30/01/2013
às 15:57 \ Vasto MundoCristina Kirchner desrespeita a comunidade judaica da Argentina e ignora a Interpol ao estender tapete vermelho para o regime desvairado do Irã

Cristina Kirchner desconsidera as investigações já feitas e as conclusões da Interpol e estende um tapete vermelho ao regime pró-terrorismo do Irã (Foto Franklin Reyes / AP)
Indo de mal a pior, a presidente argentina Cristina Kirchner conseguiu de fato se superar nesse episódio de instituir uma “comissão da verdade” para investigar o atentado antissemita contra a sede da instituição judaica Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, em Buenos Aires, cujo resultado foram 85 mortes e mais de 300 feridos.
Ao convidar o governo pró-terrorismo do Irã para integrar a comissão, junto com representantes do próprio governo argentino, Cristina fez o equivalente a algo como solicitar ao demônio participação no processo de canonização de um beato católico.
Como se sabe, o Irã e seus paus mandados, como os terroristas do Hezbollah no Líbano, estão atolados até o pescoço nesse atentato e, não por acaso, depois de anos de investigação, oito cidadãos iranianos foram acusados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) de envolvimento no crime. A presidente ignora o trabalho investigativo feito até agora pelas próprias autoridades argentinas e as conclusões da Interpol, e estende um tapete vermelho para o Irã, dando uma mãozinha para romper o crescente isolamento a que está sendo crescentemente conduzido o regime tirânico, desvairado e autoritário dos aiatolás.
Não é de estranhar, pois, que o governo de Israel proteste, assim como os líderes da comunidade judaica argentina.
A influente comunidade judaica do país vizinho, estimada em 300 mil cidadãos, é a maior da América Latina, e, como escreveu o Reinaldo Azevedo, leva uma bofetada no rosto com a decisão da presidente. Trata-se, também, de uma bofetada no bom senso e um escárnio à comunidade internacional.
Tags: 85 mortes, Amia, antissemitismo, Argentina, atentado, Buenos Aires, comunidade judaica, Cristina Kirchner, Hezbollah, Interpol, Irã













































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