Blogs e Colunistas

iate

29/06/2014

às 19:00 \ Vasto Mundo

UM ESPANTO: Fidel Castro e sua inacreditável ilha particular (que não é Cuba)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

A ILHA DO CARA

Revelado o segredo dos altos índices de desenvolvimento humano em Cuba.

Eles devem estar sendo medidos na ilha privativa de Fidel Castro, um paraíso nababesco

Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA

Cultuado pelos partidos de esquerda do Brasil e da América Latina, Fidel Castro vende com facilidade a falsa imagem do revolucionário despojado, metido antes em farda de campanha e, agora, na decrepitude, em agasalhos esportivos Adidas que ganha de presente da marca alemã.

Inúmeros relatos de pessoas que privaram da intimidade de Fidel haviam arranhado a aura de asceta do ditador cubano. Sabia-se que ele manda fazer suas botas de couro, sob medida, na Itália; que tem um iate e um jato particulares; come do bom e do melhor – enfim, nada diferente da vida luxuosa levada, em despudorado contraste com a miséria do povo, por tantos ditadores de todos os matizes ideológicos no decorrer da história.

Mas, como manda o manual do esquerdismo latino-americano, que nunca conseguiu se afastar do culto ao caudilhismo populista, se a realidade sobre Fidel desmentir a lenda, que prevaleça a lenda. Assim, a farsa sobrevive. Assim, as novas gerações vão sendo ludibriadas.

Resta ver se a farsa vai resistir às revelações sobre a corte de Fidel que aparecem na autobiografia de um ex-guar­da-costas do ditador, Juan Reinaldo Sánchez. O livro, que está chegando às livrarias brasileiras no fim de junho com o título A Vida Secreta de Fidel (Editora Paralela), revela excentricidades que seriam aberrantes mesmo para um bilionário capitalista.

Algum rentista de Wall Street tem uma criação particular de golfinhos destinados unicamente a entreter os netos?

Fidel tem.

Os líderes das empresas mais valorizadas do mundo, Google e Apple, que valem centenas de bilhões de dólares, são donos de ilhas particulares secretas, vigiadas por guarnições militares e protegidas por baterias antiaéreas?

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Fidel tem tudo isso em sua ilha – e não se está falando de Cuba, que, de certa forma, é também sua propriedade particular.

O que o ex-guarda-costas revela em detalhes é a existência de uma ilha ao sul de Cuba onde Fidel Castro fica boa parte do seu tempo livre desde a década de 60. Nada mais condizente com uma dinastia absolutista do que uma ilha paradisíaca de usufruto exclusivo da família real dos Castro.

Juan Reinaldo Sánchez narra a liturgia diária do séquito de provadores oficiais que experimentam cada prato de comida e cada garrafa de vinho que chegam à mesa do soberano para garantir que não estejam envenenados. “A vida inteira Fidel repetiu que não possuía nenhum patrimônio além de uma modesta cabana de pescador em algum ponto da costa”, escreve Sánchez no seu livro.

A modesta cabana de Fidel é uma imensa casa de veraneio de 300 metros quadrados plantada em Cayo Piedra, ilha situada a 15 quilômetros da Baía dos Porcos, no mar caribenho do sul de Cuba. Quando Fidel conheceu Cayo Piedra, logo depois do triunfo de sua revolução de 1959, o lugar lhe pareceu o refúgio ideal para alguém decidido a nunca mais deixar o poder.

Eram duas ilhotas desertas sobre um banco de areia com uma rica fauna marinha. Condições excelentes para a caça submarina, um dos passatempos do soberano resignatário de Cuba. Muito se especulava sobre a existência do resort de Fidel, mas sua localização só se tornou conhecida agora, depois da publicação do livro de Sánchez. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

01/06/2014

às 16:30 \ Tema Livre

FOTOS DE VER PARA CRER: novo blog mostra jovens mimados e milionários torrando dinheiro e exibindo luxo alucinante

Uma conta de restaurante em St Tropez, na França, de mais de 100 mil euros!!!!!

Uma conta de restaurante em St Tropez, na França: quase 300 mil reaizinhos. “Mathu”, exibida no ticket, é abreviatura de Mathusalem, uma garrafa de champenha Dom Pérignon que, como se pode ver ali, custou 50 mil euros (126 mil reais). “Jero” é Jeroboam, garrafa de 3 litros. Talvez pela safra, custou proporcionalmente mais — 40 mil euros (

Publicado originalmente em 20 de agosto de 2012.

Amigas e amigos do blog, o que vocês estão vendo na foto acima não é invenção, nem nada: é uma conta de restaurante no valor de espantosos 107.524 euros — algo perto de 270 mil reais. A turma de 16 jovens que foi ao caríssimo Nikki Beach de Saint-Tropez, na Côte d’Azur francesa, se espalhou mesmo: só de caviar russo, mais de 36 mil reais; uma unica garrafa de champanhe Dom Pérignon certamente de exclusivíssima safra, 125 mil reais, quase a metade da conta. E por aí vai.

Essas e outras loucuras extravagantes, de jovens que torram dinheiro de forma alucinada — e, em plena crise econômica que afeta centenas de milhões de pessoas, mostram sem qualquer pudor o que possuem e o que gastam –, estão num blog recém-iniciado, que á uma das últimas febres da web, e está dando o que falar: o Rich Kids of Instagram.

Percorram-no, passem da home page e vejam com seus próprios olhos. Nem preciso comentar mais nada.

Confiram algumas das fotos de exibição de luxo e riqueza:

Para os amigos do blog que lêem inglês, é interessante ver pelo menos uma das matérias que vêm sendo publicadas sobre o fenômeno — esta, da CNN.

A dica deste post é do amigão do blog Hugo Sterman Filho, de São Paulo.

