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‘Ex-tia não é parente’, diz Bruno Covas sobre investigação por nepotismo

Prefeito de São Paulo é investigado pelo Ministério Público estadual pela contratação de Renata da Fonseca Pereira Covas para cargo na Cohab

Por Da Redação - Atualizado em 29 out 2019, 15h07 - Publicado em 30 jul 2019, 17h48

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), não teme os desdobramentos da investigação do Ministério Público de São Paulo que apura irregularidades na contratação de Renata da Fonseca Pereira Covas, tia do tucano, para um cargo de confiança na prefeitura. “Ela é ex-tia. Ex-tia não é parente, não é? Não é nem aqui nem em nenhum lugar do mundo. Então, que o MP (Ministério Público) cumpra o seu papel de investigar. Tenho total tranquilidade”, disse em entrevista ao editor de VEJA, Daniel Bergamasco, no programa Páginas Amarelas.

Covas afirma que entende o “incômodo” criado pela nomeação de Renata para um cargo na Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), estatal responsável por políticas de habitação na cidade, mas ressalta que “do ponto de vista legal, (não há) nenhum problema em relação a isso”. “Se eu não puder contratar as pessoas que eu conheço, que eu sei que têm competência, eu vou contratar quem? Meus inimigos?”, questionou.

Questionado sobre sua avaliação do governo Jair Bolsonaro, o tucano disse que a “grande conquista”, até o momento, foi a aprovação, em primeiro turno na Câmara dos Deputados, da reforma da Previdência. No entanto, Covas fez coro pela reinclusão de estados e municípios no texto. “Tomara que o Senado possa corrigir o que foi retirado na Câmara dos Deputados, e volte a incluir estados e municípios na reforma da Previdência”, afirmou.

Para Covas, os posicionamentos políticos “radicais” e “extremistas” de Bolsonaro são o aspecto negativo de sua gestão. “Ele foi eleito por uma ampla maioria e poderia olhar um pouco além do seu grupo político e tentar unificar o país”, disse.

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