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17/01/2012

às 19:33 \ Política & Cia

Carros híbridos e elétricos: o Toyota Prius chega no ano que vem, mas Brasil está na contramão — em vez de estimular, pune com imposto quem quer comprar

Toyota Prius: lá fora, 39 mil reais; no Brasil,130 mil

Publicado originalmente em 5 de outubro de 2011

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Uma excelente notícia a de que a fabricante de automóveis japonesa Toyota vai trazer para o Brasil no ano que vem o Toyota Prius, carro híbrido — que tem motor a combustão, mas cuja rodagem alimenta baterias elétricas com as quais ele também circula — mais bem sucedido do planeta. (Leia no site de VEJA).

Pena que o preço estará nas nuvens, por volta de 130 mil reais. Mas não é de estranhar.

Como não é de estranhar que o excelente Ford Fusion híbrido, lançado pela Ford no ano passado, tenha vendido até julho passado penas miseráveis dez unidades — afinal, o preço bate nos 140 mil reais.

Isso porque nós, amigos do blog, para variar, vamos na contramão mundial, como aquele soldado do batalhão que marcha com passo errado e e acha que só ele está certo: o governo, em vez de o governo incentivar os carros elétricos ou híbridos — – que, obviamente, poupam petróleo e poluem menos –, faz o contrário: taxa-os pesadamente.

A reportagem do site de VEJA informa que “estudam-se” incentivos a esses veículos. Mas não se tem notícia das conclusões de um grupo de estudos criado em 2009, durante o lulalato, para analisar a questão e propor políticas. O grupo tinha à frente um representante do Ministério da Fazenda, manteve audiências com diversos setores da indústria automobilística brasileira a respeito de veículos híbridos ou movidos a eletricidade e enviou técnicos ao exterior para ver como é tratada a questão nos países mais industrializados.

O antecessor de Dilma estava para anunciar um plano de ação para esses veículos em maio de 2010, mas cancelou o ato e nunca mais se falou no assunto.

Versão híbrida do Honda Fit: no Japão, algo como 34 mil reais

Um setor da indústria automobilística, de que fazem partes fábricas japonesas, vem pressionando o governo para que os elétricos ou híbridos sejam tributados mais ou menos da forma como ocorreu com os veículos de motor 1.0, mais econômicos, e cuja compra sucessivos governos vêm estimulando com apenas 7% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a alíquota mais baixa para automóveis.

Pressão contrária exerce o setor mais tradicional da indústria, que está menos avançado em lançamento de híbridos e elétricos e gostaria de manter as coisas como estão. Por desatualização da legislação em relação ao mundo em que vivemos — o Brasil, burramente, continua taxando os veículos com base no tipo de motor que usam, mas não inclui em categoria alguma os produtos da modernidade –, híbridos e elétricos foram remetidos para a classificação geral de “outros”, e pagam o IPI mais salgado: 25% do preço. Some-se a isso os 12% de ICMS, mais o IPVA… e por aí vai.

Bem diferente de países europeus e do Japão, que taxam menos híbridos e elétricos e, no caso destes, conferem bônus para quem compra, que podem atingir 5 mil dólares. Um Honda Fit híbrido custa, no Japão, muito razoáveis 18.600 dólares (cerca de 34 mil reais). No Brasil, se um Honda Fit a gasolina custa algo como 55 mil reais…

Nos EUA, o modelo mais básico do híbrido Toyota Prius, o Prius Two, custa 23.050 dólares (41,1 mil reais). Aqui, se forem mesmo colocados à venda por 130 mil, vão custar… mais do que o TRIPLO!

Por falar no Prius, vejam que coisa de Primeiro Mundo: todos os táxis da bela cidade de Vancouver, no Canadá (3 milhões de habitantes na região metropolitana), são esses híbridos japoneses. Em qualquer capital da Europa, aumenta a olhos vistos o número de híbridos, especialmente o Prius, nas frotas de táxi.

No Brasil, é isso que se vê.

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60 Comentários

  1. Henrique Luz

    -

    03/04/2013 às 17:00

    O governo Dilma perdeu uma excelente oportunidade de marcar o sua governo com uma medida que ficaria na história do país,ou seja,seu governo seria marcado como o que introduziu o carro elétrico,híbrido no Brasil e seria um grande passo pra o meio ambiente,mas se deixou vencer pelos poderosos do contra e dá um grande passo de caranguejo.Esta administração carece de identidade própria e tem o dedo da direita atrasada e reacionária.Vergonha!

  2. Lucas

    -

    02/02/2013 às 7:42

    QUE VERGONHA BRASIL PAIS DOS IMPOSTOS BANDO DE FILHO DA PUTA SANGUE SUGA ESSA **** DE GOVERNANTES

  3. Gabriel

    -

    24/12/2012 às 17:10

    Se fosse só imposto como é que um Gol 1.6, fabricado aqui e vendido por quase 40 mil, é exportado para o México e custa lá 18 mil reais? Não é só imposto, o maior vilão do preço do carro é a margem de lucro das montadoras, então não adianta comparar o preço do carro elétrico aqui e lá fora, pois TODOS os carros são mais caros aqui do que lá fora. Lei de mercado, por que baixar o preço se o consumidor paga? Cerato lá fora custa 12 mil dólares. Pense nisso e não alimente essa indústria, sem carro 0km até sermos respeitados.

