Blogs e Colunistas

Interpol

26/09/2014

às 18:00 \ Disseram

A PF não é mais a mesma

“Quando voltei da França, percebi que a PF não era mais a mesma. Resolvi me aposentar quase como num rompante. Digo brincando aos meus colegas que minha aposentadoria foi de protesto.”

Jorge Barbosa Pontes, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-diretor da Interpol no Brasil, referindo-se à sua volta ao país após chefiar o escritório da PF em Paris, em 2012

25/09/2014

às 6:00 \ Disseram

A ficha mais limpa

“Tenho a consciência que eu sou a ficha mais limpa da cidade de São Paulo.”

Paulo Maluf, deputado federal procurado pela Interpol, que continua em campanha mesmo tendo tido sua candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa

19/08/2014

às 18:32 \ Política & Cia

FIM DA VERGONHA: Ex-médico monstro, autor de 58 estupros e fugitivo da Justiça desde 2011, é finalmente preso no Paraguai

Roger Abdelmassih é preso no Paraguai (Foto: Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai)

Roger Abdelmassih, um dos foragidos mais procurados do país, já algemado depois de preso no Paraguai, em operação conjunta das autoridades locais com a Polícia Federal  (Foto: Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)

Condenado a 178 anos de prisão e foragido desde 2011, ex-médico foi preso em Assunção, no Paraguai. Ele era um dos 160 brasileiros na lista da Interpol

Por Laryssa Borges e Gabriel Castro, de Brasília, para o site de VEJA

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, um dos fugitivos mais procurados do país, foi preso na tarde desta terça-feira em Assunção, capital do Paraguai. Segundo o Ministério da Justiça, o médico foi detido em uma operação conjunta da Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogras paraguaia.

Abdelmassih será deportado imediatamente pelas autoridades paraguaias por estar na lista da Interpol. Ele tinha prevista chegada às 17h na cidade fronteiriça de Foz do Iguaçu (PR) e, provavelmente, será transferido para São Paulo.

Foragido da Justiça desde 2011, o médico foi condenado a 278 anos de prisão – foram 52 estupros e 4 tentativas contra 39 mulheres, pacientes de sua clínica especializada em reprodução assistida. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os crimes foram cometidos entre 1995 e 2008, nas dependências da clínica, localizada em um bairro nobre da capital paulista.

Abdelmassih chegou a ficar preso por quatro meses em 2009, mas foi solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O então presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, havia concedido habeas corpus em favor do médico por considerar que não havia risco à ordem pública.

Na avaliação do magistrado, como o registro profissional de Abdelmassih havia sido cassado, não haveria a possibilidade de reiteração dos abusos sobre as pacientes e não seria necessário manter o profissional preso. “A prisão preventiva releva, na verdade, mero intento de antecipação de pena, repudiado em nosso ordenamento jurídico”, disse Mendes na ocasião.

Em 2011, porém, a 2ª Turma do STF reformulou a decisão e cassou a liminar que permitia ao médico responder aos processos em liberdade. Na época, Roger Abdelmassih já era considerado foragido.

O caso – Na decisão de 194 páginas que o condenou, a juíza Kenarik Felippe, da da 16.ª Vara Criminal de São Paulo, narra em detalhes o ocorrido com cada uma das 39 vítimas do médico. Ao longo do processo judicial foram colhidos os depoimentos de 250 testemunhas vindas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná , Rio Grande do Norte, Piauí e Rio de Janeiro. O processo tem 37 volumes e 10.000 páginas.

As vítimas de Abdelmassih relataram à Justiça agressões sofridas na sala de consulta e de recuperação da clínica, especialmente após a coleta de óvulos, procedimento inicial para a reprodução assistida. Em muitos casos, as mulheres estavam saindo da sedação quando se viam envoltas pelo médico, que as beijava a boca, o pescoço e os seios, avançando, em mais de 50 casos, para relações sexuais forçadas.

As mulheres contaram ter escondido os episódios em um primeiro momento até mesmo de seus maridos, por vergonha ou medo que eles resolvessem fazer justiça com as próprias mãos. Elas se disseram intimidadas pela fama e o prestígio do médico. Muitas só decidiram denunciar os abusos após os primeiros casos serem divulgados pela imprensa.

