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FIFA

22/05/2013

às 14:00 \ Política & Cia

A Fifa tem um plano B para substituir a arena do Corinthians na Copa

Se não ficar pronto até dezembro de 2013, ameaça a FIFA, Itaquerão fica de fora da Copa de 2014 (Imagem: DDG / Divulgação)

Se não ficar pronto até dezembro de 2013, ameaça a Fifa, a arena do Corinthians ficará de fora da Copa de 2014 (Imagem: DDG / Divulgação)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

O PLANO B DA FIFA

A briga entre a Fifa e o Corinthians sobre os prazos de entrega do Itaquerão terá mais um capítulo nas próximas semanas.

O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, encomendou uma tabela alternativa para a Copa do Mundo de 2014, que não prevê o uso do estádio.

Nesse cenário, o jogo de abertura ocorreria no Estádio Nacional Mané Garrincha, de Brasília.

As outras cinco partidas seriam distribuídas entre o Maracanã e o Mineirão.

É pouco provável que a maior cidade do país fique fora da Copa.

Mas a Fifa quer mostrar ao Corinthians que tem opção caso o estádio não fique pronto até dezembro deste ano – o clube só quer entregá-lo em fevereiro de 2014.

04/05/2013

às 15:00 \ Tema Livre

“Angry Birds”: o joguinho dos pássaros enfezados torna-se global e se desdobra em centenas de produtos licenciados

Angry Birds -- o vermelhinho, de origem prosaica, hoje ocupa smatfones, tablets e desktops

Angry Birds -- o vermelhinho, de origem prosaica, hoje ocupa smatfones, tablets e desktops

Reportagem de Renata Honorato, publicada em edição impressa de VEJA

 ESTÃO RINDO À TOA

Criado para celulares, o joguinho dos pássaros enfezados – Angry Birds – tornou-se conhecido globalmente e é o primeiro de sua espécie a se desdobrar em centenas de produtos licenciados

A velocidade com que certos fenômenos digitais se alastram é uma fonte permanente de assombro.

O caso do game Angry Birds, criado pela empresa finlandesa Rovio, é um dos exemplos mais marcantes. Desde dezembro de 2009, quando a primeira versão do jogo foi lançada para o iPhone, 1,7 bilhão de downloads foram feitos.

Para efeito de comparação, a Nintendo levou 32 anos para vender 283 milhões de unidades dos jogos da série Mario, a mais bem-sucedida no segmento tradicional dos consoles.

Alguém dirá que se pode baixar uma amostra do Angry Birds de graça e que o aplicativo completo custa menos de 1 dólar, ao passo que o preço de um game da Nintendo sempre foi dezenas de vezes maior. Mas isso não diminui o prodígio.

O jogo dos pássaros sem asas e dos porquinhos verdes não se difundiu tão rapidamente apenas porque é barato, mas porque fez uso inteligente de tecnologias e oportunidades – também elas novíssimas -, como as telas sensíveis ao toque e a distribuição por lojas virtuais de “apps”.

E eis que um ingrediente vem se somar a essa história de sucesso: no último ano, a Rovio conseguiu associar seus personagens a centenas de produtos.

Fez parceria com a produtora de cinema Lucasfilm para desenvolver uma versão do jogo calcada na lendária série de filmes Guerra nas Estrelas e também estampou seus passarinhos enfezados em cadernos, roupas, brinquedos, livros e desenhos animados (exibidos no Brasil pelo canal pago Gloob).

Nunca uma desenvolvedora de jogos foi tão bem-sucedida nos licenciamentos: em 2012, eles responderam por 45% do faturamento da Rovio. “Nós somos um exemplo de como os games estão se movendo para o centro da indústria do entretenimento”, diz o principal responsável pela estratégia de crescimento da empresa, o executivo Peter Vesterbacka, que visitou recentemente o Brasil e estampou no cartão de visita o apelido de Mighty Eagle – ou Águia Poderosa.

 

Passarinhos do Angry Birdas, na lendária série "Guerra nas Estrelas"

Passarinhos do Angry Birds, na lendária série "Guerra nas Estrelas"

A Rovio é sucessora de uma empresa fundada em 2003 pelos primos Mikael e Niklas Hed, a Relude. Ambas produziram mais de cinquenta títulos para marcas renomadas do mercado de games, como Electronic Arts, Namco e Real Networks.