  4. jose de souza

    -

    07/12/2012 às 22:07

    Que vergonha para nosso pais gostaria muito de adquirir um para poder fazer a minha parte e ter um mundo melhor, é uma tristeza muito grande nosso pais anda arrastado e somos muito atrasado em todo processo humano ate o nosso futebol já não é mais o mesmo, os politico precisa acorda para realidade da vida ”carro elétrico já” energia solar já,redução de menor idade, cadeia para políticos corruptos já.

  5. João

    -

    12/11/2012 às 11:59

    Também, com um presidente praticamente analfabeto, agora com sua sucessora, não é de se admirar que estejamos assim, porque não se coloca um engenheiro, médico, ou algo do tipo…acabamos colocando apenas advogados na melhor hipótese…lamentável

  6. cristiano l oliveira

    -

    28/10/2012 às 21:02

    o governo pensa em ganhos imediatos com a tributação não quer diminuir a poluição com os carros hibrido e elétricos. o povo compra e pagar qualquer preço por carros ruins através de financiamentos bancários. isso pode mudar quando as pessoas exigir melhores carros e não comprar qualquer coisa disponível no mercado.

  7. Horacio

    -

    10/09/2012 às 21:03

    Claro que está na cara o interesse dos magnatas do petróleo,só pensam em dinheiro,mais um dia vai acontecer que vão ter que sair de casa com um tubo de ar ,igual ao dos mergulhadores pra poder respirar,é muito triste que nossos governantes entrem do lado dos poderosos e não façam o que é certo.

  8. aldo

    -

    09/07/2012 às 11:57

    Bem que a Dilma poderia liberar imposto bem menor para carros eletricos ou hibridos, pois ela tem boa visao e foi dirigente da petrobras sabe o qto e importante sair na frente de outros paises. T b melhora o empenhos e investimentos da iniciativa privada gerando + empregos e melhora o ar das grandes cidades vamos la Dilma faz uma forcinha nao vai se arrepender.

  9. Peniche

    -

    15/06/2012 às 7:34

    Tbem estas montadoras poderiam trazer um fabrica para cá, assim seria a primeira e ficaria com o mercado brasileiro nas maos…

  10. Cleo Cunha Pinto

    -

    16/05/2012 às 14:09

    Impostos? Só isso faz com que nossos preços sejam tão altos – SANTA INOCÊNCIA! O nome é oligopólio, ganância, falta de ética e um pouco de impostos e custo Brasil + só impostos é piada né!?

  11. Fabio

    -

    17/04/2012 às 19:03

    O brasil no momento não possui fontes de energias suficientes para abastecer tantos carros, porém se lançasse esse veiculo pelo dobro do preço do japão até eu iria comprar um, vantagens são inumeras em relação ao petróleo, até que se as infraestruturas fosse de país de primeiro mundo, tudo bem que o imposto seria caro mais teria retorno a sociedade, mas infelizmente isso não acontece, governos anteriores também tem culpa destas infraestruturas terem começado e nunca terminado, tudo isso é um tal de fala e não faz que dá nojo,

    Por uma SUSTENTABILIDADE já, carros híbridos AGORA !!!

  12. Ebenezer Monteiro de Pinho

    -

    03/04/2012 às 22:21

    Infelizmente não posso me arrepender de ter nascido no Brasil, porém me envergonho de ser brasileiro e ter que bancar a gana e o interesse mesquinho dos que estão no governo deste país e que estão cagando para o bem estar daqueles que os elegeram. Meu sonho de consumo é um Prius mais, infelizmente, tive o azar de nascer no país errado.

  13. Décio Galvão

    -

    03/04/2012 às 21:46

    senhores, quem manda neste país são banqueiros e usineiros, como ficariam os cartéis dos postos de combustíveis,e como continuar a pluma de contaminação existentes em todos os postos do Brasil, onde o passivo ambiental ficou para o povo e as futuras gerações, carros híbridos para que.!!!!!

  14. klaus kllotz

    -

    03/04/2012 às 20:16

    Absurdo , o pais dos idiotas , inadmissível, o povo não tomar uma atitude contra tantos impostos. Um carro que poderia gerar uma economia pro consumidor, mas infelizmente não fazemos nada.

  15. Gilberto Schuhli

    -

    23/03/2012 às 15:41

    Para uma Industria que quando experimentou a concorrência com carros vindo de outras partes do Mundo. Na primeira oportunidade pressionou governo e parlamentares a taxar, a comercialização quase inviabilizando ou até inviabilizando esta concorrência. A ideia de carro hibrido ou elétrico vai ser inviabilizada ou por preços altíssimos ou por protecionismo vão inventar algo

  16. Anderson

    -

    22/03/2012 às 0:21

    Precisamos urgente desses carros 1.0 no Brasil nos preços dos carros 1.0 existentes aqui. Nós temos umas das maiores populações mundiais e seria um avanço tremendo substituirmos nossa frota flex por híbridos. Particularmente só uso álcool no meu carro. Nunca abasteci gasolina. Já é um começo mas há soluções melhores.