A investigação contra Abdelmassih começou em maio de 2008 e veio a público em janeiro de 2009, provocando uma onda de novas denúncias de mulheres contra o médico. De agosto a dezembro do ano passado, ele ficou preso preventivamente, mas foi solto por decisão do Supremo.

A clínica do médico era a mais conceituada em reprodução assistida do país. Abdelmassih foi o responsável pela inseminação artificial de filhos de famosos como Pelé, Tom Cavalcante, Gugu Liberato e Carlos Alberto de Nóbrega.

23/07/2014

às 16:30 \ Política & Cia

Médico monstro que estuprou 58 clientes e foi condenado a 278 anos de cadeia, foragido desde 2011, leva vidão de milionário

Porta-retrato com foto do casamento de Abdelmassih com a ex-procuradora Larissa encontrado em uma das fazendas do médico em Avaré. A polícia suspeita que Abdelmassih e a mulher estiveram lá em algum momento nos últimos seis meses.

Porta-retrato com foto do casamento de Abdelmassih com a ex-procuradora Larissa encontrado em uma das fazendas do médico em Avaré (SP). A polícia suspeita que Abdelmassih e a mulher estiveram lá em algum momento nos últimos seis meses

TRÊS ANOS IMPUNE

Como o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por crimes sexuais contra as pacientes, financia sua fuga e escapa do rastreamento da polícia

Reportagem de Bela MegaleAlana Rizzo publicada em edição impressa de VEJA

Na qualidade de fugitivo mais procurado do Estado de São Paulo e um dos 160 brasileiros na lista da Interpol, era de esperar que o médico Roger Abdelmassih vivesse em condições bem mais precárias do que as que desfrutava no tempo em que era dono da clínica de fertilização in vitro mais famosa do Brasil e oferecia jantares para amigos como a apresentadora Hebe Camargo.

Documentos obtidos por VEJA, no entanto, mostram que o médico, condenado por 56 estupros e foragido desde 2011, não vem tendo problemas para se manter na clandestinidade.

Por meio de uma engenharia financeira montada pouco antes da condenação, ele recebe remessas regulares – e polpudas – de dinheiro na conta de sua mulher, a ex-procuradora da República Larissa Maria Sacco, que o acompanha na fuga e com quem está casado desde 2010.

A notícia de que um dos especialistas mais procurados na área da fertilização in vitro era investigado por crime sexual contra suas pacientes veio à tona no início de 2009. Meses depois, Abdelmassih começou a namorar Larissa e abriu em nome dela a Colamar, firma para a qual transferiu todos os direitos e clientes de uma de suas principais empresas.

A Agropecuá­ria Sovikajumi (o nome é a combinação das iniciais dos cinco filhos do médico – Soraya, Vicente, Karime, Juliana e Mirella) contava na época com capital de 2,5 milhões de reais e mantém negócios com as principais produtoras de suco de laranja de Avaré (SP).

Já a Colamar é uma empresa de fachada. Com capital de 10 000 reais, está sediada em uma casa abandonada em um terreno pertencente à família de Larissa, em Jaboticabal (SP). Não há nenhum sinal de ocupação do local. As únicas atividades da Colamar são intermediar os contratos da Sovikajumi com as produtoras de Avaré e garantir que parte da renda chegue a Roger e Larissa, que há dois anos tiveram um casal de gêmeos.

Os comprovantes de remessa da Colamar para a conta de Larissa a que VEJA teve acesso datam de 2011 e 2012 e mostram transferências que, em parcelas quase nunca superiores a 20 000 reais, somam até 64 000 reais por mês em uma única conta. Contratos comerciais das empresas mostram que até 2018 essas transações estão garantidas.

Em 2010, meses antes da fuga do médico, o promotor Roberto Senise Lisboa chegou a pedir a indisponibilidade dos bens de Larissa, incluindo a Colamar. O Tribunal de Justiça negou o pedido.

