Blogs e Colunistas

Arquivo de fevereiro de 2012

29/02/2012

às 20:23 \ Política & Cia

É preciso manter o monstro da motosserra atrás das grades

O assassino condenado Hildebrando Pascoal: suspeita de chantagem contra uma procuradora e uma desembargadora (Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo)

Amigos, que o Ministério Público do Acre, em nome de tudo o que é mais sério e importante para quem faz carreira em Direito, preza as leis e respeita os direitos humanos, se empenhe a fundo, com o auxílio de perícia, para apurar se são mesmo do monstro assassino Hildebrando Pascoal as cartas de ameaça e de extorsão a uma procuradora do Estado e uma desembargadora.

O monstro em questão é o ex-coronel, ex-comandante da Polícia Militar do Acre e ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, que cumpre já há nove anos penas de prisão a que foi condenado — totalizam mais de 100 anos — por uma pilha de crimes, entre os quais homicídios bárbaros. Em pelo menos um caso, comprovadamente, Hildebrando foi envolvido na morte de um homem que, vivo, teve pernas e braços cortados a motosserra.

As denúncias sobre os crimes levaram à cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados, em 1999, após o que foi mantido em prisão até sua primeira condenação definitiva, em 2004.

Esse monstro sanguinário, envolvido também em tráfico de drogas, compra de votos quando político e outras violações à lei, atualmente está recluso em regime fechado de prisão num presídio considerado de alta segurança, o Antonio Amaro, próximo a Rio Branco, mas poderá solicitar a chamada “remissão” para regime semiaberto já em 2014, quando completar 15 anos de cadeia.

Entre as molezas absurdas contidas na lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 — a Lei de Execução Penal — está a que, em regime semiaberto, o condenado, mesmo sendo de altíssima periculosidade, se tiver bom comportamento, pode trabalhar ou estudar durante o dia, sendo recolhido à noite. As chances de fuga são enormes.

A Promotoria Pública do Acre pediu a prisão preventiva de Hildebrando, o que pode complicar essa mudança de regime daqui a dois anos. A desembargadora ameaçada participou do julgamento em que ele perdeu sua patente de coronel da PM.

Esperemos que a ação do Ministério Público permita que o criminoso prossiga atrás das grades por muito tempo, ainda.

A Lei de Execução Penal, curiosamente, foi aprovada pelo Congresso no finzinho do regime militar. Seu artigo mais controvertido, que vem permitindo a libertação precoce de bandidos tenebrosos, é o 112, que diz:

“A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.”

 

29/02/2012

às 18:09 \ Política & Cia

O novo ministro da Pesca só entende de peixe… no prato. E nega o óbvio, mas depois volta atrás

Peixe (frito) no prato: o limite do conhecimento do assunto do novo ministro da Pesca

 

Quando, e há algum tempo, escrevi um post indagando o que fazia, afinal, o ministro da Pesca, Luís Sérgio, houve gente que não gostou.

Mas aí está: antes de completados biológicos 9 meses, o ministro acaba de ser catapultado.

Tal como ele, o sucessor, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), só entende de peixe de uma forma: seja assado, cozido ou frito, no prato.

O senador Crivella: "bispo", compositor e cantor de gospel e, agora, "canal de ligação" dos evangélicos com o governo (Foto: Agência Brasil)

Engenheiro de formação, “bispo” da Igreja Universal do Reino de Deus, cantor e compositor gospel, o mais engraçado de tudo, no caso da escolha do senador, é que ele chegou a garantir que sua nomeação para um Ministério que ninguém sabe para que existe (a não ser para distribuir cargos a políticos aliados) nada tem a ver com apoio de evangélicos de sua orientação ao governo. (Veja declaração à Agência Brasil).

Quando é justamente esse o objetivo do governo: amarrar ainda mais firmemente ao saco de gatos irreconciliáveis que é sua chamada “base aliada” no Congresso o partido de Crivella, o PRB, e, em matéria de eleições, esticar o olho gordo em direção aos seguidores do “bispo” Edir Macedo — de quem, aliás, Crivella é sobrinho.

Tanto é que — leia reportagem do site de VEJA –, mais tarde, o senador acabou dizendo, com todas as letras, que pretende ser “canal de ligação” entre evangélicos (será que ele fala em nome de todos?) e o governo lulo-petista.