Festinha na piscina

Festinha na piscina da mansão

-

Até a metralhadora é de ouro

Este exibicionista revestiu de ouro até um fuzil — e postou no Instagram

-

Farra na Ferrari

Farra na Ferrari conversível

-

Lazer no iate

A dona do iate postou no Instagram seu roteiro — todinho ele na Côte d’Azur

-

Pulseirinhas da Hermès

Pulseirinhas da Hermès: seu valor, somado, daria para comprar um bom apartamento

-

Voo exclusivo

Esses vão passear no jato particular de um deles

-

Um pequeno closet, com milhares de peças

O closet da ricaça, com milhares de peças, é tão grande que, dentro dele, cabem até um sofá, cadeiras e puffs

-

Vidão

O tatuado mostra a mãnsão em que leva uma vida mansa

-

Continência, sim senhor

O Rolls-Royce é baratinho: por que não pisar no capô do carrão para a foto?

-

Ostentação

Uma fotinha para postar no Instagram antes de embarcar no iate

-

Quando chega o tédio

Na casa desse garoto não falta nada, nem a cabeça de um elefante africano empalhada — mas que tédio, não?

-

Leia também

Com crise e tudo, vejam os caríssimos artigos de superluxo que os muito ricos continuam comprando

Utilitários esportivos: luxuosos e no tamanho certo

Esta Europa não tem crise nenhuma: a Europa da indústria do superluxo. Confira os números incríveis

Vídeo deslumbrante — e milionário: a grife Cartier comemora 165 anos

Esqueça tudo o que você sabe ou pensa sobre iates — e fique boquiaberto com esses projetos. Num deles, o iate tem até vulcão próprio

 

09/03/2014

às 15:00 \ Tema Livre

COPA 2014: Milionários sem teto, coitadinhos

TERRA -- Como a vista acima é para poucos ... (Foto: Ernani D'Almeida)

TERRA — Como a vista acima é para poucos … (Foto: Ernani D’Almeida)

 

Reportagem de Alvaro Leme, publicada em edição impressa de VEJA

MILIONÁRIOS SEM TETO

Na falta de suítes de alto luxo no Rio de Janeiro, eles estão dispostos a pagar o que for por uma mansão (ou, vá lá, um iate) que sirva de pouso na Copa. O problema é achar

Imagine a angústia: você é um milionário fanático por futebol, quer porque quer assistir aos jogos da Copa do Mundo, escolheu o Rio de Janeiro como base, não regateia preços – e mesmo assim não consegue achar uma mansãozinha para se acomodar.

Hotéis, a esta altura, estão fora de cogitação. A rede hoteleira inteira da cidade, turística por excelência, conta com no máximo quinze suítes no padrão AAA, e todas elas já têm dono. O resultado é que, a quatro meses do início da Copa de 2014, os corretores do mercado de altíssimo luxo estão se desdobrando para encontrar pouso para sua exigente clientela. “Há muitos apartamentos grandes e perto da praia. Mas poucos atendem aos requisitos desse público: decoração descolada, eletrodomésticos de última geração, ar-condicionado silencioso e segurança máxima”, diz o corretor Rodrigo Barbosa, especialista em alojar os muito ricos que, só neste janeiro, já faturou o mesmo que em todo o ano de 2013.

Essa corrida frenética por casas, coberturas e até iates – isto mesmo: haverá hóspedes em plena Baía de Guanabara – tem o efeito colateral de elevar a alturas ainda mais rarefeitas o já extremamente inflacionado mercado imobiliário carioca. “Clientes que esperavam pagar 30000 reais por semana estão assinando contratos pelo dobro disso”, afirma Barbosa.

O público desse nicho de mercado é reduzido – menos de 0,5% dos 413 000 estrangeiros que, segundo o Ministério do Turismo, devem se hospedar durante a Copa no Rio de Janeiro, a cidade mais procurada pelos 600 000 turistas esperados no país. São poucos, mas querem muito.

“Nosso cliente não pode andar mais que vinte passos entre o helicóptero e o carro. Eu mesma calculo a distância”, ensina Maike Schlegel, ex-co­missária de bordo da primeira classe da Varig que atualmente ganha a vida alugando iates de milionários locais para celebridades internacionais como a cantora Rihanna e o ator americano Tommy Lee Jones, em troca de comissões de 10%.

A falta de imóveis luxuosos tem feito seu negócio disparar quase na mesma velocidade dos preços – para o nível de embarcações com que Maike trabalha, as diárias na Copa vão de 5000 reais (o iate de 43 pés) a 35000 reais (o de 120 pés). “Estou com mais de vinte reservas não preenchidas por falta de embarcação adequada”, diz Maike. “Tem gente na lista de espera já há seis meses.”

Na hora de fazer a ponte entre proprietário e hóspede, Maike e sua sócia, Lilian Fiedler, topam com um obstáculo comum tanto a barcos quanto a casas e apartamentos: é preciso muita lábia para convencer milionários daqui a emprestar sua propriedade em troca de remuneração.

“O brasileiro tem a ideia cafona de que quem aceita alugar o próprio iate está caído ou precisando de dinheiro”, diz Lilian. “No exterior todo mundo faz isso e fatura alto.”

O carioca Ricardo Rique, empresário aposentado que se dedica a desfrutar a vida e oferecer festas memoráveis, faz parte do reduzido rol dos que alugam, não escondem e até acham bom. “Aproveito para conhecer muita gente famosa”, conta ele, que recentemente cedeu o Rebeca à cantora Rihanna. Embolsou 15 000 reais por uma tarde.

MAR -- a via marítima ganha status, e empresárias como Lilian e Maike (à esq.) faturam alto (Foto: Ernani D'Almeida)

MAR — … a via marítima ganha status, e empresárias como Lilian e Maike (à esq.) faturam alto (Foto: Ernani D’Almeida)

Nesse aperto imobiliário pré-Copa, Rique foi sondado para fazer o que nunca fez: alugar seu apartamento em Ipanema (que tem a peculiaridade de ser inteirinho blindado) para o astro de Hollywood Ashton Kut­cher. Diante de uma tentadora oferta de 300 000 dólares (cerca de 800000 reais), cogita aceitar. “Por uma quantia dessas, não me incomodo em acompanhar a Copa pela televisão, em algum paraíso fora do Brasil”, argumenta.