Em meados de 2008, contudo, o negócio, que já atendia pelo nome Rovio havia três anos, estava à beira da falência. Os donos fizeram então uma última aposta: um jogo independente para o mercado nascente de aplicativos para iPhone, aparelho lançado cerca de um ano antes.

Corre a história de que o passarinho vermelho sem asas que é o personagem central do Angry Birds homenageia o dodô, pássaro extinto de uma ilha do Índico. A verdade é mais prosaica.

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02/05/2013

às 20:05 \ Tema Livre

ENQUETE SOBRE AS CAXIROLAS: Você acha que, se a FIFA não proibir seu uso durante a Copa de 2014, a torcida vai fazer o que com elas?

A estreia das caxirolas de Carlinhos Brown na Arena Fonte Nova (Foto: Edson Ruiz / Estadão Conteúdo)

A estreia das caxirolas de Carlinhos Brown na Arena Itaipava Fonte Nova, em Salvador: em vez de brincar com elas, a torcida, furiosa, atirou-as no campo (Foto: Edson Ruiz / Estadão Conteúdo)

A caxirola, que segundo escreveu Branca Nunes no blog do Augusto, é “um caxixi [espécie de chocalho que acompanha o berimbau] repaginado para transformar-se na versão nativa da vuvuzela sul-africana”, teve, como se sabe, um começo bem agitado.

Inventada pelo músico e percussionista Carlinhos Brown, foi aprovada pela presidente em cerimônia no Palácio do Planalto e alvo de um arriscado teste na Arena Itaipava Fonte Nova, em Salvador, no clássico mais tradicional do futebol baiano, o Ba-Vi, Bahia x Vitória.

Só para lembrar: o fabricante distribuiu 50 mil da pequena geringonça. Carlinhos e outros percussionistas procuraram ensinar seu uso em diversos ritmos a torcedores — mas, previsivelmente, elas acabaram sendo usadas como forma de protesto dos torcedores do Bahia ainda no primeiro tempo, e arremessadas em campo.

O time perdia por 2 a 0 (o resultado final foi  2 a 1) e uma falta marcada contra o Bahia, a que se seguiu um estranhamento entre os jogadores, foi o sinal para que chovessem caxirolas no gramado.

A “Revolta da Caxirola” provocou a inevitável pergunta: já pensaram como vai ser na Copa?

Sendo assim, queremos saber a opinião dos amigos e leitores do blog:

O que vocês acham que a torcida vai fazer com elas, se a FIFA não proibir o uso de caxirolas durante a Copa de 2014?

Votem na enquete logo ali, à direita do blog.

Se quiserem, comentem aqui.

30/04/2013

às 16:35 \ Política & Cia

Marin, da CBF, tenta asfaltar pontes com a oposição

Marin, em homenagem não autorizada, segue em busca de novos amigos (Foto: Ricardo Bastos / Jornal Hoje em Dia)

Marin, em homenagem não autorizada, segue em busca de novos amigos (Foto: Ricardo Bastos / Jornal Hoje em Dia)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

EM BUSCA DE NOVOS AMIGOS

Às turras com o governo federal e com a Fifa, o presidente da CBF, José Maria Marin, tenta asfaltar pontes com a oposição.

Na quarta-feira passada, homenageou o senador Aécio Neves [PSDB-MG] com uma placa no Mineirão, descerrada antes do empate do Brasil com o Chile.

A homenagem deveria ter sido feita na inauguração do estádio, em dezembro de 2012, mas a comitiva de Dilma Rousseff vetou a promoção ao provável adversário na eleição de 2014 – apenas uma placa o nome da presidente, do governador Antonio Anastasia e do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, foi instalada.

A justificativa de Marin para afagar o tucano é que todo o planejamento da reforma do Mineirão foi feito durante sua gestão no governo de Minas [2003-1010].