Termino com um “perguntar não ofende”: quer dizer que teremos um ministro — e da Pesca! — para “ligar” o governo aos evangélicos?

Estamos bem, muito bem…

29/02/2012

às 16:00 \ Política & Cia

O Brasil precisa deixar de ser um tijolo voador

 

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O tijolo voador

 

Conhecidos os indicadores que fecharam o ano de 2011, mais uma vez é um alívio observar que, mesmo com crescimento menor (2,9%) e inflação mais alta (6,5%) do que as expectativas, a economia brasileira adquiriu solidez, com predomínio, ano após ano, do vetor do progresso sobre o somatório de forças negativas, tanto as internas quanto as externas.

É um bálsamo ver que avançamos na segunda década de um novo século com o superávit primário acima dos 3% do PIB, fator essencial na manutenção da dívida pública em níveis administráveis – em flagrante contraste com a irresponsabilidade que afundou as economias europeias em 2011.

Conforta também ver o triunfo da política econômica, conduzida com base em avaliações criteriosas da realidade e um profissionalismo apontado como padrão a ser seguido por bancos centrais de outras nações.

Mas, ao mesmo tempo, é quase desanimador constatar que resistem teimosa e burramente alguns dos antigos entraves que tanto atrapalharam o desenvolvimento de nossos processos produtivos no passado.

Os números mostram que o Brasil ainda é um tijolo voador, expressão consagrada entre os economistas para descrever uma economia que, a despeito de um desenho tosco e disfuncional, persevera na sua caminhada para a frente em razão de rara combinação de circunstâncias favoráveis.

Dependemos da procura externa por poucos produtos primários

No caso específico do Brasil, o tijolo voa impulsionado pela valorização internacional dos produtos de exportação, em especial o minério de ferro, a soja e a carne, dádivas da natureza que o engenho pátrio soube transformar em riqueza, mas que denotam uma indesejável dependência da demanda externa por alguns poucos itens primários.

Voa pela atração de investimentos produtivos estrangeiros, que bateram em 65 bilhões de dólares no ano passado, parte disso glória da nossa conquista da estabilidade, parte consequência do tropeço das economias avançadas. Enfim, a economia brasileira mantém-se no ar menos por suas virtudes aerodinâmicas e mais pelo superavitário front externo, que produziu um saldo de 30 bilhões de dólares em 2011.

Nossas distorções paralisantes continuam na legislação tributária selvagem; nos desperdícios do setor público, que gasta muito, gasta mal e quando faz cortes economiza em investimentos sem diminuir o tamanho da máquina burocrática; na legislação trabalhista, que engessa e encarece a criação de empregos; e na educação universalizada, mas ainda de péssimo nível.

Essas mazelas precisam ser fortemente atacadas em 2012, para que o Brasil possa crescer em um ritmo que permita dobrar a renda per capita em pouco mais de uma década.

Isso significa crescer cerca de 6% ao ano, consistentemente, nesse período, para podermos nos sentar ao lado de Portugal e da Coreia do Sul no último vagão do comboio dos países com alta qualidade de vida.

Para tanto, temos de deixar de ser um tijolo voador e adquirir os contornos leves, eficientes e modernos das economias sustentáveis e dinâmicas.

(Trecho da Carta ao Leitor de VEJA da edição de 11 de janeiro de 2012 que, como se pode ver, está atualíssimo).

29/02/2012

às 15:20 \ Política & Cia

Serra usou espera e suspense para dar um nó e montar a confusão dentro do PT

Pode-se gostar do homem — ele teve 44 milhões de votos para presidente em 2010 –, pode-se não gostar (dentro de seu próprio partido ele tem inimigos ferrenhos).

Mas é inegável que a tática utilizada pelo ex-prefeito, ex-governador e ex-presidenciável José Serra (PSDB) para lançar-se candidato a prefeito de São Paulo nas eleições de novembro próximo deu um nó nos adversários e semeou cizânia e confusão dentro do PT.