Além de Larissa, a Colamar tem como sócia a farmacêutica Elaine Khouri, irmã mais velha da ex-procuradora. É ela quem dá a palavra final sobre as movimentações financeiras da empresa e assuntos envolvendo Larissa.

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA) RASTROS — Extrato de transferência da empresa de fachada Colamar para a conta de Larissa e contrato de parceria da empresa negociando a exploração de safras de laranja até 2018 (Fotos: VEJA)

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA) RASTROS — Extrato de transferência da empresa de fachada Colamar para a conta de Larissa e contrato de parceria da empresa negociando a exploração de safras de laranja até 2018 (Fotos: VEJA)

Investigadores acreditam que Abdelmassih esteja fora do país e circule no exterior com passaporte falso ou adulterado (além do brasileiro, ele tem documento libanês). Em maio, a Polícia Civil de São Paulo recebeu uma denúncia de que o médico estaria no Brasil, em uma de suas fazendas em Avaré.

Numa operação de busca realizada no dia 29 daquele mês, encontrou o que acredita serem vestígios da passagem do casal. “Presumimos que Abdelmassih e a mulher tenham estado no local em algum momento no último semestre com base nos indícios que colhemos na casa”, disse o delegado Arthur Dian, chefe da operação e supervisor do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

Sobre a cama e espalhados pelo quarto do casal, policiais encontraram casacos das grifes Valentino e Chanel, chaves de carros importados, dezenas de pares de sapatos, gravatas e um porta-retrato (que ilustra esta reportagem) com a imagem de Larissa e Roger no dia do casamento. Havia ainda uma lista de roupas de mulher a serem transferidas de Avaré para Jaboticabal que a polícia acredita ter sido escrita por uma empregada da fazenda a pedido de Larissa. A lista traz a data de 30 de janeiro de 2014.

Nenhum dos funcionários ouvidos pela polícia confirmou a passagem de Roger e Larissa pela fazenda. As duas empregadas que estavam no local no momento da operação disseram ser contratadas de uma agropecuária cujos donos desconheciam.

Roger Abdelmassih foi preso em 17 de agosto de 2009. Ficou quatro meses na cadeia. Foi solto em 23 de dezembro do mesmo ano depois que o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, acatou pedido de habeas corpus feito por seus advogados. Desapareceu no início de 2011 após novo pedido de prisão e foi declarado foragido pela Justiça.

Um grupo de ex-pacientes do médico montou a associação Vítimas Unidas, que busca, por meio das redes sociais e informantes no Brasil e no mundo, notícias que possam fornecer pistas do criminoso. “Desejamos que o Es­tado tome providências para rastrear o caminho do dinheiro e seguir as pessoas com quem esse bandido tem contato”, diz a presidente da asso­ciação, Teresa Cordioli.

Pedidos recentes feitos pela polícia de quebra de sigilo telefônico e fiscal de pes­soas ligadas a Abdelmassih foram negados pela Justiça com o argumento de que, como instrumentos de inves­tigação, não se aplicam ao médico – já condenado.

06/06/2014

às 14:20 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Por 1 minuto e 16 segundos no horário eleitoral, lulopetismo vende o restinho da alma do “velho PT” em troca do apoio de Maluf — antes, o Diabo em pessoa — ao “poste” Alexandre Padilha

(Foto: Michel Filho/O Globo)

Maluf, o Diabo em pessoa para o PT durante a maior parte da existência do partido, abraça um feliz Alexandre Padilha, o “poste” que Lula quer eleger governador de São Paulo: mais um pedaço da antiga alma petista vendida no balcão eleitoral (Foto: Michel Filho/O Globo)

A adesão de quem era antes, para o PT, o Cão, o Maldito, o Inominável — Paulo Maluf — à candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo representou 1 minuto e 16 segundos que o PP malufista transferirá à coligação do PT no horário eleitoral gratuito.

Sim, ele, Paulo Maluf, que no dia 30 de maio passado anunciou que apoiará o lulopetismo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, a despeito de até então haver mantido apaniguados na administração do governador tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição.

Maluf continua sendo o mesmo velho Maluf de sempre. Além dos processos a que responde por iniciativa do Ministério Público de São Paulo, o deputado está na lista de procurados pela Interpol, a Polícia Internacional, por iniciativa da promotoria de Nova York, nos Estados Unidos, sob acusação da prática de crimes de furto, fraude e lavagem de dinheiro.

