lula, testemunha privilegiada das conversas com Sarkozy, descreve a relação entre o presidente francês e o brasileiro. Brasil e França encetaram um namoro firme nos últimos tempos. A relação se intensificou a tal ponto que um diplomata graduado da Embaixada do Brasil em Paris clama por reforço de funcionários no palacete Schneider, construído na 34 Cours Albert Premier, sede da representação brasileira. “Estamos estourando as horas extras, é trabalho sem fim” , diz ele. Desta vez, não se trata só de vagos e enfadonhos intercâmbios culturais, há substância política e negócios pesados na mesa.

Nunca a confluência de pontos de vista do Brasil e da França foi tão estreita, seja no que respeita temas como governança internacional (G20, FMI, Conselho de Segurança da ONU), o apreço por um mundo “multipolar”, aumento no controle dos mercados financeiros, cooperação na aérea de energia nuclear, preservação da biodiversidade e mudanças climáticas. No passado, quando evocava-se a relação entre os dois países, o principal tema era divergências no comercio agropecuário. O Brasil reclamava dos subsídios que o governo francês dava aos seu produtores e das altas taxas de importação de commodities brasileiras. Essa pendenga ainda existe, mas agora foi relegada ao segundo plano.

Em franca perda de vitalidade devido um déficit público monumental (85 bilhões de dólares por ano) e um crescimento econômico pífio (1,18% do PIB em 2008), a França precisa de novos mercados. Eles estão, sobretudo, nos países emergentes. A França não tem influência nem se dá tão bem com a China, que faz o que quer. A Índia sempre foi parceiro tradicional dos inglêses por razões históricas e culturais, e com o fim da Guerra Fria, onde mantinha uma posição de pais não alinhado, mas simpáticos aos soviéticos, aproximou-se agora dos Estados Unidos. A Rússia prefere tratar mais com a Alemanha do que com a França. Sobrou o Brasil para o governo de Nicolas Sarkozy.

É neste contexto que esta previsto para a segunda semana de agosto um parecer técnico, elaborado pela Aeronáutica, sobre a concorrência para compra de 36 aviões caças no valor de 4 bilhões de reais. O Rafale, fabricado pela francesa Dassault Aviation cujo centro de produção em Mérignac tem capacidade de produzir 30 aviões por ano, atende aos requisitos formulados pelo Ministério da Defesa. O maior atrativo não é só o desempenho do avião e adequação as necessidades da Força Aérea Brasileira (FAB), mas a transferência de tecnologia. Os franceses prometem repassar o código-fonte do caça bireator aos brasileiros. A posse da informação permite, por exemplo, fabricar o Rafale no Brasil em quase total independência.

A decisão da compra dos caças, embora passe pelo escrutínio de uma avaliação técnica, é política. Quem decide, no final, é o presidente Lula. Na sua passagem por Paris, falando a respeito dos entendimentos para os modos de financiamento entre um grupo funcionários do Ministério da Fazenda e da Defesa com o governo e bancos franceses, Nelson Jobim deu uma pista. “Queremos que tudo esteja pronto até o 7 de setembro”, disse ele. A data coincide com a visita de Nicolas Sarkozy ao Brasil para inaugurar o ano do seu país no país de Lula. A escolha do Rafale são favas contadas.



Por Antonio Ribeiro - 07:47 | Enviar Comentário | Ler Comentários (2)

 18 de julho de 2009

DEFESA
A cobra vai fumar


No dia 16 de julho, Veja.com revelou, com exclusividade, que a viagem de 8 parlamentares brasileiros a Paris foi paga pelo setor aeronáutico francês. A Dassault Aviation fabricante do Rafale, um dos litigantes na concorrência para escolher os 36 novos caças da FAB, no valor de 4 bilhões de reais, foi quem mais contribuiu para cobrir as despesa durante a estadia de uma semana inteira dos congressistas.

Notem bem, quem convidou os deputados foi o governo francês através do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN). Quem pagou a conta foi o setor privado francês, interessado na concorrência. Os jornais brasileiros talvez por estarem acostumados com tantos despautérios de seus políticos e governantes, deram nota de pé de página.