23/04/2013

às 18:00 \ Política & Cia

Vejam os lances da campanha de Marin para se manter na CBF, apesar de tudo

José Maria Marin, em maus lençóis (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

José Maria Marin, em maus lençóis -- mas mantaendo-se à tona (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

AJUDA INTERNACIONAL

Acuado por denúncias de corrupção no Brasil, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa, José Maria Marin, irá a um seminário da Fifa nas Ilhas Maurício, em maio, quando terá uma conversa reservada com o presidente da entidade, Joseph Blatter.

Marin já garantiu apoio da maioria dos clubes e federações para ficar no cargo, apesar da pressão do governo para sua renúncia, e montou uma agenda própria de visitas a estádios para evitar o constrangimento de encontrar a presidente Dilma ou seus ministros.

Agora, seu objetivo é firmar um pacto de convivência com Blatter.

12/04/2013

às 15:00 \ Política & Cia

A complicação que é livrar-se de Marin no Comitê da Copa

Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero para o Comitê Organizador da Copa:o primeiro é rejeitado pela Fifa e o segundo, pelo governo (Fotos: Caio Guatelli :: FotoArena)

Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero para o Comitê Organizador da Copa: para livrar-se de Marin, é preciso contornar vetos -- de origens diferentes -- aos dois (Fotos: Caio Guatelli :: FotoArena)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

UNIÃO DOS ADVERSÁRIOS

Emissários do governo brasileiro se reuniram com dirigentes da Fifa para analisar a situação do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin.

A avaliação é que, apesar dos vazamentos de gravações nas quais ele fala mal do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, é impossível retirá-lo do comando da CBF.

A estratégia dos ex-inimigos Joseph Blatter e Dilma Rousseff, então, passou a ser forçar sua saída do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, para evitar que o desgaste de sua imagem ponha em risco o sucesso do evento.

Dois nomes chegaram a ser discutidos para suceder-lhe: Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero, mas não houve consenso.

O primeiro é rejeitado pela Fifa e o segundo, pelo governo.

08/04/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Duas perguntas complicadas para Ronaldo Fenômeno responder. Confiram

Ronaldo Fenômeno: muitíssimo bem sucedido depois de triunfar nos gramados, suas múltiplas atividades podem envolver sérios conflitos de interesse (Foto: Paulo Whitaker /Reuters)

Amigas e amigos, recomendo fortemente uma das melhores reportagens sobre a situação, hoje, de Ronaldo Fenômeno como empresário, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo e comentarista contratado da Rede Globo, seu dinheiro, seus planos e os possíveis e sérios conflitos de interesse que envolvem suas múltiplas atividades por ser, hoje, a mais influente figura do futebol brasileiro.

A reportagem é de Giancarlo Lepiani, do site de VEJA.

E as duas perguntas complicadas para Ronaldo responder, que não são as únicas, estão lá e são as seguintes:

1. Ele usará o microfone mais poderoso do país para criticar seus próprios parceiros comerciais, como Neymar, seu contratado na empresa de marketing 9nine?

2. Caso o Mundial do Brasil em 2014 seja um fiasco, ele será capaz de afirmar, ao vivo, na tela da Globo, que o Comitê Organizador que ele próprio integra — sendo hoje o interlocutor preferencial da Fifa — fracassou?

05/04/2013

às 18:34 \ Tema Livre

ENTREVISTA: Ronaldo Fenômeno, a caminho de temporada de trabalho em Londres, diz que apoia Andrés Sanchez para a presidência da CBF

Ronaldo é o maior artilheiro em Copas do Mundo. O atacante guarda até hoje a camisa, autografada por todos atletas, da conquista do pentacampeonato (Foto: Fábio Motta / Estadão)

Ronaldo é o maior artilheiro em Copas do Mundo. O atacante guarda até hoje a camisa, autografada por todos atletas, da conquista do pentacampeonato (Foto: Fábio Motta / Estadão)

Entrevista a Marilia Neustein, da coluna “Direto da Fonte”, publicada no jornal O Estado de S.Paulo

“APOIO O ANDRÉS SANCHEZ PARA PRESIDENTE DA CBF”

Ex-jogador diz que as denúncias contra Marin são graves e elogia o amigo corintiano, desafeto do mandatário da entidade

De malas prontas para Londres, onde vai morar a partir de terça-feira, Ronaldo está de olho na sua carreira “político-esportiva”. Preparado para “estagiar” em uma das empresas da WPP – grupo de comunicação internacional da qual sua 9ine faz parte – o ex-jogador pretende sofisticar seus conhecimentos de negócios e publicidade.