  17. Patricia Rio

    -

    21/03/2012 às 21:30

    Penso que o governo taxou demais esses tipos de veículos em nosso pais pelo simples motivo da Petrobras ser também do governo. É obvio que os caras não querem deixar de vender gasolina e álcool com um concorrente chamado Carro Elétrico para atrapalhar a investida dos caras. Eles sabem que se esta idéia de carro elétrico pegar aqui no Brasil, eles estarão falidos. Por isso o preço dos impostos. Simples assim

  18. Reginaldo Conrado

    -

    18/03/2012 às 17:15

    Infelizmente nos brasileiros podemos tirar o cavalinho da chuva, pois sendo o Governo federal detentor da maior parte das açoes da petrobras, que é por sua ves a maior subsidiaria dos cofres publicos do BRASIL, nos jamais teremos o prazer de possuir veiculos verdes, Hibridos ou Eletricos,sem termos que desembolsar no minimo o triplo do valor cobrado pelos mesmos em paises onde o governo prioriza a manutençao das formas de vida inclusive do planeta, pois sabe-se que o excesso de consumo de combustiveis fosseis, e a principal causa de efeitos estufa,e do super aquecimento Global que inclusive ja tem dezimado parte da populaçao do japao e diluido grande parte das geleiras do polo norte, ou seja, a atitude do Governo Brasileiro e nao somente Omissa, e tambem irresponsavel e Egoista.

  19. junio...

    -

    01/03/2012 às 9:38

    O BRASIL DEVIA SOFRER UMA FORTE PRESSÃO DOS PAISES MAIS INDUSTRIALIZADOS, POIS COMO PODE O PAÍS QUE SE DIZ DONO DO PULMÃO DO MUNDO, SER TÃO DESPREOCUPADO COM A EMISSÃO DE POLUENTES NA NOSSA ATMOSFERA. TEM GENTE QUE AINDA FALA QUE TEM ORGULHO DE SER BRASILEIRO, POR QUE? SE NÃO TEMOS SAÚDE DE PRIMEIRO MUNDO, NEM EDUCAÇÃO TAMPOUCO SEGURANÇA, FALA SÉRIO O GOVERNO SÓ QUER NOS SUGAR.

  20. leandro

    -

    25/02/2012 às 12:55

    Boicote a indústria nacional !!!

    Esta na hora de escolher modelos que oferecem mais por menos..Aí quem sabe a porca indústria nacional comece a colocar mais itens que são básicos nos carros de países europeis ou asiáticos !!!

    Por que será que estão taxando ainda mais os importados ??? é porque vc paga bastante MAS te oferecem muitos itens de conforto e segurança além de durarem mais !!!

    Há modelos seminovos muito bons no Brasil e não tão carros de adquirir e manter:

    Corolla, civic, etc. Honda e Toyota, o resto é resto !!!

    Eu mesmo tenho um por 15 mil reais !!! Há alguns por 20 e até 25 mil reais completassos !!!

    Link útil para informações sobre carros (desempenho, economia, etc):

    http://www.bestcars.com.br

    Tem a opinião dos donos e não de que vende !!!

  21. Everton

    -

    31/01/2012 às 13:46

    Oh, pobre PETROBRAS, o governo não poderá jamais abrir possibilidades para gerar prejuízos em sua MAIOR empresa né!!!

  22. Sandra Mariotto

    -

    30/01/2012 às 18:18

    É uma pena que nossos pulmões e as futuras gerações colham os frutos da ganância da geração imediatista. Vender petróleo rende mais…Troquemos os políticos que aí estão (todos) e talvez haja melhores condições de ordem e progresso.

  23. What-is-up

    -

    20/01/2012 às 14:42

    Para aquele que ainda especulam ou dão palpites de que não é só o imposto que é alto na Cleptolândia, importe um por conta própria, poderá experimentar toda aberração tupiniquim. Importei um que custa U$ 50.000 e o frete/seguro até Vitória mais U$1.500, agora do porto de Vitória até a minha garagem pude ver a fotografia da ditadura do confisco, pulou para U$ 138.000 e alguns trocados, não sei o motivo, mas até IBAMA está pendurando nos custos.
    Hoje quando lançam algum carro interessante, vou a USA, alugo por uma semana e mato a vontade, pois não quero mais contribuir com a farra da corrupção “doando” quase 2 carros ao comprar 1.
    Hah, teve um ano em que majoraram o IPVA deste carro em mais de 120%, e aguardo uma explicação até hoje da Secretaria da Fazenda.

  24. Izázeli

    -

    05/12/2011 às 19:28

    Pois é, este Brasil que vemos com relação a impostos e taxas, vai ficar……………….pior.
    Não vejo perspectiva de melhora para que , como eu, quer um veículo bom, seguro e que polui menos, pois sou um motorista consciente e responsável. A Petrobrás tá aí….até na Globo…….fazendo sua propaganda para vender cada vez mais Combústível/derivados e claro….Dando a mínima para carros Híbridos. Já que o álcool não deu certo como combustível alternativo (nem vou falar de quem é a culpa né….) poderia o governo incentivar aquele cidadão que quer um carro sem barulho, e que polui menos e até mesmo menos potente para que não ocorra um acidente por excesso de velocidade poe exemplo.
    Quem sabe depois de do Mega Investiment em COPA DO MUNDO, o governo pense um pouco nas taxas abusivas e na Saúde, que está péssima. Aliás, imposto para produtos veterinários é 14%, para produtos para seres humanos é 34%…por isso quando for na farmácia, entre latindo em vez de tossir, que você paga menos impostos no xarope.