Esta coluna tem por princípio não reproduzir reportagens de outros veículos de imprensa. Mencionamos, indicamos, fazemos referência. Nosso juízo é o seguinte: se o leitor deseja ler um texto de reportagem do O Globo, por exemplo, ele pode acessar site do jornal, comprá-lo na banca ou fazer uma assinatura. Não se trata só respeito ao direito autoral, mas ao investimento que revistas, jornais, TVs fazem em jornalismo, prática capital para a boa informação e funcionamento da democracia.

Desta vez, no entanto, dadas as circunstâncias, vamos abrir uma exceção. O blog DE PARIS reproduz abaixo um texto muito pertinente do jornalista da Folha de São Paulo, Igor Gielow. Ele aborda a questão da concorrência para compra dos caças e do lobby francês.

FOLHA DE SÃO PAULO, 18 de julho de 2009

O nó dos caças

Por Igor Gielow

BRASÍLIA - Enquanto Nelson Jobim curte suas férias na Europa, no Ministério da Defesa há uma caveira de burro monumental enterrada à sua espera. Trata-se da decisão sobre a compra dos novos caças para a Força Aérea Brasileira.

Na hipótese de a FAB selecionar o preferido de Jobim, o francês Dassault Rafale, o ministro passará um bom tempo explicando os motivos da escolha. Ele terá argumentos, mas o questionamento é certo. Se os militares forem de Gripen (Saab sueca) ou Super Hornet (Boeing americana), o abacaxi será mais espinhoso. Jobim terá de acatar algo contra o que trabalhou até aqui, que é uma parceria em todas as áreas com a França, ou então irá bater de frente com os brigadeiros e forçar a escolha pelo Rafale.

Seja qual for o cenário, é saudável a visibilidade sobre uma disputa de no mínimo uns R$ 4 bilhões — provavelmente muito mais. Em qualquer lugar do mundo, compra militar é coberta por um véu de segredo. Natural: é a segurança do país em jogo. Mas mesmo isso precisa de escrutínio público, e até aqui a FAB fez um trabalho transparente nas etapas de sua seleção. Só que agora é a hora da política, e dos pequenos ou grandes detalhes da negociação.

A revelação (adendo do blog DE PARIS: faltou a menção,"da Veja.com") de que a Dassault pagou para uma comitiva de deputados passear em Paris e ouvir sobre as virtudes do Rafale é desses detalhes. Num país sério, seria um dos grandes, e os deputados teriam de se explicar. Eles não decidem nada agora, mas será o Congresso que terá de aprovar o orçamento da FAB e os prováveis créditos extraordinários para pagar a fatura a seguir. Mas aqui é o Brasil, "pas sérieux", como não teria dito De Gaulle. Temos de ouvir o presidente da Câmara falar em "lobby elegante e saudável". Cabe perguntar o grau de refinamento dos próximos detalhes que podem emergir. E como os afetados irão reagir. 



Por Antonio Ribeiro - 06:05 | Enviar Comentário | Ler Comentários (7)

 17 de julho de 2009

DEFESA
No cardápio, o Rafale.


O ministro Nelson Jobim jantou ontem, 16 de julho, no Chateau Dassault, propriedade da família que controla o fabricante do caça Rafale, um dos três aviões litigantes, escolhidos pelo Ministério da Defesa, na concorência para renovar a esquadrilha da Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto FX-2 prêve compra de 36 aviões , cada um custa entre 100 e 150 milhões de dólares. Jobim vistou antes o Centro de Testes Militares Aéreos de Mont-de-Marsan, no sul da França, onde voou o jato que até hoje, além da França, nunca foi comprado por nenhuma força aérea no planeta. A agenda oficial do ministro não menciona o jantar, apenas "deslocamento para região de Saint Emilion." Informação vaga que permite imaginar até que o ministro iria terminar sua estadia na França visitando os famosos vinhedos da região. Nada sobre o jantar. De novo, there is no free lunch.