Mantendo o PSDB em suspense com seu entra-não-entra — chegou a anunciar que não seria de modo algum candidato, depois sinalizou que poderia, em seguida falou-se, em seu nome, que o melhor seria cancelar as prévias que o partido já decidira fazer para escolher seu candidato –, Serra deixou dependurado o prefeito Gilberto Kassab (PSD), seu sucessor e cria político, que negociava o apoio ao PT para o caso de ser outro o candidato tucano.

Com sua decisão de entrar no páreo e disputar as prévias com dois dos quatro pretendentes iniciais, desmascarou de vez, para quem quiser ver, o o PT de Lula.

Rachou o partido, uma parte do qual já estava se sentando no colo de Kassab, que foi bajulado a ponto de ser convidado para a festa de aniversário do PT, dia 10 passado.

Deixou os pragmáticos de primeira hora sem saber o que fazer, enquanto a senadora Marta Suplicy, detentora de força e voto na capital –  que já tivera que engolir o ex-ministro Fernando Haddad como candidato do PT porque Lula assim o determinou, e que abominara publicamente o namoro com Kassab — viu diminuir de quase nada para abaixo de zero seu entusiasmo em fazer campanha para o partido

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Finalmente, como uma espécie de clímax da cara de pau, Haddad diz que se sente “melhor” sem o apoio de Kassab, que tanto buscou.

Serra (esq.) encontrou-se cordialmente com Haddad na festa de aniversário do presidente do PC do B, Renato Rabelo (centro), na segunda à noite (Foto: Divulgação PC do B)

 

29/02/2012

às 14:00 \ Tema Livre

Sensacional vídeo em HD: bombardeiros da II Guerra mundial, perfeitos, voando sobre a bela paisagem do Arizona

B17 em exercício na celebração do Dia do Veterano

Bombardeiro B25 decola em comemoração ao Veterans Day

Vejam que maravilha de vídeo, em alta definição.

Velhos e heroicos bombardeiros B17 e B25 da II Guerra Mundial, em perfeita forma, voam sobre as Superstition Mountains e o Lago Saguaro, formado por uma grande hidrelétrica, no Estado do Arizona.

Os velhos guerreiros voadores, permanentes hóspedes de honra do aeroporto de Falcon Field, da cidade de Mesa,  foram filmados no ar durante a comemoração do Veterans Day — data que homenageia todos os cidadãos que combateram algum dia pelas Forças Armadas dos Estados Unidos –, a 13 de novembro de 2010.

Mais uma ótima contribuição, entre tantas, do amigo do blog e funcionário aposentado da Varig José Carlos Bolognese.

H5 - WWII Bombers over Arizona Landscape

29/02/2012

às 12:00 \ Política & Cia

Do jeito que vai, a Petrobras poderá estar produzindo 30% menos do que o previsto em 2020. É um dos desafios para sua nova presidente

NACIONALISMO OBTUSO -- Petroleiro "João Cândido", encalhado em Pernambuco: revés para o conteúdo nacional (Foto: Divulgação)

Amigos, esse trecho de reportagem da jornalista Malu Gaspar, publicada em recente edição de VEJA, dá uma ideia do tamanho do desafio que aguarda a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, merecedora da confiança e da amizade da presidente Dilma. O título da reportagem original é “Graça Foster: o petróleo é com ela”.

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A principal missão atribuída à nova presidente da Petrobras, Graça Foster, pela presidente da República não é desmontar o trem da alegria do sindicalismo ou tomar dos políticos o controle da empresa. A presidente quer que Graça acelere a exploração das reservas do pré-sal, capazes de transformar o Brasil em uma das dez maiores potencias petrolíferas do mundo, mas que avança em ritmo lento.

Um relatório do banco Credit Suisse demonstrou que faltam dinheiro, mão-de-obra e equipamentos para cumprir os prazos. Segundo o banco, no passo atual, a Petrobras chegará a 2020 produzindo, na melhor das hipóteses, 4,6 milhões de barris ao ano. Mais que o dobro de hoje, mas 30% menos do que o previsto.

Cumprir a missão pressupõe fazer a empresa render mais, gerando mais caixa, investindo em pessoal e, ao mesmo tempo, comprando equipamentos ao menor preço possível.

