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Amazonas

05/07/2012

às 18:57 \ Política & Cia

Ricardo Noblat: “A primeira vítima da baixaria na eleição deste ano”

A deputada Rebecca Garcia, ex-candidata a prefeita de Manaus: primeira vítima de sujeiras na campanha eleitoral 2012 (Foto: Blog de Ricardo Noblat)

Ainda não foi dada a largada para a eleição municipal deste ano, mas a baixaria, disparada em silêncio, já fez sua primeira vítima – a deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM), candidata favorita a prefeita de Manaus até o último sábado, dia 30.

O que aconteceu entre a tarde do dia 27 de junho e as primeiras horas da madrugada do dia 30 quando Rebecca reuniu a família em sua casa e, sem disfarçar o nervosismo e soluçando em alguns momentos, anunciou que desistia de concorrer à Prefeitura?

Na tarde da quarta-feira dia 27, Eduardo Braga (PMDB), ex-governador do Amazonas e líder do governo no Senado, ocupou a tribuna daquela Casa para informar a seus pares que continuaria no cargo que Dilma lhe deu e que apoiaria Rebecca para prefeita.

- Vamos seguir construindo, junto com o Governador Omar, com o povo e as bênçãos de Deus, o sucessor da nossa administração na Prefeitura de Manaus, para, sob as bênçãos de Deus, eleger a deputada Rebecca Garcia futura prefeita da cidade Manaus.

Na tarde da sexta-feira dia 29, o governador Omar Aziz (PSD), duas vezes vice-governador quando Braga se elegeu e se reelegeu governador em 2002 e 2006, anunciou que o vereador Marcel Alexandre (PMDB), indicado por Braga, seria o vice de Rebeca.

E antecipou: “Amanhã estaremos com vários partidos dando apoio a uma candidatura que nasce do entendimento de que a sensibilidade que a mulher tem pode ajudar a construir uma cidade melhor onde as pessoas possam viver com qualidade de vida”.

Aconteceu o seguinte entre as tardes de quarta e sexta-feira: Braga convocou Rebecca para uma reunião demorada. A versão mais amena do encontro diz que ele alertou Rebeca para baixarias que seriam usadas contra ela durante a campanha.

A versão mais pesada, que Braga teria mostrado a Rebeca fotografias dela na companhia do ex-vereador Ari Moutinho. Ambos são casados com outros parceiros. No ano passado, telefonemas amorosos trocados por eles foram parar na internet.

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25/06/2011

às 20:06 \ Disseram

Terra de niguém

“Ele disse que ia me matar bem devagar. Na Amazônia não há Estado nem Justiça.”

Nilcilene Miguel de Lima, lavradora de Lábrea, no Amazonas, ameaçada de morte por pistoleiro.

23/06/2011

às 15:02 \ Política & Cia

FHC rebate, em suas memórias, a suposta “compra de votos” para a reeleição

 

FHC no jantar de comemoração de seu aniversário de 80 anos, em São Paulo

Amigos, com a evidência proporcionada pela celebração de seus 80 anos e as várias entrevistas que concedeu, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso viu reemergir, aqui e ali, referências à suposta “compra de votos” que teria ocorrido em seu favor para que o Congresso aprovasse, em 1997, o instituto da reeleição para a Presidência da República, governos estaduais e prefeituras.

Aqui mesmo no blog, críticos do ex-presidente e do PSDB têm voltado ao assunto.

Por essa razão, julgo oportuno transcrever o trecho em que o ex-presidente trata do assunto em suas memórias políticas — A Arte da Política — A História que Vivi (Civilização Brasileira, 2006, quarta edição, revista, 2011). Entre muitos outros pontos, FHC lembra algo sempre deixado de lado por quem ainda o causa: havia 27 governadores e milhares de prefeitos interessados na reeleição.

O trecho é o mais longo e minucioso comentário já feito por FHC a respeito do assunto.

A absurda acusação de “compra de votos”

Uma nova onda de modificações no governo viria em abril de 1997. As condições e características dessa nova mexida foram semelhantes às das alterações anteriores. Nelas o que importa ressaltar, mais do que as minúcias históricas, é o vaivém do jogo político. O Presidente guarda, naturalmente, a última palavra. Em determinadas ocasiões, contudo, mal pode balbuciá-la, tal a força dos acontecimentos. Os personagens envolvidos nas decisões são poucos e quase sempre os mesmos, no caso o segmento do círculo próximo que participa das decisões políticas e um ou outro dirigente partidário, às vezes também membro desse círculo, que opina por sua força nstitucional. Raramente os interesses organizados da sociedade e seus grupos de pressão atuam diretamente nas escolhas. Esta pressão se dá, muito indiretamente, por meio de comentários na imprensa.

No jogo com partidos e candidatos a ministro ou a cargos de alto escalão, o Presidente procura preservar seus objetivos. Os partidos, bem como individualmente os líderes políticos, buscam não só maior controle efetivo da máquina pública e dos mecanismos decisórios, mas freqüentemente a manutenção ou a expansão de sua presença simbólica no tabuleiro do poder.