Por Antonio Ribeiro - 15:48 | Enviar Comentário | Ler Comentários (5)


TRANSPARÊNCIA PARLAMENTAR
Free lunch


Em Genebra, na União Interparlamentar (UIP), durante intervalo de um encontro sobre transparência legislativa, o presidente da Câmara, Michel Temer, conversou com Veja.com. Certa altura, apresentamos a seguinte pergunta: Não há nenhum constrangimento em representar o Brasil neste evento considerando a situação do presidente do Senado, José Sarney? “Eu estou muito a vontade aqui na Suíça, sou presidente da Câmara”, respondeu Temer.

Documento da UIP que balizou as linhas gerais do encontro entre parlamentares de diversos países sustenta que a “confiança nas instituições públicas é essencial para a democracia. Parlamentos não podem ser apenas transparentes, acessíveis, responsáveis e eficientes, mas eles precisam ser visto dessa maneira."

A assessoria do Presidente da Câmara enviou ao blog DE PARIS o convite do governo francês para visita de uma semana de 8 congressistas brasileiros à Paris. O Presidente do Conselho Administrativo do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN) que coordenou a visita informou a Veja.com que as despesas dos parlamentares foram pagas pela industrias aeronáuticas francesas, cuja maior parte ficou por conta da fabricante do caça Rafale, a Dassault Aviation.

Em tempo: na França, lobby, o termo inglês que significa a tentativa de influênciar politicos e pessoas derteminantes em uma questão, é palavrão. Os nativos preferem o eufemismo "promoção". Ainda não encontraram um substituto para there is no free lunch, a assertiva de que não existe almoço grátis.



Por Antonio Ribeiro - 05:36 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)

 16 de julho de 2009

EXCLUSIVO VEJA.COM
Dassault pagou a maior parte da viagem dos parlamentares.


Entrevistado com exclusividade pela Veja.com, Olivier Darrason, Presidente do Conselho Admisnitrativo do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN), disse: “Nós coordenamos a agenda dos parlamentares brasileiros na França, oferecemos um almoço, mas quem financiou as despesas da viagem foram as industrias aeronáuticas francesas, cuja maior participação foi da Dassault Aviation.” A Dassault Aviation é a frabricante do Rafale, um dos três caças selecionados pelo Ministério da Desa para renovar a esquadrilha da Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto FX-2 prêve compra de 36 aviões — cada um custa entre 100 e 150 milhões de dólares. Leia os posts abaixo



Por Antonio Ribeiro - 14:27 | Enviar Comentário | Ler Comentários (2)


DEFESA
Instituto francês nega ter pago viagem de congressistas


Sete parlamentares viajaram a Paris — o presidente da Câmara Michel Temer, o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), o líder do PT, Candido Vacarezza (SP), líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), o presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, Raul Jungmann (PPS-PE), o vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG) além de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Carlos Zarattini (PT-SP) — onde permanecerm uma semana, do dia 11 ao 16 de julho.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo com o título Por jatos França banca viagem dá conta que os “anfitriões” pagaram as passagens e estadia dos deputados no país. Os congressistas foram convidados pelo Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional, IHEDN na sigla em francês. Julien Chaboud, o responsável do IHEDN pela organização da visita dos palarmentares brasileiros, em entrevista a Veja.com, desmente categorimente que o instituto pagou as despesas dos parlamentares brasileiros. "Não mesmo, não pagamos passagens e estadias em hóteis ", diz ele.

Perguntados pela Embaixada do Brasil na França se queriam, como é de praxe, que a imprensa fosse informada da presença deles em Paris, os deputados pediram discrição. A viagem faz parte de um lobby militar francês para venda com transferencia de tecnologia de 51 helicopteros, 5 submarinos — um deles de propulsão nuclear — e de 36 aviões caças Rafale que ainda dependem de um parecer tecnico da Aeronáutica que podem optar pelo F-18 Super Hornet, da americana Boeing, ou  o Gripen NG, fabricado pela sueca Saab.