Segundo a promotoria novaiorquina, Maluf desviou 11,7 milhões de dólares de obras públicas quando foi prefeito de São Paulo (1993-1996) e utilizou a sucursal novaiorquinha do Banco Safra, de onde o dinheiro foi remetido para o paraíso fiscal da Ilha de Jersey (território autônomo do Reino Unido), para a Inglaterra e para a Suíça.

A ficha de Maluf na Interpol: se aparecer em qualquer dos 190 países-membros, será preso (Reprodução Interpol)

A ficha de Maluf na Interpol: se aparecer em qualquer dos 190 países-membros, será preso (Reprodução Interpol)

Isso virou um problemão para o ex-globetrotter Maluf, que antes costumava passar longas férias no exterior, de preferência em Paris, onde se hospedava no luxuoso hotel Plaza Athénée, cuja menor diária, hoje, equivale 1.898 reais: integrando a lista da Interpol, ele será preso se desembarcar em qualquer dos 190 países-membros da organização.

Agora aliado e amigão do PT e do lulopetismo, Maluf era o Cão, o Maldito, o Inominável.

Desde que surgiu na política, bajulando a ditadura para conseguir ser prefeito biônico de São Paulo, depois, sendo secretário dos Transportes e, posteriormente, utilizando métodos que todo mundo conhece para ganhar a “eleição” indireta para governador biônico (cargo que exerceu entre 1979 e 1982), Paulo Salim Maluf, quase 83 anos de idade, foi combatido ferozmente pelos militantes que, a partir da fundação do partido, em 1980, seriam os quadros do PT.

Seu modo de fazer política, seu modo de governar, suas prioridades como homem público, sua proximidade com a ditadura e sua vassalagem abjeta aos ditadores de plantão, a maneira pela qual conseguiu ser “candidato” a presidente pelo Colégio Eleitoral — tudo o que contribuiu para unir políticos moderados que até então apoiavam o regime militar para unir-se ao candidato da oposição ao Planalto, Tancredo Neves — eram o rigoroso extremo oposto de tudo o que o PT, então “moralizador”, dizia defender.

Dizia — bem entendido! Porque depois que “Lulinha paz e amor” se elegeu presidente, em 2002 (precedido por comportamentos heterodoxos de prefeitos e governadores petistas, alguns alvos de processos criminais na Justiça), as coisas mudaram muito.

REGISTRO PARA A HISTÓRIA -- O aperto de mãos antes inimaginável: Lula, derramando-se em sorrisos, com o antigo Diabo em pessoa -- e Haddad no meio (Foto: Folhapress)

REGISTRO PARA A HISTÓRIA — O aperto de mãos antes inimaginável: Lula, outrora alegado defensor da decência na política e na vida pública, derramando-se em sorrisos, com o antigo Diabo em pessoa — e Haddad no meio (Foto: Folhapress)

O deus todo-poderoso do lulalato abjurou umas tantas coisas, abriu os braços para gente como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e tantos outros do mesmo jaez, e acabou aceitando, feliz da vida, o apoio parlamentar do malufismo, que, em relação ao PT, sempre se situou na outra ponta do espectro ideológico “deztepaíz”.

Mais tarde, a partir de 2006, quando Collor se tornou senador– o mesmo Collor que havia, entre outras proezas, utilizado de forma sórdida a vida pessoal de Lula na histórica primeira eleição presidencial depois da ditadura, em 1989 –, sem problema e sem pudor algum aceitou a aliança com o homem escorraçado pelo povo e pelo Congresso da Presidência, e por aí vai.

Mas homenagear pessoalmente Maluf, como Lula fez no histórico dia 18 de junho de 2012, uma segunda-feira, foi um passo inédito, espantoso.

Significou um grau mais no constante processo de arremesso ao lixo que o PT pratica com suas antigas alegadas convicções e com sua superadíssima proclamação de rei da ética, que uma sentença condenatória no caso do mensalão terminaria de afundar  na lama.