Nessa hipótese, em geral mal lhes importa a competência do designado para a função. Mais vale que “fulano é meu” ou “fui eu quem o indicou”. Nesse equilíbrio simbólico de poder entram considerações sobre a influência relativa de cada partido, de cada Estado ou de cada corrente ou líder dentro do mesmo partido. Feita a nomeação, os “padrinhos” pouco se interessam pelo desempenho do indicado, e sobra para o Presidente e para o governo apagar os incêndios eventualmente provocados com a nomeação, ou responder pela ineficiência da performance.

As mudanças entre maio e junho de 1997 foram tocadas ao sopro do vendaval político. As reformas caminhavam lentamente. Em fins de abril, o governo chegou a perder uma votação importante na reforma administrativa.

A privatização da Vale provocou forte reação entre procuradores da República, OAB, CNBB, CUT e demais organizações  influenciadas em maior ou menor grau pelo PT e pelas esquerdas em geral. As afrontas ao Presidente se multiplicavam, chegando a ponto de a maioria dos procuradores da República assinarem uma nota ameaçando-me de processo por “crime de responsabilidade”. O desassisado da ameaça era total.

Eu exercia o poder de acordo com a Constituição para efetivar políticas aprovadas  pelo Congresso, como, no caso, a privatização. A nova política, contudo, feria os interesses e as suscetibilidades ideológicas de muitos procuradores, como de vários grupos políticos e de pressão, que haviam sido derrotados nas eleições.

O próprio STF, pela decisão individual de um ministro — não vem ao caso lembrar quem foi —, acolheu liminar que interferia no andamento das votações na Câmara, sustando matéria previdenciária, e assim por diante.

No plenário do Congresso, cada vez que o governo ganhava, lá vinham os “apitaços” para significar que supostamente houvera barganha e, em seguida, a oposição levava as decisões legislativas ao STF, para impedir seus efeitos. Verificou-se uma verdadeira “tribunalização” da política. Enfrentávamos uma guerrilha cotidiana de liminares para impedir a ação administrativa do governo, principalmente nas privatizações.

Para cúmulo, em maio, fui surpreendido e reagi com indignação à volta das infâmias: a denúncia de compra de votos, não pelos opositores à tese da reeleição, mas pelo governo! As votações sobre a reeleição, já aprovada pela Câmara, iam se arrastado no Senado. Enquanto isso, as oposições, PT à frente, mas com respaldo de parte da imprensa, criaram a novela da “compra de votos”.

A privatização da Vale provocou forte reação entre organizações influenciadas em maior ou menor grau pelo PT e pelas esquerdas em geral

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31/03/2011

às 16:02 \ Tema Livre

Censo revela que Estados cujas populações mais cresceram foram os mais “vazios” — os do Norte

Cada mergulho nos resultados do Censo de 2010 traz uma revelação, tal a riqueza do trabalho realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os dezenas de milhares de resultados interessantes, chamo hoje a atenção para um: graças à abertura de novas fronteiras agrícolas e, em muitos casos, também minerais, dos cinco maiores índices de crescimento populacional ocorrido na última década nas unidades da Federação, quatro ocorreram justamente nos Estados mais “vazios” de população, todos situados na Região Norte.

Ou seja, independentemente de impactos ambientais, da qualidade de vida e da oferta de serviços públicos na região, ocorreu uma importante ocupação de território por parte dos próprios brasileiros.

A exceção, entre as cinco unidades da Federação, é o Distrito Federal, cuja população engordou 25%, atingindo marca próxima de 2,6 milhões de habitantes.

A população do Amapá cresceu impressionantes 40%

O campeão de crescimento nos últimos 10 anos, entre os Estados “vazios”, foi o Amapá, com impressionantes 40%, levando sua atual população à casa dos 668 mil habitantes – ainda assim muito pouca gente para uma área de 142 mil km2, quando se compara com um Estado como o Ceará que, com seus 148 mil km2, abriga 8,4 milhões de brasileiros.

Segue-se, em segundo lugar, Roraima, outro ex-território transformado em Estado pela Constituição de 1988, com salto percentual quase idêntico ao do Amapá: 39%, que fez sua população atingir 451 mil habitantes. Como no caso do Amapá, contingente ainda pequeno para seus 224 mil km2. Como comparação, tome-se o Piauí, com área não muito maior (251 mil km2), e uma população de 3,1 milhões.

O terceiro Estado que mais cresceu foi o Acre: vigorosos 31%, resultando numa população de 732 mil habitantes, superior à dos outros dois Estados semi-“vazios”, mas igualmente pouco significativa para a área: 152 mil km2, quase do tamanho do já citado Ceará, com seus 8,4 milhões de habitantes.