Michel Temer (PMDB-SP) disse que "houve um lobby muito saudável e elegante". Segundo o presidente da Câmara, os franceses estão querendo "sensibilizar" os congressistas brasileiros que assistiram o desfile militar do 14 de Julho como convidados de honra na Tribuna Presidencia, na Praça da Concordia. Temer, que defende a permanencia de José Sarney na presidência do Senado, seguiu para Genebra, onde participa de um seminário sobre transparência parlamentar.

Para o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP) não existe lobby. "Não decidimos nada." Detalhe edificante : a compra do equipamento militar envolve o Orçamento da União, votada no Congresso. Uma missão composta por funcionários do Ministério da Defesa e da Fazenda está discutindo com os franceses o modo de financiamento da compra dos equipamentos militares. O custo dos 51 helicópteros, dos 5 submarinos e a construção de uma base para os últimos em Sernambetiba, deve ser anunciado amanhã.



Por Antonio Ribeiro - 12:59 | Enviar Comentário | Ler Comentários (3)

 15 de julho de 2009

VOO 447 DA AIR FRANCE (RIO-PARIS)
Destroços do Airbus 330-200 chegam a França


O navio Ville de Bordeaux aportou ontem a Pauilliac, no estuário do rio Gironde, sul da França. Desta vez, transportando não sua carga habitual, as peças do Airbus A380, o maior avião do mundo, vinda de 16 pontos diferentes da Europa. O navio chegou do Recife com os 640 destroços do Airbus 330-200 do voo AF 447 cujo acidente matou 228 pessoas.

Os destroços serão levados em seguida por caminhões para o Centro de Testes Aeronáuticos, CEAT na sigla em francês, em Balma, subúrbio de Toulouse. A chegada do comboio está prevista para o dia 18 de julho. Os destroços serão examinados por peritos do Escritório de Investigações e Análises da Avião Civil francesa (BEA) e pela policia judiciária.

De passagem por Paris, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse a Veja.com, que o resultados das autópsias dos corpos das vítimas, reclamado pelo BEA, não foram enviadas porque ainda não foram concluídas. “Quando os legistas terminarem seu trabalho, ele será enviado sem problemas.”

A revista L’Express, o mais importante semanário de informação geral da França, fez uma reportagem com o título: “Especialistas questionam a independência do BEA.” A matéria jornalística menciona o BLOG DE PARIS:

“Durante a terceira entrevista coletiva à imprensa do BEA, o tom subiu entre seu presidente e o jornalista brasileiro Antonio Ribeiro, correspondente da revista VEJA, que conta com 900.000 assinantes.

O jornalista fez notar a Paul Arslanian que ele estava esquivando-se das questões e o apelidou de “caixa-preta do BEA” no seu blog. A razão do silêncio de Arslanian? Interesses coorporativos, segundo Antonio Ribeiro.

‘Está em jogo a sobrevivência da Air France depois do maior acidente da sua história. O sucesso da Airbus depende em muito dos resultados das investigações do BEA, inteiramente financiada pelo contribuinte francês’, escreveu o jornalista brasileiro em seu blog.”

A reportagem cita também o deputado socialista francês Odile Sauges, que presidiu uma missão parlamentar de segurança aérea. O parlamentar lembra que o BEA não tem a independência desejada se comparado com seus equivalentes fora da França, sobretudo, com o NTBS americano.

Sauges afirma: “Há momentos onde eles [os peritos do BEA] não podem dizer tudo, por razões de ordem diplomática, como no caso do acidente em Charm El-Cheik e há outros momentos onde, nós compreendemos, não se diz tudo porque há fortes prioridades industriais.”

A reportagem lembra que no acidente de Mont Saint-Odile (1992), contrário à policia judiciária, o BEA não responsabilizou o fabricante do avião nem a companhia aérea.

Debaixo do sub-título “Consanguinidade”, a reportagem do L’Express informa que Paul-Louis Arslanian, diretor do BEA, e Pierre-Henry Gourgeon, presidente da Air France, se conhecem de longa data. Eles foram colegas na escola Politécnica, formaram-se juntos na turma de 1965, assim como Noel Forgeard, antigo diretor da Airbus.