O ex-presidente dirigiu-se à mansão de Maluf na rua Costa Rica, no Jardim América, em São Paulo, levando seu candidato a prefeito da capital, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, acompanhado de todo um séquito petista (leia reportagem do site de VEJA), para agradecer o apoio do ex-Diabo à candidatura que Lula havia tirado do bolso do colete.

A procissão de beija-mão antes impensável do petismo até a casa de Maluf foi o preço que o PT pagou para ter 1 minuto e 43 segundos a mais de tempo no horário eleitoral gratuito.

Foi mais um lote da antiga alma que o PT vendeu.

Um pedacinho mais do que sobrou voltou a ser vendido no dia 30, quando Maluf, sorridente, abraçou um Padilha ainda mais sorridente.

Lula, dessa vez, não esteve presente.

Será por pudor? Difícil responder, e também irrelevante, porque a foto anterior, histórica e despudorada, não mais sairá dos registros públicos.

18/11/2013

às 16:57 \ Política & Cia

REYNALDO-BH: Pizzolato fugir como um cão enxotado é até direito de qualquer bandido. Mas que lulopetistas defendam e festejem a fuga do covarde, ladrão e condenado, é demais!

A ficha de Pizzolato na área de "procura-se" da Interpol

A FICHA DE PIZZOLATO JÁ ESTÁ NA ÁREA DE BANDIDOS PROCURADOS INTERNACIONALMENTE PELA INTERPOL

Creio que é mais que hora de dar nomes aos bois. Por mais que este nomear seja considerado ofensa. E é.

A ofensa, porém só se consuma quando é contra homens decentes que têm na justiça e na ética o norte de suas vidas.

Quem abre mão destes valores não pode ser vítima de ofensa. Seria um contrassenso.

Basta de aturarmos, em nome de uma posição democrática e de convivência de adversários de ideias, opiniões e comentários defendendo bandidos e atacando o Estado de Direito.

BASTA!

Que em alguns momentos perca a cabeça é até compreensível. Que nunca mais as achem, é desastroso.

Um bandido condenado em um processo que respeitou TODAS as condições de respeito ao contraditório, que observou regras constitucionais, que foi até leniente com absurdos jurídicos em nome de uma protelação desejada ad aeternum, fugiu do Brasil.

Covardemente abandonou companheiros (fuga sempre é uma admissão de culpa) e, à distância, observa com os bolsos forrados com os subornos que recebeu e que hoje permite a sobrevivência. Prefiro – em minha escala de valores – Silvio Pereira. O único dos mensaleiros-petistas que confessou o crime e recebeu o benefício da delação premiada, quando admitiu o esquema corrupto.

E vejo argumentos PODRES E ABJETOS até em defesa desta fuga que desonra o Brasil, é um escárnio à Justiça e prova inconteste de confissão.

Que Pizzolato tenha coragem de fugir como um cão enxotado, é até direito de qualquer bandido.

Que lulopetistas venham defender e até festejar a fuga do covarde, ladrão e condenado, é demais!

Uma inversão completa de valores.

Admira-se e protege-se o ladrão em fuga. O assaltante que pula o muro e corre do camburão. O trombadinha que desvia dos perseguidores se escondendo em algum bueiro. A dona de prostíbulo que diz alugar quartos às “meninas” e desaparece em alguma esquina de algum bairro de meretrício.

E a plateia de lulistas e petistas, prontos a defender até o nazista com medalha no peito, exalta a fuga e o fugitivo.

Sequer sentem que defendem o DESRESPEITO pleno à Justiça. A valer o modo de Pizzolatto tratar do crime a que foi condenado, tenhamos todos passaportes da outros países. Afinal, Itália, Portugal e Espanha podem nos conceder (com algum esforço) estes documentos.

O mesmo passaporte (e condição legal) obtido por Marisa Letícia Lula da Silva foi usado por Henrique Pizzolato para fugir e zombar do Brasil. Foram-lhe dado TODOS os meios de se defender. E mesmo assim, a covardia típica dos camaradas que querem reescrever a história resultou na ofensa a um país.

Insisto: direito dele. Não tem filhos. Esta à salvo de encará-los.