  25. Fabio

    -

    19/10/2011 às 1:36

    Sim. Imposto no Brasil é altíssimo e isso nem se discute. Mas será que são só eles os culpados? De US$ 23.000,00 para RS$ 130.000,00…

    A própria reportagem da Veja do dia 12/out cita que os impostos correspondem por 30% do preço final do veiculo aqui. Onde estará o resto? No “alto custo de frete”, como absurdamente declarou o Sr. Rogelio Golfarb, diretor da Ford na América do Sul? Só se os carros vierem de ANTONOV pra cá…

    Revise o comentário feito pelo Sr. Luiz Carlos. E reflita também sobre o fato de todas fabricantes de automoveis no Brasil serem LTDA e não S/A… (por que será? Talvez porque uma S/A tenha que trazer a PÚBLICO seus — fantásticos — resultados?)

  26. elizio

    -

    07/10/2011 às 18:10

    Patricia m 16:48

    Se falta gasolina, é que o Brasil tenta extrair o máximo de diesel de cada barril de petróleo. Afinal em um país na contramão da história, é movido por caminhões e não trens. A gasolina vendida em Ponta Porã é brasileira e procurei informação: também é batizada com álcool, mas o cheiro dela é completamente diferente.

  27. Think tank

    -

    07/10/2011 às 13:34

    Tudo indica que a Patrícia m. não consegue diferenciar um carro híbrido do carro tipo plug-in como Volt da GM ou Leaf da Nissan, plug-in é mais simples que os carros com motores a explosão, basta tirar a motor a explosão e a caixa de transmissão do carro hibrido, há décadas são utilizados nas empilhadeiras e é parecido com o Itaipu que Gurgel fabricou muitas há décadas.
    No caso do híbrido o motor elétrico, nas frenagens e em “down hill”, o motor vira gerador para carregar a bateria recuperando parte da energia que literalmente seriam queimados nos sistemas de freios.
    Como a maior quantidade de poluentes são produzidos quando aceleramos/desaceleramos o veiculo bruscamente, com o painel do Prius configurado para monitorar os motores em ação, verá que na hora das retomadas o motor elétrico está atuando com potência máxima e nas frenagens como gerador para reduzir a emissão do “companheiro”, motor a explosão.

  28. Diogo Tinoco Castro

    -

    07/10/2011 às 10:53

    Olá, divulguei entre minhas redes o depoimento do “alexandre fonseca”, comentário de 01/03/2011 às 4:01, devido ao teor de indignação que o fato gera. Acabou chegando na editoria do Rio de O Globo que fecha uma matéria sobre o tema hoje, e eles se interessaram em fazer uma entrevista com o comprador da bicicleta. Seria possível contactar o alexandre fonseca para tentar localizar o comprador?
    Grato

  29. patricia m.

    -

    06/10/2011 às 16:48

    E ja que estamos falando de combustiveis, eu vou jogar gasolina na fogueira… Carro eletrico eh muito legal etc e tal, mas nao eh tudo isso que a patota verde prega nao. Para abastacer o carro, necessita-se eletricidade. Qual a matriz eletrica da maioria dos paises do mundo? CARVAO, usado em termoeletricas. Entao meus amigos, para que o combustivel do PRIUS seja verde mesmo, a matriz energica do pais em questao tem que ser verde. ESTAMOS TODOS MUITO LONGE DISSO. Logo, o carro eletrico polui, de forma diferente, mas polui.

    Você está certa — na maioria dos países. Há alguns, como a Noruega, que, além da que produz, só importam energia elétrica de fontes limpas. A Noruega produz petróleo e exporta. E compra eletricidade, desde que venha de fontes hídricas ou eólicas etc. Lá está a maior frota de carros elétricos do mundo, atualmente.
    Só que você pisou no tomate em relação ao Prius: toda a energia elétrica que ele gera vem de sua própria movimentação. Toda a energia elétrica dele é limpa. Ele só polui (muito menos que os demais carros) quando usa a gasolina de seu motor respectivo. Abaixo de determinada velocidade, ele sempre anda tocado a eletricidade acumulada em suas baterias por força do giro do outro motor, da energia das freadas etc.
    Abraço

  30. patricia m.

    -

    06/10/2011 às 16:39

    Elizio e Setti: a questao da gasolina nao eh verdade. Basta ler os financial statements da Petrobras. A Petrobras nos ultimos meses tem IMPORTADO gasolina. Isso porque o alcool esta caro se comparado com a gasolina e consequentemente as pessoas preferem abastacer com gasolina.
    .
    Sabe o Pais Maravilha registrado em cartorio pelo lulalato? Entao, so existe em cartorio mesmo. Sinto informar mas nos nao somos auto-suficientes em petroleo nao, hehehe.