Em terra, os bairros mais procurados são, como em qualquer época do ano, Leblon e Ipanema. Nesses dois locais, o aluguel de uma boa cobertura está variando de 200 000 a 500 000 reais pelo mês que dura a Copa, aí incluídos serviços como geladeira sempre abastecida, mordomo, faxineira, governanta, motorista e, a pedido, intérprete.

Já as mansões para esse público se concentram no bairro do Joá, lar de celebridades nacionais como Luciano Huck e que hospedou recentemente o cantor Justin Bieber em sua barulhenta passagem pela cidade. A diária de uma casa com sete suítes, piscina aquecida, salas de massagem e pilates e quadra de tênis sai por 15 000 reais.

Até regiões menos glamourosas estão aproveitando a explosão da demanda de alto luxo: em Botafogo, bairro de pouco charme mas com vista maravilhosa para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, o consultor de marketing francês Jean-François Estienne já está de malas prontas para desocupar e alugar seu apartamento de quatro quartos e 400 metros quadrados durante a Copa. “As pessoas batem o olho no cenário e se encantam. Isso ajuda a fechar o negócio mais depressa”, comenta.

Não será a primeira vez que Estienne aluga seu imóvel, mas promete ser a mais lucrativa: na sua “tabela” da Copa a diária dobrou, para 5000 reais. Alguém se habilita?

20/12/2013

às 18:13 \ Tema Livre

Vídeo: o maior e mais caro iate do mundo. Custou 1 bilhão de dólares

O iate ‘Eclipse’ do bilionário russo Roman Abramovich.

Publicado originalmente em 28 de janeiro de 2011.

campeões de audiência 02Nem os mais excêntricos príncipes e reis árabes têm nada parecido ao Eclipe (foto acima e vídeo abaixo), o fantástico iate de 1 bilhão de dólares e 170 metros de comprimento do ziliardário russo Roman Abramovich, cuja fortuna, oriunda de todo tipo de manobras escusas nos primeiros e caóticos anos da Rússia pós-queda da União Soviética, inclui de petróleo a minérios, passando pelo time de futebol inglês do Chelsea e um naco da companhia aérea Emirates.

O Eclipse é o maior iate do mundo. Tem 24 cabines confortabilíssimas, duas piscinas, não um, mais dois helipontos — com helicópteros, naturalmente — e até um sistema de defesa antimísseis. A maravilha de exagero de quem ganhou dinheiro fácil foi construída pelos estaleiros alemães Blohm & Voss,  de Hamburgo, na Alemanha.

Confira o bichão também no vídeo abaixo:

11/08/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Conheça o maior e mais caro iate já feito no Brasil: 25 metros de comprimento, 50 toneladas de peso — e preço de 12 milhões de reais

Essa belezinha brasileira custa apenas R$ 12 milhões

Essa belezinha brasileira custa apenas R$ 12 milhões

Matéria de Rodrigo Brancatelli, publicada na revista ALFA

80 PÉS MADE IN BRAZIL

O maior iate já fabricado no Brasil custa R$ 12 milhões e já conta com quatro compradores

O mercado de luxo que mais cresce hoje em dia não é medido em metros quadrados, muito menos em recordes de velocidade. É tratado em “pés”, unidade de comprimento que normalmente pede a ajuda de uma calculadora para ser compreendida.

E não passa dos acanhados 70 km/h, o mesmo que uma girafa ou, talvez, um coelho correndo. Ainda assim, com o perdão do trocadilho, o Brasil virou o porto seguro para os negócios da indústria náutica.

Desde 2010, o segmento cresce em torno de 15% ao ano, o triplo que o PIB, e empresários apostam em uma alta de 50% nas vendas de iates até dezembro. Na disputa por esse mercado que vende 150 embarcações de grande porte e movimenta R$ 900 milhões por ano, o país agora conta com o primeiro megaiate totalmente nacional, construído em um estaleiro de Santa Catarina.

Os seus 80 pés ou 66 km/h de velocidade máxima podem não dizer muito para um leigo, mas seu preço na casa dos R$ 12 milhões ajuda a entender a efervescência do setor.

Conforto e elegância

Parte do interior do Schaefer 800: 50 toneladas de peso total

“A concorrência tem aumentado muito nos últimos tempos. E precisamos sempre oferecer o que há de melhor e mais exclusivo ao cliente brasileiro”, diz o empresário e designer de iates Márcio Luz Schaefer, responsável pelo Schaefer 800 – com quase 25 metros de comprimento e 50 toneladas de peso, seu barquinho é o maior construído por uma empresa nacional e já conta com quatro pedidos fechados.

“O brasileiro que compra iate é muito diferente do europeu, por exemplo. O estrangeiro normalmente compra barcos com financiamento, para velejar durante as férias sozinho ou com a esposa, no máximo. Já por aqui, o mercado náutico é para clientes de alta renda, mas que têm famílias grandes, muitos amigos, sempre estão rodeado de várias pessoas. Então sempre temos que ter um cuidado a mais com o luxo e estrutura dos iates.”

 

4 desses já estão vendidos

A cabine do grande iate. Quatro deles já estão vendidos

Apaixonado por velejar e desenhar barcos desde os 15 anos de idade, Márcio Schaefer foi quatro vezes campeão brasileiro na classe oceano e estudou arquitetura naval em Buenos Aires. Desde que criou seu estaleiro em uma área de 15 mil m² no município de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, em 1992, já construiu mais de 2,5 mil barcos – seu maior sucesso é o Phantom 300, com 1,5 mil unidades vendidas.

A empresa não divulga dados sobre a evolução do faturamento, mas o número de embarcações fabricadas cresceu de 150 em 2007 para 256 iates no ano passado. “Obviamente eu trabalho muito mais agora, viajo mais para reuniões de negócios, mas ainda sou apaixonado por desenhar, da mesma forma que era quando tinha 15 anos”, diz Schaefer.

Até a cozinha é um luxo

Uma visão da cozinha do Schaefer 800

O iate de 80 pés (24, 3 metros) tem autonomia de 300 milhas marítimas (555 quilômetros) e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação. Conta com três motores de 1,2 mil HP, quatro suítes, sala de estar, sala de jantar e garagem para jet ski, além de mimos como televisores em todos os cômodos, geladeira e ar-condicionado.