Mas aos que defendem este ABSURDO em qualquer país do mundo, que pensem melhor.

BASTA!

Estão passando do desvario para o ridículo histérico.

Ou já estavam nele e não percebi?

30/01/2013

às 15:57 \ Vasto Mundo

Cristina Kirchner desrespeita a comunidade judaica da Argentina e ignora a Interpol ao estender tapete vermelho para o regime desvairado do Irã

Cristina Kirchner desconsidera as investigações já feitas e as conclusões da Interpol e estende um tapete vermelho ao regime pró-terrorismo do Irã (Foto Franklin Reyes / AP)

Indo de mal a pior, a presidente argentina Cristina Kirchner conseguiu de fato se superar nesse episódio de instituir uma “comissão da verdade” para investigar o atentado antissemita contra a sede da instituição judaica Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, em Buenos Aires, cujo resultado foram 85 mortes e mais de 300 feridos.

Ao convidar o governo pró-terrorismo do Irã para integrar a comissão, junto com representantes do próprio governo argentino, Cristina fez o equivalente a algo como solicitar ao demônio participação no processo de canonização de um beato católico.

Como se sabe, o Irã e seus paus mandados, como os terroristas do Hezbollah no Líbano, estão atolados até o pescoço nesse atentato e, não por acaso, depois de anos de investigação, oito cidadãos iranianos foram acusados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) de envolvimento no crime. A presidente ignora o trabalho investigativo feito até agora pelas próprias autoridades argentinas e as conclusões da Interpol, e estende um tapete vermelho para o Irã, dando uma mãozinha para romper o crescente isolamento a que está sendo crescentemente conduzido o regime tirânico, desvairado e autoritário dos aiatolás.

Não é de estranhar, pois, que o governo de Israel proteste, assim como os líderes da comunidade judaica argentina.

A influente comunidade judaica do país vizinho, estimada em 300 mil cidadãos, é a maior da América Latina, e, como escreveu o Reinaldo Azevedo, leva uma bofetada no rosto com a decisão da presidente. Trata-se, também, de uma bofetada no bom senso e um escárnio à comunidade internacional.

20/01/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Maluf, procurado em 186 países onde será preso se desembarcar, recebe homenagens da elite política. É o fim da picada

O vice Michel Temer, pouco depois de saudar Maluf, que é cumprimentado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) na convenção estadual do PP

Post publicado originalmente a 30 de maio de 2011

Amigos, a coisa não aconteceu agora, foi no domingo anterior ao passado, mas nunca é tarde para exprimir uma indignação.

No caso, minha indignação com a cabulosa presença de parte da elite política brasileira na posse do deputado Paulo Maluf como presidente do PP de São Paulo.

Estavam lá, lépidos e pimpões, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado mais votado do Estado nas eleições passadas, Gabriel Chalita (por enquanto no PSB, mas rumando para o PMDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD), cria política do ex-presidenciável José Serra, e um dos mais duros e implacáveis críticos de Maluf no passado, o ex-deputado tucano e hoje secretário de Energia paulista, José Aníbal – entre outros.

Ordem de captura internacional desde 2007

Amigos, não é possível! Até há pouco, Maluf era tido, visto e apontado como a encarnação do mal, como tudo o que de pior há na política. Agora, é paparicado, em nome de apoios políticos e eleitorais.

É o fim da picada: desde março do ano passado, o ex-prefeito é procurado em todo o planeta pela Interpol, a polícia internacional, e será preso se desembarcar em nada menos do que 181 países do mundo.

Sua ordem de captura foi expedida em 2007 pela Justiça de Nova York sob a acusação de conspiração, fraude e roubalheira de dinheiro público por, como prefeito (1993-197), ter entre outras coisas supostamente desviado recursos das obras da Avenida Jornalista Roberto Marinho (ex-Água Espraiada) para contas em entidades financeiras de Nova York, de onde a dinheirama teria se espalhado para a Suíça, o Reino Unido e o paraíso fiscal britânico da Ilha de Jersey, no Canal da Mancha.