Graça Foster enfrenta vários desafios: no passo atual, a Petrobras chegará a 2020 produzindo 30% menos do que o previsto (Foto: veja.abril.com.br)

“Em nome de objetivos do governo, a empresa sacrifica o lucro e a produtividade”

A questão é como fazer isso em uma companhia que já queimou, nos últimos oito anos, 12 bilhões de reais só com subsídios aos combustíveis, para não ter de repassar os custos do mercado internacional aos consumidores e nem os prejuízos políticos de grandes reajustes ao governo.

Durante os mandatos de Lula e Dilma, a Petrobras foi a muleta que ajudou a abrigar a inflação dentro da meta, reduzindo investimentos quando necessário para não encher a economia de dinheiro e soltando as rédeas da gastança quando o governo precisava fazer caixa para fechar suas contas.

Com tamanha sobrecarga, estatal acabou investindo 22 bilhões de reais a menos do que o previsto nos últimos três anos e também não atingiu as próprias metas de produção. “Esse é o resultado do que chamo de expropriação da Petrobras. Em nome de objetivos do governo, a empresa sacrifica o lucro e a produtividade e ainda pune seus milhares de acionistas”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Como se não bastasse, Graça ainda terá de fazer com que as contas da estatal absorvam o impacto financeiro causado pela exigência de que seus equipamentos tenham 65% de conteúdo nacional.

A obtusa norma do “conteúdo nacional”

Criada ainda no governo Lula e caríssima à Dilma, a obtusa norma, que vale para também para as empresas privadas, visa, hipoteticamente, desenvolver a cadeia produtiva do petróleo. Mas vem produzindo um problema atrás do outro.

Dois exemplos dessa encrenca saltam aos olhos. O primeiro é o petroleiro João Cândido, construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, com entrega atrasada em dois anos e preço já maior do que o dobro do cobrado no mercado externo.

O segundo abacaxi é a licitação de 21 sondas para o pré-sal, adiada duas vezes por causa dos altos preços apresentados pelos estaleiros nacionais. A dificuldade em comprá-las a valores razoáveis no Brasil fez [o antecessor de Graça Foster, José Sérgio] Gabrielli cogitar, acertadamente, em comprar as sondas no exterior. A ideia foi rechaçada por Dilma.

O mau exemplo da Pemex, do México

Os riscos do nacionalismo dogmático e o uso da Petrobras para ajudar a conter a inflação podem ser entendidos melhor por quem analisar o caso mexicano. Ou, mais especificamente, o que o governo do México fez com a monopolista Pemex, a estatal de petróleo que é, ainda mais que a Petrobras, um Estado dentro do Estado.

Lá, o lucro da Pemex é tomado imediatamente pelo Estado e enviado para uma espécie de caixa único. Depois, o governo manda parte para projetos sociais e parte para os investimentos da estatal.

O resultado é que a Pemex investe menos do que é necessário para reforçar suas reservas. E, embora o México seja ainda o sexto maior produtor de petróleo do mundo, suas reservas não param de diminuir.

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PROMESSA DIFÍCIL -- Plataforma do pré-sal na Bacia de Campos: ritmo lento e preços altos atrapalham exploração (Foto: Agência Brasil)

No Brasil, para conseguir recursos para extrair o óleo do pré-sal, é necessário que a Petrobras se livre dessas amarras. Do contrário, não haverá geração de caixa, financiamento ou empenho que dê jeito.

A esperança é que, quando o governo se der conta que a temperatura subiu, ameaçando explodir os ambiciosos planos do pré-sal, uma lufada de bom senso faça alterar essas regras. Esse é o ponto-chave do desafio de Graça Foster frente à Petrobras.

28/02/2012

às 19:08 \ Política & Cia

Kassab, o prefeito de São Paulo, é o Homem-Borracha ideológico

O Homem-Borracha original (Ilustração: DC Comics)

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), é o perfeito Homem-Borracha ideológico do quadro partidário brasileiro.

Famoso pela frase genial, irrepetível, de que o partido que fundou depois de deixar o DEM, o PSD, não é “nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”, o prefeito continua firme em sua coerência incoerente.