Ah, e quem quiser um bocadinho a mais de luxo, é possível ainda optar por uma customização do interior feita pelo grupo Pininfarina, estúdio italiano responsável pelo design de 80 modelos da Ferrari.

Em águas nacionais, pouquíssimos iates são maiores que o Schaefer 800 – nesta seleta lista, há o Pershing 115, de Eike Batista, com 35 metros e produzido pela fabricante italiana Spiriti Ferretti; o Azimut 100, modelo top de linha do estaleiro italiano Azimut, com 30 metros, e o Falcon 115, do cantor e composior Roberto Carlos, com 35 metros.

O iate de 80 pés tem autonomia de 300 milhas e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação.

O iate de 80 pés tem autonomia de 300 milhas e capacidade para 23 pessoas, incluindo a tripulação. As suítes com cama de casal lembram um hotel

Em um país com 7 400 quilômetros de litoral, não é só o estaleiro catarinense que aproveita a boa maré para negócios náuticos. Há 150 empresas atualmente em atividade, com uma produção anual de cerca de 5 mil barcos dos mais diversos tamanhos.

Esses números, no entanto, ainda parecem tímidos perto de outros mercados – o Brasil tem um barco para cada 293 habitantes, enquanto nos Estados Unidos existe um barco para cada 23 habitantes, e na França há uma embarcação para cada 63 habitantes.

 

LEIAM TAMBÉM:

VÍDEO: Vejam em time-lapse o luxuosíssimo edifício em construção em Nova York — os apartamentos mais caros custarão 75 milhões de dólares!!!

LUXO: Os brasileiros que alugam carros de sonho no exterior

A onda de transformar bicicletas em joias

A Bentley não fabrica apenas os fabulosos rivais do Rolls-Royce. Vejam esse foguete esportivo com motor de 625 HPrente

FOTOS e VÍDEO: Vejam o espetacular Lamborghini Egoista — ele parece um touro prestes a atacar. Por dentro, se inspirou no helicóptero Apache

FOTOS e VÍDEO: alguns dos carrões incríveis da polícia de emirados árabes bilionários — inclusive Ferrari e Lamborghini

FOTOS: A espetacular bicicleta de luxo da Lamborghini

VÍDEO ARREPIANTE: O sensacional Lamborghini Aventador contra as forças da natureza

VÍDEO COM ADRENALINA: carros ferozes — Porsche, Lamborghini, Audi… — em louca perseguição. E é um comercial

VÍDEO ELETRIZANTE: 6 perseguições de carros em 6 filmes de James Bond — tudo em 1 minuto e meio

28/07/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS – Conheçam o gigantesco e luxuosíssimo “Azzam”, o novo maior iate do mundo, pertencente a um monarca saudita

Azzam-iate

O gigantesco "Azzam" no porto de Bremen, Alemanha: "um marco na história dos iates", segundo Peter Lürssen, da empresa responsável (Fotos: Klaus Jordan e Carl Groll - Lürssen)

O bilionário russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, perdeu em abril um de seus mais apreciados “títulos”: não é mais o dono do maior iate do mundo.

Abramovich, que desde dezembro de 2010 navegava orgulhoso por seu Eclipse, de 162 metros de comprimento, será obrigado a admirar-se agora com os 179 metros do Azzam – 70% a mais que o gramado do Maracanã e equivalente a um navio de cruzeiro de porte médio, como o que está neste link.

O colosso, cujo nome em árabe pode ser traduzido por algo como “corajoso, ousado, leonino”, custou nada menos que 605 milhões de dólares e demorou três anos para ser construído. Estima-se, ainda, que sua manutenção requeira outros 60 milhões anuais. Uma pechincha.

Eclipse-iate

O "Eclipse", de Roman Abramovich, anterior "maior iate do mundo"

O detentor da nova megaembarcação luxuosa definitiva, garantem várias publicações internacionais, é Al-Waleed bin Talal, considerado o 26º homem mais rico do planeta pela revista americana Forbes, filho de Talal bin Abdulaziz Al Saud, príncipe da Arábia Saudita e irmão do rei Abdullah. Dentro do clima de secretismo e horror à imprensa que caracteriza a família real saudita, porém, o magnata silenciou a respeito do assunto.

O Azzam, cuja largura supera os 20 metros, teve seu projeto concebido pelo engenheiro Mubarak Saad al Ahbabi, com a ajuda da conceituadíssima construtora de iates alemã Lürssen (ativa há 138 anos), a Nauta Yatchs – empresa baseada em Milão que cuidou do design exterior – e o decorador Christophe Leoni.

Pouco se sabe até o momento sobre os detalhes dos ambientes interiores do iate. Mas especula-se que possam superar a opulência do Eclipse, que possui dois helipontos, duas piscinas, um cinema, uma discoteca, um mini-submarino e um quarto com janela à prova de bala. Com capacidade para navegar a 30 nós, o Azzam pode ser considerado o mais rápido do mundo na categoria “superiates”.

Vejam mais fotografias:

Visto de cima, o "Azzam" mostra o vasto heliporto que tem na proa (Foto: Carl Groll / SWNS.com)

Azzam-iate

Duas turbinas a gás e dois motores a diesel proporcionam 94 mil cavalos de potência ao "Azzam"

Azzam-iate

Enorme, mas rápido: 30 nós de velocidade

Azzam-iate

Os contêiners parecem peças Lego ao lado do "Azzam"

Azzam-iate

Tão grande que pode encontrar um problema: a falta de portos adequados para recebê-lo

Azzam-iate

Para fazer a alegria dos tripulantes

 

Azzam-iate

Comprimento 70% maior que o do gramado do Maracanã

29/06/2013

às 16:00 \ Tema Livre

A última dos super-ricaços: submarinos particulares, “privês”

C-Explorer 5, a limousine submarina

C-Explorer 5, a limousine submarina

Reportagem de Antonio Alonso Jr., publicada em edição impressa especial de VEJA LUXO

SUBMARINO PRIVÊ

Embarcações para passear pelo fundo do mar são o novo brinquedo para quem já tem iate, helicóptero e um supercarro na garagem

Por quase dois anos, uma equipe de dezoito pessoas, a maior parte delas engenheiros, trabalhou para tirar do papel um dos mais espaçosos submarinos de uso privado já produzidos.