Membro do Comitê Organizador da Copa, o Fenômeno recebeu a coluna em seu escritório na Barra da Tijuca, no Rio. Cercado de fotos de quando era jogador – acompanhado de personalidades como Nelson Mandela, João Paulo II, FHC e Shakira – entre outros, ele discorreu sobre os rumos do futebol brasileiro e suas aspirações profissionais.

Questionado sobre o futuro da CBF, Ronaldo afirmou, assim como Romário, que apoiaria Andrés Sanchez – desafeto do presidente José Maria Marin – para o cargo e que não fala há muito tempo com o ex-presidente Ricardo Teixeira. “Ele sumiu”, disse. Disse também, categoricamente, que o Itaquerão não fica fora da abertura do Mundial de 2014. Abaixo, a entrevista.

O que exatamente você vai fazer na Inglaterra?
Vou, em primeiro lugar, estudar inglês porque o meu é bem medíocre. Depois quero trabalhar. A gente já tem o grupo WPP como sócio aqui na 9ine, e vou me infiltrar em alguma empresa e trabalhar estagiando. Quero aprender mais sobre publicidade, business, esporte. Eles têm uma agência de esporte lá também que é muito boa.

Esse movimento de ir para a Europa pode ser um caminho para negociar uma posição na Fifa?
Já trabalho para a Fifa dentro do Comitê que organiza a Copa do Mundo.

Mas é algo que você deseja mais pra frente, seguir um caminho parecido com o de Michel Platini [ex-grande craque francês que preside a Uefa] ou de Beckenbauer [o fantástico ex-craque alemão que é presidente de honra do Bayern de Munich], que trilhou carreira em órgãos de esportes internacionais?
Tenho o desejo de continuar, porque já estou nessa carreira, digamos, política do futebol. Já está engatada. Então, quero continuar e entrar em bons projetos. Tenho de me preparar bem para poder exercer uma função importante.

Qual é, exatamente, sua função no Comitê da Copa? Você transita no governo, tem contato com as empreiteiras que estão na construção dos estádios?
Como estou no Comitê, no Conselho de Administração, tenho contato com todo mundo. Principalmente nas visitas aos estádios. Mas não entro nas negociações. E o Comitê também não. A gente quer só realizar tudo, deixar o padrão Fifa bem esclarecido para todas as cidades-sede.

Como membro do Comitê, você acha que existe chance de o Itaquerão não ficar pronto para a abertura da Copa?
Não, nenhuma chance. Como [a cidade de] São Paulo ficaria fora da Copa do Mundo? A negociação entre Corinthians, quem está fazendo o financiamento e a empreiteira terá alguma dificuldade natural, mas o estádio do Corinthians também está no tempo de construção.

Então, não vejo nenhum problema. Lógico que a gente gostaria que estivesse já tudo acertado, as negociações finalizadas e que tudo fosse muito transparente para todo mundo ficar tranquilo. Mas não tenho dúvida de que logo, logo vão encontrar uma solução.

No Brasil há um grande problema com a violência das torcidas organizadas. Na Inglaterra, o futebol acabou com a violência nos estádios. Como deixar o estádio um lugar mais seguro?
Acho que a partir de 2014 o futebol brasileiro vai mudar em vários sentidos. Não só tecnicamente, mas também quanto à segurança nos estádios.

Hoje há estádios que não são preparados nem para a segurança do torcedor nem para o jogador. Acho que o legado da Copa será esse também: ter uma estrutura nova, legislação nova, para que o torcedor que for ao estádio com a intenção de fazer baderna possa ser punido e responsabilizado criminalmente. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

31/03/2013

às 16:00 \ Política & Cia

ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

Do site de VEJA

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.

Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.

No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:

– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.

O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”

Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”

Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira

Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”

Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”

Leia também:
Romário e a Copa: guia prático para um craque do discurso
Romário diz que obras da Copa de 2014 serão maior roubo da história do país

Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.

“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”

Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.