  31. Think tank

    -

    06/10/2011 às 16:24

    A conceito mais importante do carro híbrido está no principio de recuperação da parte da energia queimada para colocar o carro em movimento e energia potencial nas descidas, obviamente sem que o peso adicional anule esta energia recuperada.
    O principio é simples, mas a engenharia envolvida para colocar no uso diário não é nada simples, tanto é assim que esse da Ford usa partes e patentes da Toyota. Existem basicamente 2 tipos, aquele que hora está atuando o motor elétrico ou o motor a explosão, no caso dos híbridos da Toyota tem a terceira opção que é colocar simultaneamente e somar a força dos dois motores de características completamente diferentes nas ultrapassagens, que só é possível graças a um novo tipo de transmissão controlado por CPU. Quem limita a potência do motor elétrico hoje é a bateria, caso descubra algum novo tipo de bateria, estes carros ficarão imbatíveis nas retomadas.

  32. sirlei

    -

    06/10/2011 às 11:00

    Veja bem, Setti, todos os países citados são de primeiro mundo, governados por políticos, em sua maioria, de primeiro mundo, que não pensam pequeno ou querem apenas se locupletar, como os daqui.

  33. Carlos Costa Aguiar

    -

    06/10/2011 às 6:41

    Colocando mais lenha na fogueira, alguns países da Europa oferecem benefícios fiscais sobre produtos considerados “verdes” como por exemplo: painéis solar fotovoltaicos para residências,eletrodomésticos com selo AAA e, evidentemente, carros híbridos. A Bélgica oferece 15% de “écoprime” sobre o valor sem TVA o que faz com que um modelo Prius básico saia por €23.962,00. Volto a lembrar que os modelos básicos da CE exigem uma série de equipamentos que no Brasil é considerado como opcional (ar-condicionado, cd player, air-bag entre outros.)
    Sinceramente não sei como tem gente que tenta justificar os entraves que o governo impõe à modernidade com jargões do tipo “noço governo faiz muito bem em defender a industria nassional”. Não chamaria isso nem mais de militantismo mas sim de “burro-masoquismo”.

  34. Eddie

    -

    06/10/2011 às 6:15

    O Prius, na época em que morei nos Estados Unidos, era o único carro que existia fila para comprar e, em alguns momentos, o usado – disponível de imediato – chegava a custar mais caro que um novo. Aqui, quando isso acontece é porque o carro é bonitinho ou está na moda e lá é simplesmente porque as pessoas costumam pensar. Sem querer ser agressivo com os brasileiros mas ainda temos muito o que aprender: por exemplo, usar carros automáticos que poluem menos e fazem menos barulho (já perceberam que telefone público nos Estados Unidos não têm os horrorosos orelhões? Isso porque os carros de lá não fazem tanto barulho como os daqui.

  35. Marcus(MG)

    -

    06/10/2011 às 1:33

    Quem matou o carro hibrido?Você esqueceu quem é o maior acionista da petrobras,pode parecer bobagem mas o maior medo é o aumento da demanda para carros hibridos, eletricos ou que gastem menos combustiveis fósseis,temos exemplo a tecnologia flex que as montadoras tinham desenvolvido a muito tempo atrás, mas só agora liberaram.Se os governos não fizerem leis de incentivo nos impostos ou de obrigações, não bastará a vontade do consumidor!

  36. Nelson

    -

    05/10/2011 às 20:51

    Srs.,

    Adiciono o seguinte fato: o Prius foi lançado nos EUA em… 1997! Isso mesmo! O carrinho está a 14 anos no mercado mundial!! Me sinto um habitante de um país da finada cortina-de-ferro, onde qualquer novidade do exerior era devidamente sobretaxada, enquanto isso os ultra-tecnológicos TRABANT eram comercializados para se evitar “contaminação do ocidente”. Abaixo toda e qualquer “máfia”! Liberdade! Tirem a mão do meu bolso!

    Caro Nelson, estou em Barcelona, trabalhando por uns tempos desde aqui, onde vivem e trabalham minha filha e meu filho e respectivas famílias.
    Bem, a cada dia vejo mais Prius nas frotas de táxi locais.
    Já tomei táxis Prius umas 5 vezes, e fiquei impressionado com sua modernidade para um automóvel concebido (e várias vezes atualizado, claro) há 14 anos.
    Além disso, o bicho é amplo, confortabilíssimo — e roda num silencio de dar sonho…
    Abração

  37. silvio

    -

    05/10/2011 às 20:51

    eu penso q ta na hora de oh BRASIL construir um carro brasileiro economico e verde . eu apoio oh que EIKA batista falou q vai construir um carro brasileiro eletrico

  38. silvio

    -

    05/10/2011 às 20:40

    o carro e muito bonito . mais e 3 vezes mais caro .eu penso q oh governo ia ganhar muito mais si vendece oh carro nun preco justo un preco mundial q todo mundo ganha e oh anbiente tambem mais com tanto petrolio no brasil ele quer continuar vendedo os siples carros q tei no planeta ai no brasil e cotinuar poluindo oh planeta obrigado senhor presidente

  39. Diego Coelho

    -

    05/10/2011 às 20:31

    Também não é por aí.. Porque baratear importação de carro? Tem é que taxar mesmo! Se o interesse da Toyota fosse unicamente o desenvolvimento “verde” ela faria a montagem aqui. Então faça-se ouvir, a taxação dos carros é para estimular a fabricação nacional.. Então olhando por este lado, o governo está sim fazendo o certo.