A denúncia na Justiça americana é de responsabilidade do promotor de Nova York Robert Morgenthau, que trabalhou em investigação conjunta com integrantes do Ministério Público paulista desde 2001.

Onde está o pudor em confraternizar com alguém procurado pela Interpol?

Do ponto de vista jurídico estrito, Maluf não foi condenado. Mesmo assim, em minha modesta opinião, esses políticos, especialmente o governador Alckmin, deveria ter algum pudor em confraternizar com alguém que hoje só pode sair do Brasil para visitar a Coreia do Norte, os Estados Federados da Micronésia, as Ilhas Salomão, Kiribati, Palau, Tuvalu e Vanuatu – os únicos países do planeta que não são filiados à Interpol e nos quais, portanto, não vale a ordem internacional de capura de Maluf. (Ele não pode ser preso no Brasil porque o pedido é da Justiça dos Estados Unidos e o país, segundo a Constituição, não concede a extradição de seus nacionais).

O ex-prefeito, que tinha uma suíte permanente no luxuosíssimo Hotel Plaza Athenée de Paris e esteve preso durante 40 dias em 2005 numa carceragem da Polícia Federal, hoje não pode nem atravessar a fronteira em Foz do Iguaçu para dar um pulinho no Paraguai.

E, no entanto, foi enaltecido como homem público e saudado como “grande colaborador” do governo Dilma pelo vice Michel Temer, e saudado pelo governador Alckmin, que disse de sua “alegria” por ter, desde há algumas semanas, o apoio do PP na Assembleia Legislativa – negociado por ele próprio, contra indicações de Maluf para seu governo.

O que diria Mário Covas?

O mentor político de Alckmin, o falecido governador tucano Mário Covas – talvez o mais duro e implacável adversário de Maluf ao longo de sua vida pública – deve estar se revirando no túmulo com a atitude do afilhado.

Tudo de olho nas eleições municipais do ano que vem e nas presidenciais de 2014. O que não se faz, no Brasil, em nome de vencer.

Deliciado, Maluf tinha um sorriso malicioso nos lábios quando, sobre eventuais alianças, disse:

– Nós, que somos do bem, faremos coligação com quem for também do bem.

Vejam a ficha do homem “do bem” no “procura-se” da Interpol:

02/11/2012

às 14:00 \ Política & Cia

Maluf e Genoino: o dilema de ficar, ou de sair

Maluf é procurado pela Interpol, e Genoino foi condenado por crimes do mensalão

Maluf e Genoino: um tem problema se sair; o outro, se ficar (Fotos: veja.abril.com.br)

Genial frase do jornalista Carlos Brickmann em sua coluna publicada na quarta-feira, 31, em vários jornais, referindo-se a dois políticos que, Deus sabe como, estão hoje do mesmo lado:

–Maluf corre o risco de ser preso se sair do país. Genoino, se ficar.

16/10/2012

às 11:00 \ Política & Cia

Roberto Pompeu de Toledo: O caminho aberto com as condenações do mensalão será sustentável, entre muitas outras premissas, quando incluir a devolução do dinheiro

Tal qual a ocasião das manifestações fora-Collor, estamos me um momento de enorme esperança: "Agora vai!"

Tal qual a ocasião das manifestações fora-Collor, estamos em um momento de enorme esperança: "Agora vai!"

Publicado na edição de VEJA que está nas bancas

É SUSTENTÁVEL?

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo

O saldo maior do julgamento do Supremo Tribunal Federal é a defesa do Estado democrático de direito. Por não acreditar nele, o PT tentou revogá-lo, ao revogar o Congresso

E lá vamos nós, outra vez. Tal qual na deposição de Fernando Collor, tal qual na denúncia dos anões do Orçamento, tal qual nas vitórias eleitorais de candidatos ou partidos nas quais se vislumbrava a vitória da ética e dos bons costumes, eis-nos embalados pela esperança de que agora vai, agora é para valer, o país superou uma etapa e galgou um novo patamar civilizatório.

Nenhuma dúvida de que o julgamento do mensalão representa uma virada de página. Jamais tantos e tão notáveis réus foram condenados. A questão é saber se o movimento iniciado pelo Supremo Tribunal Federal é “sustentável”, para formar emprestada uma palavra mais frequente no repertório dos economistas e ambientalistas. Nesse ponto, o passado nos condena.