Capaz de contorcionismos políticos de mestre, e dotado do velho afã fisiológico da política brasileira de, sempre que possível, manter um pé em cada canoa — mesmo que elas sejam mais de duas –, Kassab, cria político do presidenciável José Serra (PSDB), anuncia que estará a seu lado na disputa por sua sucessão na Prefeitura de São Paulo.

(O ex-presidenciável anunciou formalmente sua pré-candidatura e sua intenção de disputar as prévias internas que o partido realizará. Leia mais no site de VEJA).

Serra e Kassab: o presidenciável tem apoio do HOmem-Borracha ideológico (Foto: VEJA)

Ao mesmo tempo, porém, ressalvou hoje, com todas as letras, que o apoio a Serra — candidato de um partido de oposição ao governo federal — não prejudica seu relacionamento com a presidente Dilma Rousseff.

A postura diante do governo Dilma, assegurou, é de “independência”.

Compreensivo, no entanto, o prefeito disse que qualquer integrante do partido que for convidado para um eventual ministério pode aceitar sem problemas.

Ufa!

28/02/2012

às 17:54 \ Tema Livre

Vídeo: uma maneira divertida para fazer reciglagem de garrafas — e com um resultado espetacular

Por Rita de Sousa

Sempre dá para pensar numa forma melhor de fazer algo. Mas a Volkswagen decidiu que para tudo, ou quase tudo, existe também uma maneira mais divertida — e que, frequentemente, funciona muito mais.

A partir dessa constatação, criou a The Fun Theory — Teoria da Alegria, ou do Divertido –, projeto cuja ideia principal é que algo tão simples e bom como a diversão é a maneira mais fácil de levar as pessoas a mudarem seu comportamento, especificamente em atitudes “eco-amigáveis”.

Parte-se do princípio que cuidar do planeta não deveria ser sempre apresentado como uma obrigação, e que as pessoas agem com mais responsabilidade e são mais respeitosas com o meio ambiente se, no percurso, puderem também se divertir.

Algumas experiências mostram que a Teoria vai no caminho certo. Anteriormente, a Volks já provara que as pessoas deixavam de usar uma escada rolante numa estação de metrô em favor de uma escada normal, mas cujos degraus produziam sons como um piano. Em outra, chamada a da lixeira mais profunda do mundo, era possível ver pessoas procurando garrafas plásticas, embalagens de chocolate e outros detritos no chão de um parque já bastante bem cuidado só para ter o prazer de jogá-los na lixeira, porque, a cada volume que recebia, a lixeira lançava um apito engraçado (e ela bateu recordes de recolhimento com isso).

No vídeo abaixo, outro jeito divertido de enfrentar a reciclagem: um contenedor de garrafas que…

Bem, confira você mesmo porque esse contenedor, colocado numa rua perto da principal estação de trens de Estocolmo, na Suécia, recolheu 20 vezes mais garrafas do que o colocado na rua seguinte.

 

 

28/02/2012

às 16:40 \ Política & Cia

Atletas denunciam absurdos impostos à TV paga. Eu dou razão a eles

Amigos do blog, a última imbecilidade estatista em vigor no país está bem explicada pelos atletas e técnicos de esporte no vídeo abaixo.

Reconheço que, sim, a lei 12.485, de 12 de setembrode 2011, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma, contém aspectos positivos.

Acho bom, para o mercado de trabalho brasileiro e para a própria cultura nacional, que haja obrigatoriedade de um mínimo de 3 horas e meia de conteúdo nacional semanais no horário nobre — das 19 às 23 horas — para todos os canais a cabo, inclusive para os que hoje só retransmitem programação feita no exterior. Seria melhor que esse tipo de coisa não fosse obrigatória por lei, mas, mesmo assim, vá lá.

O que é incompreensível, inaceitável e burro é que programas jornalísticos produzidos no Brasil, por brasileiros, e transmissões esportivas de competições, mesmo que, hipoteticamente, seja um Corinthians x Palmeiras ou um Fla x Flu, não sejam considerados “conteúdo nacional” pela lei.