  40. Marcos F C Costa

    -

    05/10/2011 às 20:02

    Novamente os interesses dos monopólios são colocados acima do bem comum.

  41. jose

    -

    05/10/2011 às 19:50

    Para quem ainda não acredita, basta conferir no link:
    http://www.toyota.com/prius-hybrid/trims-prices.html

  42. Luiz Carlos

    -

    05/10/2011 às 19:49

    Não vamos esquecer da estratosférica margem de lucro das montadoras…elas mamam aqui no Brasil o que não mamam lá fora e vivem praticamente às nossas custas, investindo pouco e vendendo sucata obsoleta a peso de ouro…nem tudo é imposto….

    Elas melhoraram muito, estão muito mais atualizadas, até porque as operações globais de cada uma tornam isso mais barato. Infelizmente, quem mais mama nos consumidores é mesmo o EStado guloso e incompetente.

  43. Neri Dos Santos

    -

    05/10/2011 às 19:40

    Enquanto nós tivermos o monopólio do petróleo com a PETROBRÁS, nunca teremos carro a álcool viável e muito menos carro elétrico. Ou alguém acredita que é possível colocar a raposa cuidar do galinheiro?

  44. Paulo M

    -

    05/10/2011 às 19:33

    “Coisa de TÔLO!” Por essa e outras que o Brasil do Partido dos Trapaceiros, é o país que ocupa a 152ª posição no ranking do Banco Mundial por ter seu sistema tributário desajeitado e pesado. Irrealista e hipócrita, como disseram no FT. Acrescento mais: incompetentes e corruptos!

  45. Mel

    -

    05/10/2011 às 19:26

    …um absurdo a falta de visão dessa gente que tomou o poder da maneira que se viu…gente sem a menor noção do que o planeta precisa, do que todos os seres humanos precisam: da harmonia com a Natureza!
    Completamente na contramão! …e orgulham-se disso.

  46. vanderlei

    -

    05/10/2011 às 19:11

    e obvio q o governo n qr nunca esses carros aqui no brasil pq qm financia as campanhas politicas desses crapulas sao os usineiros q poe o preço q eles qrm no etanol dai o preço e tao auto q desestimula ate os ricos a comprarem os hibridos

  47. Marco

    -

    10/08/2011 às 18:36

    O Brasileiro é um imbecil!!! O governo principalmente!! Levando-se em conta que é um país que não pensa os políticos só querem se dar bem e nada presta, querem mais o que?
    Aqui é o território da zona, ganha quem pode e gasta lá fora! O “brasil”, sempre será a escória do mundo!

  48. alexandre fonseca

    -

    01/03/2011 às 4:01

    Um assunto correlato é o das bicicletas elétricas. Um conhecido meu comprou uma bicicleta elétrica chinesa, empolgou-se com o produto e resolveu montar uma importadora. Trata-se de bicicletas equipadas com pedais convencionais, mas auxiliadas por um motor elétrico e dotadas de alguns itens adicionais – velocímetro, faróis e lanternas, pisca-pisca, chassi mais robusto, bagageiro fechado. A velocidade máxima não passa de 30 km/hora e em subidas íngremes é preciso ajudar pedalando, mas é um veículo urbano muito prático e barato – custo de aproximadamente R$ 2.000, gasto mensal de eletricidade inferior a R$ 5 para percorrer 50 km/dia.
    O problema é que ninguém sabe se isso é uma bicicleta ou uma motocicleta. Na dúvida, os policiais tendem a exigir capacete, documentação e carteira de habilitação. Depois de passar alguns apertos, meu amigo decidiu licenciar e emplacar sua bicicleta. Foi quando descobriu que não podia emplacá-la porque não é um veículo com motor a combustão, conforme determina a legislação de trânsito. Para evitar problemas futuros, ele tentou obter de alguma autoridade uma declaração de que a bicicleta não precisava de emplacamento. Ninguém se dispôs a botar a mão nessa cumbuca.
    A conclusão kafkiana, portanto, é que uma bicicleta elétrica pode ser apreendida por falta de placa, mas não pode ser emplacada. Meu amigo emprendedor, evidentemente, desistiu – e, para evitar novas aporrinhações, agora só usa sua magrela motorizada em ruas secundárias.
    (Ainda a propósito da estupidez da nossa burocracia: outro amigo comprou um Smart, um carro que pode ser estacionado de frente para a calçada, evitando manobras, porque seu comprimento é igual à largura. Quando tentou fazer isso, levou uma multa. A razão, como ele descobriu, é que o código de trânsito exige que os veículos sejam estacionados paralelamente à calçada!)

    Meu Deus do céu, essas coisas só podem mesmo acontecer no Brasil.
    Seu depoimento é inacreditável. Até quando continuaremos, mentalmente, na Idade da Pedra?
    Obrigado por seu ótimo comentário e volte sempre.
    Abraço

  49. Roberto

    -

    01/03/2011 às 3:08

    Isso não é assim apenas para carros. Absolutamente qualquer coisa importada no Brasil custa aqui mais do que o dobro do preço original. A única exceção que conheço são livros. Eu já comprei muitos livros em inglês que mesmo com o frete, ficam bem mais baratos (sem falar nas traduções, que geralmente são horrorosas).