Com capacidade para cinco viajantes, a primeira unidade do C-Explorer 5, anunciado em 2010 pela empresa holandesa U-Boat Worx, foi entregue em setembro do ano passado. Desde então, mais duas foram vendidas, com cifras a partir de 1,9 milhão de euros.

Os preços variam de acordo com os requintes de cada encomenda, entre os quais a que profundidade se deseja submergir – o máximo é 300 metros (quase 100 além do recorde mundial de mergulho livre, de 214 metros).

Pressurizada e inteira de acrílico, a cabine do C-Explorer 5 permite vista privilegiada para os corais, a fauna marinha e outras maravilhas do oceano inacessíveis para quem boia na superfície.

C-Explorer 5: cabine de acrílico e capacidade para 5 pessoas

C-Explorer 5: cabine de acrílico e capacidade para 5 pessoas

É o trunfo dessa nova categoria de brinquedos, favorita de quem já adquiriu barco, helicóptero, moto, sem contar o básico supercarro. É o caso do multimilionário inglês Richard Branson, fundador da gravadora Virgin, que encomendou em 2010 um modelo de três lugares à empresa americana Hawkes Ocean Technologies.

“Quem compra um submarino tem espírito explorador, busca sempre mais”, diz Erik Hasselman, gerente de marketing e vendas da U-Boat Worx. Ele estima que existam apenas dez modelos particulares circulando algumas poucas léguas pelos oceanos (movidos a bateria, muitos deles têm fôlego para cerca de vinte horas de passeio).

Essa é uma indústria ainda nas braçadas iniciais, daí a dificuldade em determinar quantos exemplares pertecem ao mesmo proprietário. Não estão computados aqui os que vêm de “brinde” em iates transatlânticos.

O Octopus, do americano Paul Allen, sócio da Microsoft, carrega dois submarinos com oito lugares. O Eclipse, o maior iate do mundo, do russo Roman Abramovich, dono do clube de futebol inglês Chelsea, conta com um modelo para duas pessoas.

Navegação acrobática: submarino Innespace Productions com o desenho e o tamanho de uma baleia

Navegação acrobática: submarino Innespace Productions com o desenho e o tamanho de uma baleia

Só nos últimos trinta anos o submarino deixou de ter uso restrito a militares, sua vocação desde meados do século XVII. A partir da década de 1980, depois que a Guarda Costeira dos Estados Unidos estabeleceu regras de segurança, ele ganhou versões turísticas e particulares.

Um dos pioneiros na onda privê foi o americano Bruce Jones, dono da U.S. Submarines, fundada em 1993.

Ele trabalhou num submarino turístico e aproveitava as horas de folga para jantar a sós com a mulher no fundo do mar. “A experiência era tão boa que resolvi fabricar embarcações para poucos”, conta. A companhia tem projetos de até três lugares – e Jones não revela sua produção.

Na linha do peixão Nautilus, capitaneado por Nemo no livro 20.000 Léguas Submarinas, de Júlio Verne, o estaleiro americano Innespace Productions vende submarinos em forma de golfinhos e baleias – no tamanho natural.

O modelo Phoenix 1.000 com o seu "filhote", projeto de 70 milhões de dólares

O modelo Phoenix 1.000 com o seu "filhote", projeto de 70 milhões de dólares

Mais: eles têm navegação acrobática e reproduzem o movimento desses animais. Outros desenhos grandiosos querem conquistar os mares. A U.S. Submarines espera compradores para o Phoenix 1000, com 460 metros quadrados distribuídos em quatro andares, 65 metros de comprimento, espaço para um “filhote” e preço de 70 milhões de dólares, e para o Seattle 1000, que mede 36 metros.

Ambos podem ter o interior personalizado, com espaços de lazer que os fazem parecer iates. “Ainda nos falta explorar 99% do mar, mas será natural, nos próximos anos, escolher o fundo do oceano para passar férias”, exagera Jones.

 

LEIAM TAMBÉM:

Ferrari, ilha particular, barco de luxo, jatinho: os brinquedos de gente grande (e muito rica) não só custam caro — custa caríssimo mantê-los

FOTOS: A espetacular bicicleta de luxo da Lamborghini

FOTOS E VÍDEO: O luxuoso novo Boeing 747 Jumbo executivo tem cabines com camas para oito pessoas

Rússia: a vida nababesca — quer dizer, “putinesca” — do tirano Vladimir Putin

FOTOS DE VER PARA CRER: novo blog mostra jovens mimados e milionários torrando dinheiro e exibindo luxo alucinante

Memórias e riquezas de um palácio legendário

Esta Europa não tem crise nenhuma: a Europa da indústria do superluxo. Confira os números incríveis

Com crise e tudo, vejam os caríssimos artigos de superluxo que os muito ricos continuam comprando

Vídeo deslumbrante — e milionário: a grife Cartier comemora 165 anos

FOTOS E VÍDEO: os maiores iates reais do mundo

02/01/2013

às 19:00 \ Tema Livre

Ferrari, ilha particular, barco de luxo, jatinho: os brinquedos de gente grande (e muito rica) não só custam caro — custa caríssimo mantê-los

Publicado originalmente em 15 de novembro de 2012.

Matéria de Vicente Vilardaga, publicada na Revista Alfa deste mês

 

QUANTO CUSTA?