Assistam ao vídeo e julguem vocês mesmos:

28/02/2012

às 16:00 \ Política & Cia

De como Pinheirinho serviu aos interesses do PT

Tropa de choque Invasores do Pinheirinho, orientados pelo PSTU, se armam para enfrentar a PM diante da iminente desocupação do terreno determinada pela justiça

TROPA DE CHOQUE -- Invasores do Pinheirinho, orientados pelo PSTU, se armam para enfrentar a PM diante da iminente desocupação do terreno determinada pela Justiça (Foto: Mário Angelo / Sigmapress / Folhapress)

Amigos, publicada em VEJA em  1 de fevereiro de 2012, esa reportagem de Carolina Rangel mostra como os incidentes ocorridos durante a desocupação de terreno invadido em Pinheirinho, distrito de São José dos Campos (SP), integra uma estratégia eleitoral do PT. 

Confira, que vale a pena.

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A batalha de São Paulo

 

A estratégia do PT em São Paulo é a velha e provada AgitProp leninista. Coloque os miseráveis na rua e agite até a polícia bater neles. Fotografe, filme e exiba nas eleições como prova de que o governo é cruel

 

Se ainda havia dúvidas de que a disputa eleitoral deste ano pela prefeitura de São Paulo será uma batalha sangrenta, dois episódios ocorridos no final de janeiro de 2012 cuidaram de dissipá-las.

O primeiro teve origem na desocupação de um terreno invadido em São José dos Campos, a sétima maior cidade do estado. Conhecida como Pinheirinho, a área de 1,3 milhão de metros quadrados pertence à massa falida da Selecta, empresa do megatrambiqueiro Naji Nahas.

Em 2004, ergueu-se lá um acampamento que, com o passar dos anos, se transformou em um amontoado de barracos e casas improvisadas. Rapidamente, o lugar passou a atrair, além de famílias pobres, traficantes e usuários de drogas. Tão degradado ficou que, hoje, grande parte dos moradores de São José acha que ele está para a cidade como a Cracolândia está para São Paulo.

Pesquisa exibida pelo prefeito Eduardo Cury, do PSDB, aponta que 92% dos habitantes de São José dos Campos querem o fim do Pinheirinho. Desde o início da invasão, a área está sob o “comando” informal de lideranças do PSTU. O partido tomou para si a “administração” do acampamento, que contava com 3 mil moradores.

O prefeito Gilberto Kassab tenta escapar dos manifestantes na saída da Catedral da Sé (Foto: Vanessa Carvalho / New Free / Folhapress)

O prefeito Gilberto Kassab tenta escapar dos manifestantes na saída da Catedral da Sé (Foto: Vanessa Carvalho / New Free / Folhapress)

Em meados de janeiro, quando a desocupação do terreno pela Polícia Militar já era iminente, esse exército de miseráveis, orientado pelo grupo de um ex-candidato a vereador pelo PSTU conhecido por Marrom, posou para fotógrafos emulando um esquadrão da Tropa de Elite – em sua versão Brancaleone.

A imagem, de uma teatralidade patética, serviu para dar uma mostra tanto da irresponsabilidade das lideranças do PSTU quanto da falta de originalidade de seus métodos.

Cenas gravadas que viram artilharia eleitoral

Em 2008, em meio à corrida pela Prefeitura de São Paulo, policiais civis sindicalizados entraram em greve e tentaram invadir a sede do governo do Estado, numa investida organizada com a ajuda do deputado Paulinho da Força, do PDT. O governador era José Serra, do PSDB. Os policiais tiveram de ser contidos pela PM num confronto que deixou 32 feridos e foi fartamente explorado pela campanha do PT, cuja candidata era a atual senadora Marta Suplicy.

Em março de 2010, quatro dias antes de Serra deixar o cargo de governador para disputar a Presidência, o sindicato dos professores do Estado, filiado à CUT, organizou um ato com milhares de pessoas na Avenida Paulista para pedir um aumento de 34%. Fecharam as duas pistas da avenida, mas não houve confronto com a polícia.

Duas semanas depois, os manifestantes voltaram à carga. Mais de 7 000 deles se dirigiram ao Palácio dos Bandeirantes, ameaçando invadir o local. Para barrá-los, a polícia sacou os cassetetes. Nove professores e sete policiais ficaram feridos. As cenas, devidamente documentadas, tiveram o mesmo destino das anteriores: viraram artilharia eleitoral.

O episódio do Pinheirinho obedeceu ao mesmo script. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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