  50. José Alberto Scur

    -

    28/02/2011 às 21:46

    governo burro e jabuticaba, só no brasil il il il

  51. elizio

    -

    28/02/2011 às 20:20

    Caro Setti:
    outra coisa que acho importante: as baterias modernas são movidas a lítio.
    O maior depósito de lítio do mundo, é no maravilhoso deserto de sal de Uyune na Bolívia; parece que os chineses já tentaram comprar alguma coisa por lá: Morales negou.
    Então, ainda tem muito pano para pouca manga…
    de Campo Grande – MS

  52. elizio

    -

    28/02/2011 às 19:49

    Caro Setti:
    vivo sempre no aperto, então não sei nem de economia caseira (única certeza, impostos muito), quanto mais de macroeconomia.
    Mas posso afirmar o que vejo e o que sinto: o Paraguai é relativamente perto de Campo Grande; lá a gasolina é boa (não batizada), barata e, brasileiríssima. Todo mundo vai lá trocar pneus gastos, por seu baixo custo: e esses pneus são fabricados onde? Aqui no Brasil.
    Trocando em miúdos, como o Brasil que é rodante e movido a óleo diesel, tiram esse óleo até a última gota do barril; o que acontece: sobra gasolina no Brasil – se sobra, temos que exportá-la – se exportamos, entra moeda forte. Fechou-se o círculo. Os paraguaios compram nossa gasolina muito mais em conta que nós e pneus então, nem se fala. Doído não?
    Aproveito para pedir que quando tiver tempo, faça uma análise do custo dos livros no Brasil.
    Fui ontem, no shopping daqui e comprei 3 livros (não aguento ver estantes cheias, bate um comichão irresistível…). Mas focando o assunto, uma bela surpresa, muita gente mesmo comprando livros, fila enorme para chegar ao caixa e pagar. Mesmo assim, acho proibitivo o preço dos nossos livros. Será que com menos custo, não seríamos uma país mais pensante?
    Abraço
    elizio

    Que relato interessante, amigo Elizio. Incrível essa questão dos pneus e da gasolima, parece ficção. Quanto ao preço dos livros, como não há imposto sobre papel etc, o problema, me parece, está em dois pontos: 1) falta de economia de escala (as tiragens são muito pequenas; quanto maior forem, mais baixo o custo); 2) ganância por parte de certas editoras, que poderiam ganhar menos por livro e ter mais lucro vendendo um número maior de exemplares.

    Um abração

  53. elizio

    -

    28/02/2011 às 19:33

    Caro Setti:
    ano passado eu e minha filha mais velha (com sacrifício, uma semana batendo perna e comendo sanduíche), tivemos oportunidade de ir a Paris. Quando vi uma agência da Toyota, não aguentei, entre e depois ainda voltei lá; o tal do Prius é um senhor carro, bonito, luxuoso e..e…
    Por aqui andei pesquisando: nos EUA não custa 50.000 reais (o top de linha).
    Caso andar 20 km/dia – tipo ir ao trabalho e voltar para casa, não gasta nada de gasolina. Na cidade, se andar mais que isso, faz 26.5 km/litro, uma vez que ao acionar o motor a gasolina, entra em ação também o motor elétrico, em conjunto. E se depender só do elétrico, o Prius consegue atingir a marca de 90 km/h.
    Saudade do fusquinha do Itamar…

    O Prius é maravilhoso. O pai de um jornalista amigo, o Matthew Shirts, o mais brasileiro dos americanos, diretor aqui na Abril da revista National Geographic, mora na Califórnia e tem um Prius. E o Mateus, como o chamamos, sempre conta que ele e o pai disputam uma espécie de campeonato, a cada viagem, para ver quem faz mais quilômetros com 1 litro (lá é com 1 galão) de gasolina com o Prius. Cada vez eles “espicham” mais, sobretudo na estrada.

    E no Brasil o governo taxa os híbridos, em vez de facilitar sua importação e/ou fabricação.

    Houve uma pressão muito grande sobre o governo de parte das montadoras “tradicionais”. O antecessor da presidente Dilma já tinha até discurso marcado para anunciar um programa de incentivo aos híbridos/elétricos, se não me engano em maio do ano passado, e cancelou a cerimônia sem maiores explicações.

    Abraços

  54. Marco

    -

    28/02/2011 às 18:11

    Caro R. Setti: Acho q faltou um item no teu cálculo, o custo financeiro. Setti a respeito disso se tu poder, consultar os economistas, aí da Veja, se é verdade q o custo do dinheiro para os Bancos em forma de imposto é de 19 % e mais a TX spread de 42 % . Não tenho certeza e não achei na internet, mas isso pode ser para outro assunto. Gostei do esclarecimento no Post, espero q tu não pare por aqui.
    Abs.

    Caro Marco, não sou especializado em economia, mas sempre que posso dou meus tirinhos. Pode contar com eles. O custo do dinheiro para o é mais ou menos o da taxa Selic, mas depende do tipo de papel emitido.