Alfa fez os cálculos dos gastos de operação e manutenção de cinco brinquedos de gente grande. Saiba o preço para sustentar suas fantasias

 

SÍMBOLO DO CAVALINHO -- Se for roubado, prepare-se para desembolsar R$ 800; PNEU E RODA -- Um jogo custa R$ 7 mil. Só o pneu sai por R$ 2,5 mil; FUNILARIA E PINTURA -- Para fazer um pequeno reparo na porta, gasta-se não menos do que R$ 2,5 mil

SÍMBOLO DO CAVALINHO -- Se somente o símbolo for roubado (e é, até na Europa), prepare-se para desembolsar R$ 800; PNEU E RODA -- Um jogo custa R$ 7 mil. Só o pneu sai por R$ 2,5 mil; FUNILARIA E PINTURA -- Para fazer um pequeno reparo na porta, gasta-se não menos do que R$ 2,5 mil

FERRARI FF

R$ 2,8 milhões

A FF tem tração integral e é a primeira Ferrari da história com 4 lugares de verdade. Ou seja, um superesportivo para levar a família inteira, um modelo hatch de alto luxo e também o carro zero quilômetro mais caro vendido no Brasil hoje.

Poucos objetos se tornaram uma prova tão inegável de riqueza. Quer levar um? Esteja preparado para pagar o preço acima e muito mais. Além da quantia desembolsada para a aquisição, um comprador de uma máquina endiabrada dessas tem de ser capaz de bancar seus custos anuais de propriedade – e seus riscos de acidentes e roubo.

Comprar uma Ferrari é só uma parte da história. Outra é sustentá-la, honrar seus impostos, seguro, revisões e manutenções. Se perder a chave codificada, o preço para substituí-la, por exemplo, gira em torno de 5 mil reais.

Se riscarem a porta do motorista e for necessário um pequeno conserto e um retoque na pintura, quanto você acha que vai gastar? Esteja preparado para desembolsar entre 10% e 20% do valor do carro todos os anos – e aí sim, seja feliz.

 

CUSTO ANUAL (em reais)

IPVA – 125 mil

Seguro total – 200 mil

Troca de óleo (a cada 5 mil km) – 2,5 mil

Combustível (a cada 2 mil km) – 1,5 mil

Total – R$ 329 mil

 

ANCORA E CORRENTE -- O conjunto (com corrente de 30 metros) custa R$ 7,5 mil; LIMPADOR DE PARA-BRISA -- Motor, paleta e braço: R$ 1,7 mil; ESCADA LATERAL -- Para sair da água: R$ 6 mil

ANCORA E CORRENTE -- O conjunto (com corrente de 30 metros) custa R$ 7,5 mil; LIMPADOR DE PARA-BRISA -- Motor, paleta e braço: R$ 1,7 mil; ESCADA LATERAL -- Para sair da água: R$ 6 mil

 

LANCHA FERRETI 830: PARADA NA MARINA, 37 MIL POR MÊS

R$ 30 milhões

Quem circula em um iate de 80 pés definitivamente não pode se preocupar com dinheiro. Além de desembolsar o valor acima, é necessário também garantir o custeio mensal da embarcação.

Mesmo que você não a coloque na água, a conta impressiona: uma Ferreti desse tamanho parada na marina custa cerca de 37 mil reais por mês.

E se você decidir usá-la com regularidade, vai gastar mil reais por hora de navegação. O iate consome 350 litros de óleo diesel por hora, ao preço médio de 2,7 reais o litro.

 

CUSTO ANUAL (em reais)

Tripulação (marinheiro e ajudantes) – 180 mil

Seguro – 120 mil

Marina (custo da vaga) – 96  mil

Revisão programada (mão de obra e peças) – 25 mil

Combustível (para navegar 30 horas por mês) – 360 mil

Total – R$ 781 mil

 

ÁGUA POTÁVEL E ELETRICIDADE -- Sistemas de energia (gerador a diesel ou fontes eólicas e solares) e de armazenamento de água da chuva que garantam a autossuficiência da ilha: R$ 120 mil; MERGULHO -- Kits para você e seus convidados mergulharem: R$ 1,5 mil; LANCHA 25 PÉS -- Para 6 pessoas: R$ 60 mil

ÁGUA POTÁVEL E ELETRICIDADE -- Sistemas de energia (gerador a diesel ou fontes eólicas e solares) e de armazenamento de água da chuva que garantam a autossuficiência da ilha: R$ 120 mil; MERGULHO -- Kits para você e seus convidados mergulharem: R$ 1,5 mil; LANCHA 25 PÉS -- Para 6 pessoas: R$ 60 mil

 

ILHA EM ANGRA DOS REIS

R$ 6,5 milhões por 8,5 mil metros quadrados

O custo de uma ilha depende de sua distância da costa, da existência ou não de água potável, da antiguidade da sua posse, da qualidade das instalações e dos tributos.

Já o custo de manutenção subirá conforme a quantidade de funcionários que viverão ali. A ilha à venda pelo valor acima, por exemplo, está a cerca de 4 quilômetros da marina mais próxima, sem acesso à rede elétrica nem água potável.

Tem uma casa ampla, com piscina, e boas instalações para os funcionários, além de uma voadeira para se locomoverem. A situação  dos impostos das ilhas precisa ser analisada com cautela. Há uma taxa cobrada pela União, na proporção de 2,5% a 5% do valor do terreno, chamada laudênio, sempre que ele passa por uma operação onerosa, caso de compra e venda.

Há também tributos anuais, equivalentes ao IPTU, que podem variar de 0,6% a 2% do preço do imóvel.

 

CUSTO ANUAL (em reais)

Impostos (taxa de propriedade) – 120 mil

Mão de obra (zelador e marinheiro) – 100 mil

Marina (vaga para lancha de 25 pés) – 12  mil

Combustível (gerador e lancha) – 10 mil

Total – R$ 242 mil

 

 

TELEFONE POR SATÉLITE -- O aparelho da Iridium custa R$ 3,2 mil; CARPETE ESPECIAL ANTI-INFLAMÁVEL -- R$ 50 mil

TELEFONE POR SATÉLITE -- O aparelho da Iridium custa R$ 3,2 mil; CARPETE ESPECIAL ANTI-INFLAMÁVEL -- R$ 50 mil

 

LEGACY 650

R$ 60 milhões

O grande prazer de ter um jato executivo é poder sair e chegar dos lugares na hora em que a pessoa bem entende, sem enfrentar filas no check-in e no embarque.