Em seguida ao caso Collor imaginou-se que estava exorcizado o risco de alguém tentar algo parecido. Da perspectiva de hoje, transparece que não poucos candidatos e partidos enxergaram ali um modelo de conquista e manutenção do poder muito útil, desde que executado sem tanta ostentação e despreparo, além de muito proveitoso para o patrimônio pessoal.

A ministra Cármem Lúcia, a admirável campeã dos votos curtos e da economia na erudição e na retórica, protagonizou um grande momento, na sessão da última terça-feira, ao insurgir-se contra a tese da defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. A ministra lembrou que o advogado de Delúbio, Arnaldo Malheiros, afirmara que o cliente não negava ter operado no caixa dois. E por que operara no caixa dois? Ora, acrescentou o advogado, porque a origem do dinheiro era ilícita.

Cármen Lúcia disse que nunca, em sua vida profissional, vira alguém comparecer a um tribunal para confessar um crime, e sugerir que sua prática é normal. “O ilícito não é normal”, continuou. “Caixa dois é crime, caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira. Fica parecendo que ilícito no Brasil pode ser praticado, confessado e que tudo bem. Não está tudo bem”.

O mote da ministra pode ser aproveitado em outras situações da vida brasileira, pública e privada. No Brasil, “é normal” subornar o guarda de trânsito assim como “é normal” os profissionais liberais perguntarem se o cliente quer fazer o pagamento com recibo ou sem recibo (eles também praticam o caixa dois).

Na vida pública, “é normal” fatiar o ministério entre escusos parceiros e mais “normal” ainda satisfazer com rendosas diretorias de estatais a cobiça dos aliados. O julgamento do mensalão coincidiu com a campanha para as eleições municipais, e o que se viu na campanha? O PT em São Paulo aliou-se a um político que não pode pôr o pé para fora da ilha de sossego chamada Brasil porque, sendo procurado pela Interpol, em qualquer outro país se arrisca a ser preso.

Apresentaram-se como candidatos, pelo país afora – como “é normal” – representantes de partidos que funcionam como estandes de venda de si mesmos. Nas negociações para as alianças do segundo turno, não se discutem, e nem sequer se finge discutir, convergências de programas. O que ocorre – como “é normal” – são transações em tomo de cargos e outras vantagens, algumas ilícitas, “e tudo bem”.

Em Sâo Paulo o PT aliou-se a um político procurado pela Interpol (Foto: Moacyr Lopes Jr. / Folhapress)

Em São Paulo o PT aliou-se a um político que não pode colocar o pé para fora da ilha de sossego chamada Brasil porque pode ser preso (Foto: Moacyr Lopes Jr. / Folhapress)

O saldo maior do julgamento do Supremo Tribunal Federal é a defesa do Estado democrático de direito. Por não acreditar nele, o PT tentou revogá-lo, ao revogar o Congresso pelo suborno.

O projeto, como disse o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, era de poder, não de governo, o que implicava uma trampolinagem nos constrangimentos impostos pelas instituições. A investigação que embasou o julgamento não foi longe o suficiente, no entanto, para rastrear o destino final dos muitos milhões de reais envolvidos no caso.

Ficou nos líderes e presidentes de partidos que recebiam as quantias e não apurou a quem teriam sido redistribuídas. Não só muita gente ficou de fora, como não se fixaram as bases para requerer a devolução do dinheiro. Como não “é normal” em episódios do gênero no Brasil, os réus foram condenados; mas, como “é normal”, o dinheiro escapou.

O caminho aberto com as condenações do mensalão será sustentável, entre muitas outras premissas, quando as condenações incluírem a devolução do dinheiro. Ou quando os partidos se empenharem em coligações baseadas em programas e não em fisiologia. Ou ainda quando, em seguida a um episódio como este, elegermos um Congresso melhor.

E será, pobres de nós, não quando cada um desses fatores se impuserem isoladamente, mas quando todos ocorrerem simultaneamente. Árduo é o percurso que ainda temos pela frente.

 

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