    Abraço

  55. Homo Anômallus

    -

    28/02/2011 às 17:40

    Caro Ricardo,
    Primeiro queria pedir desculpas, peço que releve meus comentários anteriores, é que é tanta gente querendo formar uma imagem da Dilma candidata, completamente diferente da Dilma presidente,(o que é uma tremenda mentira) que acabo descontando em quem não devia, mais uma vez me desculpe.
    Sobre os carros híbridos e elétricos.
    Quando ainda era Ministra de Minas e Energias, Dilma foi quem colocou bem lá no fundo da gaveta o Projeto de investimento de R$70 Milhões, que o grupo Cappadocia Investents tinha para construir sua fábrica no estado do Rio de Janeiro. E mais outros R$140 Milhões para segunda fase, que seriam aplicados para elevar a capacidade de produção para 70 mil unidades/ano
    Depois, como Ministra Chefe da Casa Civil, e candidata a presidência, sua pasta continuou ignorando completamente o programa de incentivo para a produção do carro elétrico Obvio.
    O Sr Ricardo Machado, presidente do Cappadocia Funds Brazil, em matéria de capa, publicada em 02/08/2010, no caderno “Negócios” do Jornal Estado de São Paulo, afirmava que o investimento do Grupo dependia da decisão governamental de também adotar o programa de incentivos que outros países já adotaram.
    Esta era a posição dos investidores até o fim de 2010, mas os planos poderiam mudar, e a implantação da fábrica passaria a ser no México, Costa Rica ou Coraçau, caso o governo (Dilma) não tome nenhuma decisão.
    Parece que infelizmente, com a Dr. Dilma Presidente, o país está perdendo completamente o restinho de capacidade para produzir novas tecnologias.
    Viva nossa eterna República dos Bruzundangas!
    Abs

    Não há de que se desculpar, meu caro.

    E obrigado pelas informações sobre mais essa mancada do governo em relação aos carros elétricos e/ou híbridos — no caso, elétricos. Estamos atrás de todo mundo nisso.

    Abraço

  56. JT

    -

    28/02/2011 às 17:13

    A sobre-taxação para veículos híbridos e elétricos demonstra o que o Brasil ainda é: um país de terceiro mundo.

    Repararam como a expressão “terceiro mundo” vem sendo pouco usada na imprensa ultimamente? Mas o Brasil que sonha em ser a quinta potência mundial até 2020 ainda não se livrou do estigma do atraso, caso contrário estaria na vanguarda dos países que incentivam a matriz energética limpa para o sistema de transportes.

    Querem outros exemplos? Na Europa e na América do Norte os governantes proíbem o uso de amianto. O que a indústria do amianto faz? Leva suas fábricas para os países da África e América do Sul.

    Agora respondam: onde a indústria tabagista ainda mantém seus lucros em ascensão? Nos países pobres da Ásia…

    Quando os carros híbridos e elétricos forem considerados ultrapassados e corriqueiros no primeiro mundo, os brasileiros vão começar a pagar menos impostos para comprá-los. Até o momento, o lobby das multinacionais para manter o padrão atual do uso de combustíveis ainda é muito forte por aqui.

    Você tem toda razão, caro Jean. O caso do amianto é um escândalo — mais um — que está parado na Justiça. Alguns Estados, com São Paulo à frente, aprovaram leis banindo o amianto, mas a indústria foi à Justiça — e agora só Deus sabe quando a coisa vai se resolver.

    Talvez os netos de meu netinho André consigam ver o final da história.

    Abraços

  57. Ismael Paulista do ABC

    -

    28/02/2011 às 16:58

    Ricardo, a extensão da mediocridade do Lulalato foi tão grande, que não me surpreenderia se a única consequência da comissão governamental tenha sido pagar viagens de recreio para alguns técnicos e parlamentares.

  58. Armando Neto

    -

    28/02/2011 às 16:44

    Caro Ricardo Setti:
    Sei que isso não tem relação nenhuma com o assunto do post, porém fiquei horrorizado com as imagens de um motorista que acelerou contra um grupo de ciclistas em Porto Alegre. No ultimo sábado presenciei um acidente envolvendo 2 carros na rodovia dos imigrantes causado por excesso de velocidade, embriagues ao volante e total imprudencia, fico indignado que esse tipo de absurdos sejam tratados com tão pouca atenção pelos meios de comunicação. O que vivemos hoje é uma guerra civil no transito, sou motociclista e presencio absurdos como esse diariamente e a conclusão é sempre a mesma, sempre: impunidade.
    Gostaria de pedir um post sobre esse assunto, estou escrevendo algo volto a postar assim que possível.

    Caro Armando, também fiquei horrorizado com o caso. Mande o post que examinarei com todo carinho.

    Abraço

  59. Vera Scheidemann

    -

    28/02/2011 às 16:37

    Interessante que ainda ontem eu e um amigo
    falávamos sobre esse assunto. E dizíamos
    exatamente o que você diz – por que no exterior
    esses carros têm todos os incentivos e aqui
    todos os impostos e mais alguma coisa ?
    Grandes interesses (excusos, naturalmente)
    devem estar por trás disso, como sempre.
    Vera

  60. Paulo Bento Bandarra

    -

    28/02/2011 às 15:19

    Aqui os carros são pelados em equipamentos e mais caros do que os importados, que tiveram que atravessar o mar e colocar revendas aqui. Pioram neste caso dos híbridos, que deveriam ser preferenciais para forçar a nossa indústria acelerar a modernização, que está em marcha lenta.

 

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