Gourgeon pelo envolvimento no acidente de Mont-Odile e Forgeard por utilizar informações privilegiadas no mercado financeiro foram investigados pela Justiça francesa. 



Por Antonio Ribeiro - 10:32 | Enviar Comentário | Ler Comentários (3)

 14 de julho de 2009

1.VERÃO EM PARIS
14 de julho


Celebra-se hoje, 14 de julho, a Queda da Bastilha, festa nacional da França. O dia marca também um hiato de férias que encerra no 15 de agosto. A maioria dos parisienses abandona a cidade. A capital só não fica deliciosamente vazia porque é o período de maior afluência do turismo mundial — 75 milhões de visitantes por ano. Boa hora para lembrar o que é chic, elegante, e as escolhas não muito bem vistas às margens do rio Sena, no verão 2009. Confira nos posts abaixo.

O tradicional desfile militar na Avenida dos Champs-Elysées teve como destaque 400 soldados das forças armadas da Índia. Há um esforço formidável da França para conquistar novos mercados, sobretudo, entre os países emergentes. A tribuna presidencial recebeu um convidado de honra, o ministro da Defesa,  Nelson Jobim. Ele está na França para fechar o financiamento de 23 bilhões de reais referente a dois projetos na área de cooperação militar, parte da parceria estratégica entre o Brasil e a França.

O Brasil propõe comprar da França 51 helicópteros de transportes de tipo EC-725, 4 submarinos modelo Scorpène e o desenvolvimento de um outro, de propulsão nuclear. Os acordos preveem a transferência de tecnologia francesa e a fabricação dos equipamentos no Brasil, onde será construída uma base de submarinos em Sernambetiba no Rio de Janeiro cujo custo está incialmente previsto em 3 bilhões reais.

Em agosto, um parecer técnico da Aeronáutica aconselhará a opção brasileira para repor e aumentar o número de seus aviões caça, o chamado projeto F-X2. A escolha dos 36 caças cujo custo da unidade esta estimado entre 100 e 150 milhões de dolares é entre o F-18 Super Hornet (da americana Boeing),  o Gripen NG (da sueca Saab) e o Rafale (da francesa Dassault Aviation).

Embora não admita publicamente, Jobim tem preferência pelos franceses. "Eles proporam de cara a transferência de teçnologia e são os únicos a dominar inteiramente a cadeia de produção, isto se deve a decisão do De Gaulle de não alinhar-se com a OTAN, os franceses foram obrigados a fabricar tudo sozinhos", disse o ministro a Veja.com.



Por Antonio Ribeiro - 12:26 | Enviar Comentário


2. VERÃO EM PARIS
Estilo da estação: nouveau modeste


Para as mulheres, o retrô ligeiramente étnico. O sarouel continua na moda sobre roupas brancas. Calçados: espadrilhas. Grandes bolsas completam o look. Para os homens, qualquer coisa que não inclua agasalhos esportivos, sandálias, calções, calças com grandes apliques nos bolsos e camisetas com slogans e logotipos. Os óculos de sol franceses Persol são um must para ambos os sexos. A regra é simples, Paris é uma cidade elegante do norte não um balneário do Mediterrâneo.



Por Antonio Ribeiro - 12:20 | Enviar Comentário


3. VERÃO EM PARIS
Bulldog inglês é o cachorro da moda


O terrier deixou de ser o melhor acessório a quatro patas.



Por Antonio Ribeiro - 12:03 | Enviar Comentário


4. VERÃO EM PARIS
Toyota IQ é o carro


Fim de reinado do Smart. Grandes utilitários 4 X 4 são símbolos imbatíveis do mau gosto.



Por Antonio Ribeiro - 11:55 | Enviar Comentário


5. VERÃO EM PARIS
Andar de ônibus e de bicicletas


Bem, o metrô com cheiro de transpiração nunca teve boa nota nos verões. Entre as bicicletas, o modelo fixie é o mais apreciado, agora até pelas mulheres.



Por Antonio Ribeiro - 11:47 | Enviar Comentário
 
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