“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

28/02/2013

às 15:00 \ Tema Livre

TRAGÉDIA NA BOLÍVIA: Punir o Corinthians é pouco — as punições deveriam chegar até à proibição, pela FIFA, de a Comenbol realizar competições enquanto não reformasse totalmente a Libertadores e a Copa Sul-Americana

Punição da Comenmbal: sem torcida para o Corinthians (Foto: Ag. Corinthians)

Punição da Conmebol: sem essa torcida para o Corinthians nos jogos em casa pela Libertadores -- por enquanto, por 60 dias (Foto: Ag. Corinthians)

Amigas e amigos do blog, um dos melhores elencos de providências, se não o melhor, que li nesses últimos dias sobre o que fazer depois da tragédia ocorrida com o jovem boliviano morto por um sinalizador lançado pela torcida do Corinthians em Oruro é o sugerido pelo jornalista André Kfouri, da ESPN, em texto publicado no domingo passado no jornal Lance! e depois em seu blog.

Segue abaixo, com o título original em negrito:

CORAGEM E AÇÃO 

Não seria um despropósito excluir o Corinthians da Copa Libertadores de 2013, por causa do envolvimento de (pelo menos) um torcedor do clube na morte de um garoto num estádio boliviano.

Há situações que exigem que se trace uma linha, e esse momento chegou para o futebol sul-americano. Mas traçá-la é estabelecer uma fronteira, providenciar mudanças. Definir as diferenças entre o antes e o depois.

A eliminação de um clube, por si só, não seria suficiente.

Só há uma forma de honrar uma vida perdida: trabalhar para garantir que algo semelhante jamais acontecerá de novo. Multas, perdas de mandos de jogos e outras simulações nem iniciam a conversa. Vetar torcedores – como a Conmebol fez com o Corinthians – é muito melhor do que nada, ou o quase nada a que a confederação nos acostumou, mas também não funcionará. É um esparadrapo para um paciente que precisa de um transplante.

Apurar e contemplar responsabilidades, de todos, é a única maneira de nos lembrarmos de Kevin Espada, 14, morto por um sinalizador marítimo enquanto assistia a um jogo de futebol, como um símbolo. Do contrário, ele será mais um verbete da Wikipedia.

A memória de Kevin merece – e o futebol nesta parte do mundo pede urgentemente – uma revolução.

Revolução que só pode ser feita pela aplicação de medidas amplas, drásticas, corajosas.

O Corinthians, visitante, deveria ser excluído por causa da participação de seu torcedor.

O San José, mandante, deveria ser excluído pelo ocorrido em seu estádio.

A Federação Boliviana, organizadora do jogo, deveria ser punida pelas falhas de segurança.

E a Conmebol, organizadora do torneio, deveria ser proibida pela Fifa de realizar competições enquanto não apresentasse um caderno de providências para reformar a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.

A Confederação Sul-Americana de Futebol é a principal responsável pelo que se vê em jogos no continente, há muitos e muitos anos.

As pedras nos vidros dos ônibus, a pressão sobre a arbitragem, o tratamento ao visitante, os gramados, as pilhas, os escudos, os sinalizadores.

A supervisão cínica de Nicolás Leoz estimula o vale tudo e lava as mãos quando a coisa foge ao controle.

Agora a Conmebol tem uma morte – dentro do estádio, sem situação de conflito – para considerar.

É absolutamente revoltante que o jogo entre San José e Corinthians tenha prosseguido, como se morrer em estádios fosse trivial.

Mais de doze horas depois, a Conmebol conseguiu divulgar uma nota de pesar endereçada não à família de Kevin Espada, mas ao presidente da Federação Boliviana, “pelo falecimento de um jovem” durante a partida.

Desfaçatez que não conhece limites.

Basta do juridiquês dos regulamentos, das punições preventivas, dos recursos.

Basta das posições clubistas, dos ataques e das defesas oportunistas.

Basta das relações políticas e promíscuas.

Basta.

É hora de pôr fim a atrocidades como a que se deu em Oruro. Que não aconteceu em outras noites, em outros lugares, simplesmente por sorte. Um menino de 14 anos morreu atingido por um foguete. Pode ter sido um acidente, mas não foi uma fatalidade.

Fatalidades são eventos que não podem ser evitados.

 

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