Finalmente, vem o Amazonas que, com os atuais 3,5 milhões de habitantes, aumentou em 24% sua população em dez anos. 3,5 milhões é população para ninguém botar defeito em lugar algum do mundo, não fosse o tamanho descomunal do Estado: 1,57 milhão de km2, um pouco maior do que a Colômbia — com a diferença que a Colômbia tem 46 milhões de habitantes. O Amazonas continua sendo um Estado escassamente povoado.

As capitais do Norte, também campeãs

Acompanhando o que se passou com os Estados, também as capitais do Norte foram as que mais cresceram no Brasil. A campeã é Palmas, no Tocantins, com impressionantes 66% e 228 mil habitantes. Seguem-se Boa Vista (RR), 42% e 284 mil habitantes; Macapá, com 40% e 397 mil habitantes; Rio Branco, com 33% e 336 mil habitantes e Manaus, com 28% e 1,8 milhão de habitantes.

Excetuando-se Manaus, eram cidades há não muito tempo acanhadas, sem recursos e de população rala que, rapidamente, adquirem porte médio – mais um sinal, entre tantos, de um Brasil em veloz transformação.

03/10/2010

às 22:16 \ Política & Cia

Dois grandes cardeais tucanos naufragam

Tasso Jereissati e Arthur Virgílio: derrota nas urnas

A apuração ainda não terminou, faltam contar pouco mais de 5% dos votos, mas o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), três vezes governador do Ceará e grande líder político do estado por duas décadas, foi derrotado e não voltará ao Senado. A situação está péssima também para uma das mais importantes figuras do partido, o líder no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Com 1,6 milhão de votos, Tasso não tem qualquer chance de ultrapassar o mais bem colocado, o ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira (PMDB) e seus 2,5 milhões de votos, e o ex-ministro da Previdência José Pimental (PT), com 2,2.

No Amazonas, por meros 20 mil votos, está quase dizendo adeus ao Senado um dos mais importantes políticos do PSDB, o senador Arthur Virgílio. Com 97% dos votos apurados, ele está atrás da deputada Vanessa Graziottini (PC do P). Quem lidera, folgadamente, com 1,2 milhão de votos — o dobro da votação de Vanessa — é o ex-governador Eduardo Braga (PMDB).

02/10/2010

às 10:30 \ Política & Cia

Senado: 36 das 54 vagas praticamente já têm dono, e 29 são da base do governo

Renan, Cristovan, Aécio, Requião e Lindembrg

Renan, Cristovam, Aécio, Itamar, Requião e Lindberg

A julgar pelas mais recentes pesquisas de intenção de voto disponíveis, já estão praticamente decididas 36 das 54 vagas no Senado que estão em jogo amanhã, domingo.

Sobre as 18 restantes é muito arriscado fazer prognósticos.

Desses 36 candidatos praticamente com eleição assegurada, nada menos que 29 integrarão o que hoje é a base de apoio ao governo Lula (e que poderá ser a de um governo Dilma), 7 são da oposição e 2 pertencem a partidos que apóiam Lula e Dilma, mas mantêm posição pessoal independente ou se opõem ao governo — Cristovam Buarque (PDT-DF) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

Deixamos de incluir na relação abaixo a Bahia, cuja disputa entre César Borges (PR), Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT) está virtualmente empatada, mas de onde sairão 2 senadores governistas. E São Paulo onde, embora seguramente a base aliada do governo elegerá um senador — Netinho de Paula (PC do B) ou Marta Suplicy (PT) –, um dos dois poderá ser desalojado pela disparada nos últimos dias do ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Ressalvadas reviravoltas de última hora, pode-se dizer que estão eleitos os seguintes candidatos, das seguintes unidades da Federação, por ordem alfabética:

Acre: Jorge Viana (PT)

Alagoas: Renan Calheiros (PMDB)

Amazonas: Eduardo Braga (PMDB)

Ceará: Tasso Jereissati (PSDB)

Distrito Federal: Cristovam Duarte (PDT)

Espírito Santo: Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB)

Goiás: Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB)

Maranhão: Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB)

Minas Gerais: Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPB)

Mato Grosso: Blairo Maggi (PR)

Mato Grosso do Sul: Delcídio Amaral (PT)

Pará: Jader Barbalho (PMDB)

Paraíba: Cássio Cunha Lima (PSDB)

Paraná: Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffman (PT)

Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB)

Piauí: Wellington Dias (PT)

Rio de Janeiro: Lindberg Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB)

Rio Grande do Norte: Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino (DEM)

Rio Grande do Sul: Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT)

Rondônia: Ivo Cassol (PP) e Waldir Raupp (PMDB)

Roraima: Romero Jucá (PMDB)

Santa Catarina: Luiz Henrique da Silveira (PMDB)

São Paulo: Netinho de Paula (PC do B)

Sergipe: Antonio Carlos Valadares (PSB)

Tocantins: Marcelo Miranda (PMDB) e João Ribeiro (PR)

 

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