Diferentemente dos outros bens dessa lista, um avião desses não serve só ao lazer de seu dono, mas às suas necessidades de trabalho – é um bem de capital, e não um bem de consumo. Ele gera retorno para os negócios.

Mesmo assim, é o mais emblemático símbolo da riqueza e status que um milionário pode ter. Com um Legacy 650 é possível fazer deslocamentos continentais – voos até Miami, por exemplo, com apenas uma escala, e levar até 14 passageiros em 3 ambientes.

Com o plano de manutenção da Embraer para o modelo, que inclui serviços, peças, mão de obra e eventuais resgates remotos, o cliente paga 32 mil reais por mês e mais uma taxa de 800 reais por hora de voo.

 

CUSTO ANUAL (em reais)

Tripulação (piloto, copiloto e comissários) – 800 mil

Seguro – 50 mil

Hangaragem (Aeroporto de Congonhas) – 600  mil

Plano de manutenção – 384 mil

Combustível (400 horas) – 1,7 milhão

Total – R$ 3,5 milhões

 

TACO -- Feito com cana-da-índia, custa R$ 250. Um jogador usa 20 tacos por temporada; BOTA -- Custa pelo menos R$ 750. O modelo Fagliano argentino sai por R$ 3 mil; SELA -- O jogador normalmente usa duas selas por temporada de R$ 800 cada uma

TACO -- Feito com cana-da-índia, custa R$ 250. Um jogador usa 20 tacos por temporada; BOTA -- Custa pelo menos R$ 750. O modelo Fagliano argentino sai por R$ 3 mil; SELA -- O jogador normalmente usa duas selas por temporada de R$ 800 cada uma

 

JOGAR POLO

R$ 500 mil

Se você não tiver amor pelo polo ou algum talento para o jogo, o que pode lhe garantir patrocínio, é melhor escolher outro esporte.

O valor acima é para comprar o básico: uma tropa de 6 bons cavalos ou éguas mestiços de crioulo argentino com puro sangue inglês, número mínimo de animais que se usa em uma partida, e transferir o título de um clube, como o Helvetia, em Indaiatuba (SP).

Fora isso, há o gasto anual com roupas e equipamentos, alojamento, alimentação, saúde, o transporte dos animais e as inscrições nos campeonatos..

A temporada do jogo no Brasil dura 8 meses, uma das mais longas do mundo, e os times competem entre duas e três vezes por semana, o que significa mais gastos.

 

CUSTO POR TEMPORADA (em reais)

Tratador exclusivo – 30 mil

Veterinário dedicado à tropa – 36 mil

Alimentação (para 6 cavalos) – 24  mil

Equipamentos – 2 mil (por ano)

Transporte (3 fretes por semana durante 8 meses) – 30 mil

Inscrições em campeonatos – 50 mil

Total – R$ 172 mil

 

LEIAM TAMBÉM:

FOTOS E VÍDEO: O luxuoso novo Boeing 747 Jumbo executivo tem cabines com camas para oito pessoas

Rússia: a vida nababesca — quer dizer, “putinesca” — do tirano Vladimir Putin

FOTOS DE VER PARA CRER: novo blog mostra jovens mimados e milionários torrando dinheiro e exibindo luxo alucinante

Memórias e riquezas de um palácio legendário

Esta Europa não tem crise nenhuma: a Europa da indústria do superluxo. Confira os números incríveis

Com crise e tudo, vejam os caríssimos artigos de superluxo que os muito ricos continuam comprando

Vídeo deslumbrante — e milionário: a grife Cartier comemora 165 anos

04/06/2012

às 12:30 \ Tema Livre

Com crise e tudo, vejam os caríssimos artigos de superluxo que os muito ricos continuam comprando

Nem vou ficar citando cifras, porque as imagens dizem muito. Mesmo com a crise econômica e financeira que se abate sobre boa parte do mundo, enquanto mesmo colossos econômicos impressionantes como os Estados Unidos, a maior economia do mundo, ainda patinam na tentativa de recuperar crescimento e emprego, enquanto até nos países ricos desabam os índices de pessoas com trabalho e crescem os de pobreza, há uma faixa de consumo que não se alterou um milímetro: a dos artigos de superluxo.

Como a crise criou muitíssimos novos pobres e não diminuiu, mas fez aumentar, a faixa dos muito ricos, o segmento superluxo continua indo de vento em popa.

Vejam alguns itens à venda ou vendidos recentemente:

 

Vaso sanitário revestido de cristais Swarowski. Preço: 160 mil reais

 

Mesa para pebolin aplaudida no Salão do Mobiliário de Milão. Preço: 150 mil reais

 

Relógio Moon Dust Red Mood, da grife suíça Romain Jerome, com fundo reproduzindo parte da geografia da Lua e com pequena porção de poeira lunar legítima em seu interior. Preço: 58 mil reais

 Chocolate com trufas com receita do chef chocolatier dinamarguês Fritz Knipschildt. Preço: 500 reais por peça pouco menor que um bombom

 

Capas para notebook modelo Bentley, assinada pela empresa holandesa de produtos de luxo Ego. Preço: 42 mil reais cada

 

Mesa multijogos Linley Classic, inglesa, para xadrez, damas, gamão e baralho. Preço: 77 mil reais

 

Mesa de sinuca da americana Car Pool Tables moldada sobre raridade automobilística, o Mustang Shelby G-350 1965. Preço: 76 mil reais

 

Rolls-Royce Phantom blindado, com 120 quilos de ouro distribuídos pela carroceria, começando pela grade frontal, especialmente feito pela marca britânica para “um homem de negócios do Golfo Pérsico”. Preço: 16,5 milhões de reais

 

Iate Amevi, do “rei do aço” da Índia, Lakshmi Mittal, com 80 metros de comprimento, 8 suites, piscina aquecida, academia de ginástica e até salão de cabeleireiro. Preço: 310 milhões de reais

 

Jato Airbus A319 Corporate, presente de 44º aniversário que o bilionário Mukesh Ambani — dono de indústrias petroquímicas, de telecomunicações e outras na Índia — deu a sua mulher, Nita

 

28/03/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Esqueça tudo o que você sabe ou pensa sobre iates — e fique boquiaberto com esses projetos. Num deles, o iate tem até vulcão próprio

Esqueça tudo o que você ouviu falar sobre iates. Nada de estruturas luxuosas ou superluxuosas, que singram os mares no formato tradicional de barcos, proporcionando conforto, lazer e todo tipo de delícias a tripulantes e passageiros.

A empresa inglesa Yacht Island Design, que tem sua sede em Nottingham, quer revolucionar a ideia corrente de plataformas flutuantes com ousadia, criatividade e exclusividade.

Tudo bem, não precisa esquecer o luxo, este fica. Mas os conceitos criados pela empresa saem, de forma delirante, até megalômana, do lugar-comum, como mostra o projeto dos conceitos Utopia, o The Streets of Monaco e o Tropical Paradise Island.

De preço, não se fala. Mas nenhum deles custaria abaixo do bilhão de dólares.

Projeto Utopia

iate-utopia1

Utopia, um iate para ser (Foto: divulgação)

Com conceito futurístico, foge das imagens limitadas de um simples barco, por mais espetaculares que eles possam ser. O Projeto Utopia foi criado em parceria entre a Yacht Island Design e a também inglesa Nigel Gee TMO.

Antes de tentar entender o projeto, é preciso lembrar que praticamente todos os iates existentes evoluíram, mesmo após muitos séculos de engenharia e arquitetura navais, de um mesmo formato básico do barco tradicional. Uma vez a mente livre dessas restrições, as formas possíveis que um conceito pode assumir são amplas, na opinião da Yacht Island Design.

Vista geral do iate Utopia (Foto: Divulgação)

Vista geral do iate-conceito "Utopia": do tamanho de um edifício médio (Foto: Divulgação)

O Utopia foi inspirado na ideia de comunidade, e não exatamente de um veículo para viajar. Pensa-se, aqui, num lugar para estar. Seria uma ilha, artificial e fabulosa, e não fixa num determinado ponto do oceano, para quem tem a visão de criar um lugar. Mede 100 metros de comprimento e 100 de largura, e é do tamanho de um edifício de porte médio, abrangendo 11 pavimentos. Seu volume total equivale ao de um navio de cruzeiro.

Utopia, diz o conceito, é capaz de se adaptar a diversos ambientes, mantendo o conforto dos hóspedes. Com os painéis de vidro cobrindo as plataformas internas, é possível, controlar sua temperatura, seja qual for o lugar em que estiver ancorado.

O projeto atual do Utopia pode ser visto como uma loucura, uma expressão extravagante de arquitetura. Mas, com a velocidade com que as ideias mais delirantes se transformam em realidade no mundo de hoje…

Principais características:

- 100m x 100m de tamanho, com o espaço do pavimento equivalente ao de um navio de cruzeiro.

- Espaço para criar uma grande quantidade de opções de design de interiores, como um distrito comercial, teatro, zona culinária com uma mistura eclética de restaurantes e uma área de entretenimento com bares, discotecas e um casino.

- Uma plataforma observatório de tirar o fôlego, com vista de 360 graus a uma altura de 65m acima do nível do mar.

 

The Streets fo Monaco

iate-street-monaco

Vista aérea do iate-concepção "Streets of Monaco" (Foto: Divulgação)

O Ruas de Mônaco é baseado no principado mediterrâneo, com o foco principal no famoso circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1. A grande sacada foi recriar o circuito como uma pista de kart totalmente funcional, capaz de, em pleno alto mar, acomodar três karts lado a lado para permitir a abundância de ultrapassagens.

No contorno da pista, os marcos famosos, adentrando nos espaços internos com decoração que remete à história de Mônaco.

iate-monaco-oasis

Plano do Oásis, do iate "Streets of Monaco" (Foto: Divulgação)

O setor denominado Oásis, localizado na traseira, atua como o principal ponto de embarque para o iate. É uma extensa área modelada nos jardins externos ao Cassino de Mônaco. Ao entrar no Oásis, a atenção é imediatamente atraída para quedas d’água e piscinas.

 

iate_monaco

O delirante "Streets of Monaco" visto mais de perto

Principais características:

- Tipo de Embarcação: SWATH

- Comprimento: 155m

- Arquitetura Naval: TMO Nigel Gee

- Capacidade: 16 hóspedes

- Tripulação: 70

- Velocidade: 15 nós

- Propulsão: Diesel elétrica

 

Tropical Paradise Island

Iate Island Paradise Tropical  (Foto: Divulgação)

Iate"Tropical Paradise Island" (Foto: Divulgação)

A ideia inicial foi a de criar uma ilha idílica, flutuante, com todas as características de uma ilha tropical, com elementos próximos à água, desdobráveis, uma montanha e uma cachoeira.

Iate Island Paradise Tropical  (Foto: Divulgação)

Vista da piscina e cabanas do "Paradise Tropical Island" (Foto: Divulgação)

A cor do iate foi concebida para expressar melhor seu clima e atmosfera. No deck principal estão a piscina, cabanas, o bar e refeições ao ar livre. A piscina é alimentada pela cachoeira que sai do vulcão, que por sua vez abriga uma área comum. A varanda da sala dá vista para a parte de trás da cachoeira.

 

Iate Island Paradise Tropical  (Foto: Divulgação)

Deck inferior do "Paradise Tropical Island" (Foto: Divulgação)

O deck traseiro possui um heliponto, mas a característica mais original deste iate é o deck inferior, que funciona como um porto, praia ou ponto para prática de esportes aquaticos no nível do mar.

Possui ainda cinema, biblioteca, sala de jogos e ginásio, com opções de relaxamento na forma de uma infinidade de salas cada um oferecendo seu ambiente próprio e único, e um spa totalmente equipado.

Leia também:

Fotos e vídeo: 150 milhõezinhos de dólares — e você pode ter uma casa no mar, que ainda navega. Que tal?

Os maiores iates reais do mundo

Vídeo: o maior e mais caro iate do mundo. Custou 1 bilhão de dólares

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados